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Taquara

50 anos depois, rainha da Festa da Melancia relembra seu reinado

Natural de Erechim, Cladis Loeser Jung foi soberana do evento quando tinha 18 anos
03/02/2018 15:25 03/02/2018 15:34

Inezio Machado/GES
A aposentada se viu na edição do Jornal NH da semana passada e ficou feliz pela lembrança e reconhecimento com a Festa da Melancia
Ela é dona de um sorriso incrível, é acolhedora, brincalhona, autêntica. Essa é a dona Cladis Loeser Jung, de 68 anos. Natural de Erechim, adotou Taquara por volta dos 17 anos, quando sua família veio morar no município. Ela tem muitas histórias para contar e excelentes lembranças dos tempos em que participava das festas que aconteciam na cidade-mãe do Vale do Paranhana, nas décadas de 1960, 1970. Aliás, festividades essas que marcaram época, como a Festa da Melancia, que era organizada, segundo a dona Cladis, por um grupo de pessoas de diferentes entidades, que se uniam para realizar os eventos. Com 18 anos, ela foi uma das rainhas da Festa da Melancia. O ano não se lembra exatamente, mas foi entre 1967 e 1968. “Minha coroa foi feita com sementes de melancia e com fios de prata. A Festa da Melancia acontecia na sede do CTG O Fogão Gaúcho. Tinha princesas também. Era uma festa muito importante. Vinham pessoas de diversas cidades e isso ajudava a valorizar o trabalho dos agricultores do município. Me lembro que tinha desfile das candidatas pela cidade. Eu desfilei sentada em cima do capô do carro do meu pai”, recorda.

De acordo com dona Cladis, muitos outros eventos aconteciam, como Arrancadão da Rua Grande, o Baile do Suéter, o Baile das Nações, a Festa do Estudante. Taquara também é conhecida como a Capital do Piretro, e na década de 60, também acontecia a Festa do Piretro com a banda Passa Fome Anda Gordo. “Era uma banda com instrumentos de musicais com latas. Era lindo de ver”, relembra.

Saudades da linha do trem e das embarcações

Atualmente, a bancária aposentada e ex-rainha de uma das edições da Festa da Melancia de Taquara, dona Cladis, mora em Florianópolis, em Santa Catarina, mas uma vez por mês visita Taquara e fica no município por uma semana. “Eu amei participar da Festa da Melancia e gostava muito de participar das outras festas também, como a Festa do Tiro e do Kerb. Vivi momentos muitos bons em Taquara, que naquela época era um polo de produção de grãos da região. Tinha o trem e a Prainha com as embarcações, mas, infelizmente, no final da década de 1960, se não me engano, tudo foi terminando”, revela.

Resgatando o passado

Tentando resgatar a tradição da produção de melancias na cidade, a Prefeitura de Taquara, em 2015, reeditou a festa e a transformou em Feira da Melancia. Porém, este ano, devido à baixa safra da fruta (resultado das condições climáticas desfavoráveis no período de plantio), a administração municipal e os produtores rurais do município decidiram reduzi-la para um evento de comercialização, transformando-o em um ponto de vendas. A integração ocorreu de 12 a 28 de janeiro, na Rua Coberta, ao lado da Praça da Bandeira. “Fiquei muito feliz ao ver a foto. Minha irmã me avisou. Na época, como prêmio ao ter conquistado o título de rainha, eu ganhei uma viagem de 15 dias, com acompanhante, para Tramandaí. Imagina! Fiquei no Hotel Correia e levei comigo minha irmã, Naldi Loeser”, ressalta dona Cladis.


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