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Entenda a doença

Estresse do dia a dia pode acabar em depressão

Psicóloga clínica Maria de Lourdes Kussler fala sobre a doença
08/02/2018 15:08 08/02/2018 15:13

Divulgação
Maria de Lourdes Kussler, psicóloga clínica
A correria da vida, dita moderna, faz com que as pessoas não parem para olhar o que está acontecendo a sua volta. Se vive num momento aclareado e as atividades cotidianas têm intensidade ao nível máximo.

Cada indivíduo reage de uma forma particular, alguns suportam mais, outros menos e ao longo desse caminho podem ocorrer os “tropeços”, possibilitando a deflagração da depressão, tema muito falado atualmente, também muito presente nas famílias e inquieta a todos.

Abaixo, veja a entrevista com a psicóloga clínica Maria de Lourder Kussler:

O que é depressão?
É uma doença que fragiliza o sistema emocional, ocasionando alterações emocionais, comportamentais e físicas/orgânicas onde os sintomas se manifestam.

Quais os sinais da depressão?
A tristeza, perda de interesse pelos fatos e eventos rotineiros, autoestima reduzida, pessimismo, pensamento negativo, falta de confiança em si, sensação de desamparo, dificuldade de memória e concentração, sentimentos de culpa e especialmente uma ausência de vontade da maioria das ocupações que faziam parte da rotina. Pode também se apresentar uma apatia ou irritabilidade, falta de energia, fadiga, alteração de peso, sono e apetite para mais ou para menos. Esses sinais devem perdurar por um tempo determinado para caracterizar a depressão e não farão parte das 24 horas do dia, alternando-se em momentos mais ou menos intensos.

O que pode contribuir para deflagrar um episódio depressivo?
Considerando que exista uma pré-condição existem alguns “gatilhos” que por vezes vemos como desencadeadores, que podem ser muitos, considerando-se sempre a individualidade do sujeito, para esta afirmação, o que é bem importante ser considerado. Uma doença orgânica, perda do emprego ou condição financeira, rompimento de um relacionamento, conflito ou desentendimento familiar ou social, acidente, frustração ou fracasso significativo para a pessoa em questão, são alguns possíveis gatilhos, lembrando sempre que cada um dos acontecimentos poderá ter repercussões diferentes para cada indivíduo.

Como a depressão interfere na rotina?
Pode com frequência impossibilitar para o trabalho, diminuir a produtividade a ponto de ter consequências e prejuízos, afastamentos, ausências. Por vezes o isolamento social que reduzirá drasticamente as relações interpessoais, contribuir para desencadear conflitos no relacionamento afetivo com a família ou conjugue, colaborar na antecipação de doenças orgânicas, dores físicas musculares, mialgias, etc.

É possível ter quadros depressivos recorrentes ou um agravamento da depressão?
Sim, observação bem importante. Um episódio pode se apresentar com alguns dos sintomas (não necessariamente todos) e ser confundido com outras situações, julgar que serão passageiros, e depois de um tempo surgir com mais intensidade, o que já é um agravamento. Esse agravamento pode levar a consequências sérias, desde a perda da capacidade de trabalhar, de estudar, isolamento extremo, importantes perda para a qualidade de vida, tanto da condição individual como de grupo. Pode também levar ao suicídio, condição extrema, mais comum do que se pensa, pois como tabu social muitas vezes é ocultada quando ocorre. A sensação de desamparo e desesperança faz a pessoa acreditar que essa é a saída, morrer.

O que fazer diante dessa realidade?
A busca pela avaliação e tratamento é a saída, além de preventiva, poderá evitar ou reduzir as possibilidades de consequências mais sérias. Alguns equívocos contribuem para o retardamento da atitude de buscar ajuda, e são até comuns, como por exemplo as pessoas próximas de quem está se sentindo assim, dizerem que “ela deve se esforçar para melhorar”, ’que é falta de trabalho”, “ que é preguiça”, dentre outros comentários . Com toda certeza, não é possível escolher estar ou não com depressão!

Por que algumas mulheres podem ter a chamada depressão pós-parto?
A gravidez assim como o início da vida da mulher como mãe causam mudanças importantes, tanto hormonais quanto emocionais podendo provocar novos sentimentos para a mesma. Estes sentimentos, por vezes são de difícil compreensão colaborando assim para a evolução do quadro depressivo, chegando a um máximo de ansiedade, tristeza, medo, irritabilidade, culpa entre outros. Podem perdurar e assim definirem-se como depressão pós-parto.

Luto é diferente de depressão? O luto pode tornar-se uma depressão?
Sim, é diferente. O luto é a perda de alguém ou algo que não será recuperado. Os sentimentos que decorrem do luto são naturais e esperados para a situação e podem precipitar o aparecimento da depressão. Não é condição obrigatória.

A tendência da depressão é hereditária? Há tratamento?
Os fatores genéticos existem, mas nem todas as pessoas com predisponentes genéticos reagirão da mesma forma diante dos fatores que podem desencadear a depressão. Devemos ter um olhar único para cada caso. Sim, deve-se buscar tratamento sempre.

O que é depressão bipolar?
Conhecida também como Transtorno Afetivo Bipolar se caracteriza por mudanças extremas de humor, alternando entre mania (humor exaltado, eufórico ou irritabilidade) e depressão (tristeza profunda). 


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