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Negociação

Boeing e Embraer se aproximam de acordo para aeronaves comerciais

As duas fabricantes ajustaram seu projeto, anunciado há pouco mais de um mês, para conseguir autorização das autoridades brasileiras
06/02/2018 18:31 06/02/2018 18:43

Edouard NGUYEN/Embraer
Brasileira Embraer é a terceira maior fabricante de aviões do mundo
A fabricante de aviões americana Boeing e a brasileira Embraer estão perto de chegar a um acordo para criar uma nova empresa, que fabricará apenas os aviões comerciais da empresa nacional e na qual o governo terá voz.  As duas fabricantes ajustaram seu projeto, anunciado há pouco mais de um mês, para conseguir autorização das autoridades brasileiras, preocupadas com um eventual controle da Boeing sobre as atividades militares da Embraer.

As linhas gerais do acordo preveem que a Boeing detenha de 80% a 90% do controle acionário desta nova empresa, cuja sede poderia ser em Chicago, como a companhia americana. As operações militares da Embraer continuarão sob controle brasileiro.

A Boeing apresentou suas propostas ao governo brasileiro, que manteria uma "golden share" ("ação de ouro"), ou seja, direito a veto sobre decisões estratégicas da nova companhia. "As negociações avançam em boa direção", acrescentou a fonte, ao comentar que o governo brasileiro tinha gostado da proposta.

Até agora a Boeing ainda não comentou o acordo. Já um porta-voz da Embraer apontou que ainda "não há informações, nem confirmação".

Após o anúncio do início das negociações em dezembro, o governo brasileiro rapidamente indicou que estava decidido a manter seu poder de veto em nome da soberania nacional. Entretanto, a associação da Embraer com um grupo estrangeiro não foi recusada.

A Embraer, terceira maior fabricante de aviões do mundo, com faturamento anual de quase 6 bilhões de dólares e 16 mil funcionários, foi privatizada em 1994, mas o governo conservou a "golden share" para intervir em questões estratégicas.

A empresa tem uma gama de aviões civis e militares, bem como jatos executivos. Em seu importante setor de defesa, tem modelos como o A-29 Super Tucano para missões de ataque leve e treinamento avançado e o KC-390 de transporte tático e logístico de tropas e reabastecimento em voo, que deve chegar ao mercado neste ano.

Assumir o controle dos aviões comerciais da Embraer permitiria à Boeing acrescentar à sua carteira aeronaves com capacidade de até 150 assentos, recuperando terreno nos voos de meia distância em relação à fabricante europeia Airbus, que anunciou em meados de outubro uma associação estratégica com a canadense Bombardier nos aviões CSeries.

Em 2013, a Embraer lançou a família de aviões E-Jets E2, nova geração de aparatos cuja entrada em serviço é esperada para este ano. Eles são futuros concorrentes dos CSeries.


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