Agricultura - 28/06/2012 14h37
Atualizado em 28/06/2012 14h49

Governo anuncia plano de incentivo à agricultura no valor de US$ 115 bilhões

Parte dos recursos será para financiamento de programas para melhorar as cadeias de distribuição e comercialização de produtos


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Agência EFE

Brasília  - A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta quinta-feira um plano de apoio à agricultura no valor de US$ 115 bilhões e que tem como objetivo reforçar papel do setor no crescimento econômico.

Dilma definiu o Plano Agrícola e Pecuário 2012-2013 como "um novo instrumento contra a crise mundial", que além disso permitirá auxiliar nos planos do governo de gerar emprego e diminuir os efeitos das turbulências globais.

"Este plano demonstrará que o Brasil é um dos poucos países que pode criar novos empregos no meio da gravíssima crise de dívida soberana que afeta o mundo", declarou a presidente, que considerou que a agricultura é um dos setores de maior importância "estratégica" para a nação.

Dilma assegurou que o aumento da produtividade será conseguido junto com um maior cuidado com a proteção da biodiversidade, pois "o crescimento não é nem pode ser incompatível com a preservação ambiental".

A presidente destacou ainda que o Brasil mantém intocável cerca de 60% de seus ecossistemas, o que não impediu o País se transformar nos últimos anos numa "potência agropecuária" mundial.

O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, detalhou que do total dos recursos, cerca de 60% será destinado ao financiamento de programas para melhorar as cadeias de distribuição e comercialização de produtos.

Dilma explicou que será dado um atendimento especial à agricultura familiar, que atualmente é responsável por cerca de 70% da produção de alimentos do país.

Além disso, a oferta de créditos para pequenos e grandes agricultores aumentará 7,5% em relação a 2011, e as taxas de juros serão reduzidas de 6,75% para 5,5%.

Os planos do governo foram apoiados pela Confederação Nacional de Agricultura (CNA), cuja presidente, a senadora Katia Abreu, assegurou que a iniciativa reforçará o papel do Brasil como "grande fornecedor de alimentos" para o mundo.

"Nossos destinos são China, Europa, e muitos outros países que o Brasil poderá vender sua produção sem deixar de atender a demanda interna", declarou Katia durante o anúncio do programa, no Palácio do Planalto.




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