VOLTAR
FECHAR

Rua Jornal NH, 99 - Bairro Ideal - Novo Hamburgo/RS - CEP: 93334-350
Fones: (51) 3065.4000 (51) 3594.0444 - Fax: (51) 3594.0448

PUBLICIDADE
Modos de ser e estar

Trocar brinquedos

Para as crianças brincarem satisfeitas os pais, avós, tios, amigos precisam viver dentro de lojas destes artigos infantis consumindo sem critérios, principalmente no mês do dia das crianças? É preciso gastar o que tem e o que não tem para ver seu filho com prateleiras, caixas e gavetas carregadas? É isso realmente que fará ele feliz?.

Brincar é prioridade para a criança. É brincando que ela desenvolve sua subjetividade, seu corpo, a criatividade, autonomia e liberdade. As crianças se expressam brincando, aprendem e socializam. De preferência, a brincadeira não deve ser sempre dirigida com conteúdos propostos pelos adultos. Inventar as brincadeiras, produzir seus próprios brinquedos ou estar aberto a conhecer novas maneiras de fazer este “ofício” é importante porque, além de divertido, é fundamental para a criança ter uma infância bem aproveitada e saudável.
Mas para as crianças brincarem satisfeitas os pais, avós, tios, amigos precisam viver dentro de lojas destes artigos infantis consumindo sem critérios, principalmente no mês do dia das crianças? É preciso gastar o que tem e o que não tem para ver seu filho com prateleiras, caixas e gavetas carregadas? É isso realmente que fará ele feliz?
As Feiras de Trocas de Brinquedos em nossa cidade já tem frequentadores assíduos que são famílias que exercitam práticas de consumo colaborativo. As crianças vêm aprendendo que trocar é muito legal e estimulante. Que o brinquedo não precisa sair novo da caixa para estar em bom estado e ser novidade. Eles sabem direitinho o que trocaram nas feiras anteriores e que a experiência realizada produz novos amigos, novas capacidades e entendimentos, como desapegar, conquistar, negociar, além de aprender a se relacionar através de outra mediação que não o brincar. Esperando a próxima oportunidade, separam o que querem trocar com o auxílio dos pais, mas sem que estes interfiram na decisão e escolha, pois isto precisa acontecer através do desejo da criança e não pela vontade dos pais.
No Facebook tem a página da Feira de Trocas de Brinquedos NH/RS para acompanhar o que rola, mas teremos uma oportunidade no dia 21 das 14 as 16 horas durante a VIII Feira Viva que ocorrerá na Praça da Bandeira das 10 as 18 horas. Estão todos convidados!

Psicologia: por mais saúde e liberdade

Após mais uma semana de impactos violentos contra nossos corpos e nossa subjetividade, os direitos humanos, a saúde e a liberdade sofrem novas tentativas de serem dizimados e controlados. Com o intuito de esclarecer a postura ética da prática psicológica, elucido aqui, alguns tópicos que norteiam este exercício de maneira coerente com o país laico em que vivemos..

Após mais uma semana de impactos violentos contra nossos corpos e nossa subjetividade, os direitos humanos, a saúde e a liberdade sofrem novas tentativas de serem dizimados e controlados. Com o intuito de esclarecer a postura ética da prática psicológica, elucido aqui, alguns tópicos que norteiam este exercício de maneira coerente com o país laico em que vivemos. Compartilho parte da Resolução do Conselho Federal de Psicologia, N° 001/99, que estabelece normas de atuação para a categoria em relação à questão da Orientação Sexual. Afinal, o psicólogo é um profissional da saúde que é frequentemente questionado questões ligadas à sexualidade.
A forma como cada um vive sua sexualidade faz parte da identidade do sujeito e deve ser compreendida e respeitada. A homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão. Há uma inquietação em torno de práticas sexuais desviantes da norma estabelecida socioculturalmente porém, a Psicologia deve contribuir com seu conhecimento para o esclarecimento e promovendo a superação de preconceitos e discriminações.
Os psicólogos atuarão segundo os princípios éticos da profissão que disciplinam a não discriminação e a promoção e bem-estar das pessoas. Eles deverão contribuir, com seu conhecimento, para uma reflexão sobre o preconceito e o desaparecimento de discriminações e estigmatizações contra aqueles que apresentam comportamentos ou práticas homoeróticas. Portanto, estes trabalhadores não exercerão qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas, nem colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades.
Por fim, os psicólogos não poderão se pronunciar nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica.
Recado dado, favor respeitar.

