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Cirurgia

Extrair ou não? Dentista esclarece dúvidas sobre o dente do siso

Ricardo Dallegrave Corrêa da Silva fala sobre o terceiro molar que nasce, normalmente, a partir dos 18 anos
08/02/2018 14:44 08/02/2018 14:48

Claucia Ferreira/GES-Especial
Procedimento: anestesia para paciente não ter dor
Quem nunca cresceu ouvindo falar do dente do siso? O tal famoso Dente do Juízo! Eles começam a surgir por volta dos 18 anos (uns antes, outros bem depois) e junto com eles, aparecem os pontos de interrogações, as dúvidas que vão desde o nascimento até a decisão de extraí-los ou não.

Além disso, muitas pessoas ficam preocupadas e com receio. A maioria delas relaciona a retirada destes dentes como algo extremamente doloroso e complicado. Mas será que ele é mesmo o vilão de toda essa história? Mas para que serve mesmo o dente siso? Realmente é necessário retirá-lo? Essas são algumas dúvidas que surgem ao longo do tempo e na medida que os anos vão passando, no imaginário de alguns indivíduos, o dente do siso começa a se transformar no bicho papão do sistema dentário. O medo de ir ao dentista também cresce, mas chega uma hora que não dá mais para adiar a decisão… e começa aí, a quebra de paradigmas.

O cirurgião-dentista Ricardo Dallegrave Corrêa da Silva explica que o dente do siso, também chamado tecnicamente de terceiro molar, é o último dente a erupcionar na boca, mas nem todas as pessoas têm esse dente. “Algumas não tem nenhum, outras tem apenas um ou dois. É variável, mas o normal é quatro dentes do siso, ou terceiros molares, mas existem pessoas que tem até cinco dentes do siso”, enfatiza.

Recuperação tranquila

Claucia Ferreira/Claucia Ferreira/GES-Especial
Dallegrave explica que o siso, também chamado tecnicamente de terceiro molar, é o último dente a erupcionar na boca, mas nem todas as pessoas o têm
Quem já enfrentou a cadeira do dentista e extraiu um dos dentes do siso no dia 17 de janeiro deste ano foi o estudante Leno da Silva Machado, de 16 anos. Para ele, a retirada do primeiro siso foi demorada, mas tranquilo. “Tive uma recuperação muito boa. O pior são os primeiros três dias, no qual você tem que ficar colocando gelo para não inchar a bochecha e comer apenas alimentos gelados na forma pastosa, pois não pode fazer força com a boca. Não senti nenhuma dor, nem na cirurgia nem na recuperação, é apenas um pequeno incômodo conforme você se movimenta. No demais é só cuidar os horários dos remédios que tudo dá certo”, relata Leno, que no dia 31 de janeiro, fez a extração do segundo siso.

O processo de recuperação requer muitos cuidados, pois afinal de contas, o procedimento é uma cirurgia. Tais cuidados ajudarão a não ter complicações e diminuirá o tempo reabilitação. Seguir rigorosamente as orientações do dentista é fundamental. Em alguns casos, há o inchaço facial. “O inchaço ou edema ocorre em casos que a extração é difícil e requer procedimentos mais complexos, como remoção de osso ao redor do dente”, exemplifica o cirurgião-dentista Dallegrave, ressaltando ainda que os pacientes devem repousar muito, dormir com a cabeça elevada.

“É necessário ter uma alimentação liquida/pastosa e fria/gelada como sorvete, gelatina, batida de frutas, sopas mornas, iogurte, purê de batatas, entre outras. Também não pode comer/beber coisas quentes, deve aplicar gelo pelo lado de fora da face, não fazer exercícios físicos, não pegar sol, não escovar a região operada, não fazer bochechos nas primeiras 24 horas”, recomenda.

Esclarecendo dúvidas

Claucia Ferreira/GES-Especial
Cirurgião-dentista Ricardo Dallegrave Corrêa da Silva
Qual a função do dente siso? Ele é importante?
Ricardo Dallegrave - Para algumas pessoas a única função é auxiliar e guiar o crescimento da mandíbula. Para outras, ele nasce na posição correta e contribui na mastigação. Mas para outras pessoas, ele nasce em posição horizontal ou com muito pouco espaço e necessita ser extraído.

Por que, normalmente, é preciso remover o dente siso?
Dallegrave - Quando o dente do siso nasce em posição horizontal ou sem espaço na arcada, ele deve ser removido. Todo dente deve erupcionar e entrar em mastigação, caso isso não ocorra, existe um tecido que envolve o dente, chamado de Folículo Peri-Coronário, que só é absorvido pelo organismo quando o dente nasce. Caso esse tecido continue em contato com o dente, ele pode levar ao desenvolvimento de algumas enfermidades que são de difícil tratamento e bem agressivo. Agora, se o dente nasce e entra em função mastigatória e está numa posição que possibilite uma higienização adequada, ele não precisa ser removido.

Quanto mais jovem a pessoa mais fácil é o processo de retirada do siso?
Dallegrave - Nem sempre, devemos avaliar cada caso individualmente para determinar o melhor plano de tratamento.

É possível saber antes mesmo do dente do siso nascer se a pessoa vai tê-lo?
Dallegrave - Sim, antes dele nascer, através de uma radiografia já é possível descobrir se o germe do dente está presente e quantos sisos a pessoa terá.

Afinal, o dente siso é um “vilão” ou é uma “vítima” do sistema dentário? Ele desalinha os demais dentes?
Dallegrave - Essa ainda é uma discussão mesmo entre dentistas. Na minha opinião, ele não desalinha. O que ocorre é que, ao mesmo tempo que ele nasce (18-21 anos), ocorre o último surto de crescimento dos ossos da face, que normalmente desalinha os dentes e as pessoas costumam associar uma coisa a outra.

Quem extrai um dos dentes do siso precisará extrair os outros? Por quê?
Dallegrave - Se a pessoa extrai o siso de baixo, muito provavelmente o siso de cima ficará sem função mastigatória e será indicada sua extração, mesma coisa vice-versa.

Alguns riscos durante cirurgia

O cirurgião-dentista Ricardo Dallegrave Corrêa da Silva comenta que as pessoas não precisam ter medo, mas não esconde que há alguns riscos durante a cirurgia de extração. “O dente do siso pode estar próximo ao nervo que passa dentro do osso da mandíbula e tocar esse nervo na hora da extração. Isso pode gerar parestesia, que é a perda temporária de sensibilidade de metade do lábio inferior. Essa sensação pode ser tratada e aliviada com medicações”, explica o cirurgião-dentista, ressaltando ainda que existem outros riscos, como hemorragias.

“As hemorragias podem ocorrer pelo rompimento de algum vaso ou artéria ou também pelo rompimento de algum ponto no pós-cirúrgico. Infecções também acontecem, por isso sempre receitamos antibióticos para cirurgias mais difíceis”, esclarece. Ele também aconselha que ao fazer a cirurgia de retirada dos sisos, o melhor é tirar dois de cada vez, sempre do mesmo lado.


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