Ipês amarelos

como conseguir resistir e construir alternativas de caminhos menos cinzentos? Como traçar linhas de fuga para enxergar mais colorido? Nem só de enfrentamentos tristes são constituídos os trajetos (e afetos)..

A violência dos choques cotidianos assusta cada vez mais. A insegurança nas cidades, a intolerância das pessoas, a agressividade no trânsito, a injustiça do desemprego, a impunidade na política, a crueldade da pobreza e da fome provocam uma espécie de abalo sísmico diário que vai deixando de estremecer e faz com que as pessoas se acostumem e se familiarizem com esta selvageria sem conseguir lidar com os solavancos. Aos poucos, estas ocorrências se naturalizam e se transformam em rotinas que tomam conta dos novos modos de viver contemporâneos.
A tentativa de elaboração destes acontecimentos exige esforços constantes. Afinal, as trombadas geralmente não permitem o tempo necessário para assimilar seus impactos. São embates que provocam olhares atormentados em percursos que se tornam cada vez mais empobrecidos e fragilizantes. Enfraquecidos, vivemos a beira de um esgotamento que retira o vigor necessário para uma vida decente. Não vivemos, apenas sobrevivemos.
Então, como conseguir resistir e construir alternativas de caminhos menos cinzentos? Como traçar linhas de fuga para enxergar mais colorido? Nem só de enfrentamentos tristes são constituídos os trajetos (e afetos). Nesta época de primavera precoce, os ipês florescem embelezando nossos percursos diários. Um ipê amarelo é capaz de abalar a quem, não apenas passar por ele, mas se deixar afetar por seu caloroso e resplandecente dourado. De cor vibrante, pode sacudir a poeira do vivente que o repara. Como diz o mestre Saramago, “se podes olhar, vê. Se podes ver, repara”.
Reparar é parar. Parar. E parar novamente. Quantas vezes forem necessárias para contemplar a beleza do que está vivo e vibra. Do que nos faz viver e do que amarelamente nos desperta como o sol numa manhã que faz abrir os olhos para a vida.

A Psicologia faz a Diferença

Exercício belíssimo que tem consolidado algumas lutas para garantir práticas adequadas através de suas teorias, técnicas e de uma ética que precisa ser colocada em um lugar de supremacia. Ética que não apenas garante o apropriado exercício da profissão, mas afirma a diferença e a vida..

Comemoramos ontem, dia 27 de agosto, o dia da Psicóloga e do Psicólogo. Uma data que não posso deixar passar em branco. Porque é meu ofício, do qual tenho tanto orgulho e, pelo grande motivo da Psicologia ser uma profissão que tem aumentado suas contribuições na sociedade ampliando seus espaços de atuação.
Os conselhos regionais estão celebrando junto as trabalhadoras e trabalhadores desta ciência tão permeada pela sensibilidade e pela capacidade de percepção e escuta, fortalecendo as 12 especialidades da Psicologia. Iniciando pela Clínica, Organizacional e do Trabalho, Social e Escolar e Educacional, esta atividade exige estudo e aprimoramento permanentes e um cuidado de si mesmo. Afinal, somos instrumentos do nosso próprio trabalho. É um exercício belíssimo que tem consolidado algumas lutas para garantir práticas adequadas através de suas teorias, técnicas e de uma ética que precisa ser colocada em um lugar de supremacia. Ética que não apenas garante o apropriado exercício da profissão, mas afirma a diferença e a vida.
Um dos destaques destas campanhas é do CRP do Paraná que enfatiza que “Psicologia é com Psicólogo”. É comum ouvir que um taxista é meio psicólogo, que uma manicure é meio psicóloga e que um advogado é meio psicólogo, numa maneira leiga da sociedade enxergar a profissão. Mas é preciso ter clareza sobre suas especialidades que atendem demandas da sociedade. São tantas atuações que muita gente nem conhece todas as possibilidades e os diversos acessos aos técnicos da área. Pois, romper com o estereótipo de que a Psicologia é para loucos ainda é necessário.
Entender os processos de subjetivação, escutar o sofrimento psíquico e contribuir com as relações humanas nos diferentes espaços sociais é tarefa que exige lucidez, discernimento com ares de generosidade, sem arrogâncias de um saber inalcançável. Psicólogas e Psicólogos são gente e buscam estar preparados para seu trabalho fazendo a diferença.

Capa do dia

FOLHEIE O SEU JORNAL PREFERIDO NA TELA DO SEU COMPUTADOR.

ACESSE ASSINE AGORA
51 3600.3636
CENTRAL DO ASSINANTE

51 3591.2020
CENTRAL DE VENDAS DE ASSINATURAS