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Questão de Gênero

Orientações Técnicas de Educação em Sexualidade

Guia reafirma a posição da educação em sexualidade com base em diretrizes de direitos humanos e de igualdade de gênero..

Voltado para legisladores que trabalham na elaboração de currículos escolares no mundo todo, o guia “Orientações Técnicas de Educação em Sexualidade”, perto de completar dez anos do seu lançamento, teve nesta semana sua edição atualizada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

O guia técnico foi criado para apoiar as políticas públicas dos países no desenho de currículos precisos e apropriados à idade correspondente, envolvendo crianças e jovens de 5 a 18 anos. Nesta versão, a publicação enfatiza uma educação em sexualidade mais abrangente e de qualidade, de forma a promover saúde, o bem-estar e o empoderando de crianças e jovens para uma vida mais saudável, segura e produtiva.

No Brasil, o guia foi publicado em 2014 com o título “Orientações Técnicas de Educação em Sexualidade para o Cenário Brasileiro” e pode ser acessado aqui. Com 53 páginas, o documento é dividido em duas partes: a primeira com tópicos e objetivos de aprendizagem sobre educação em sexualidade, e a segunda com conceitos-chave e objetivos de aprendizagem.

O guia objetiva mostrar que a educação em sexualidade ajuda os jovens a se tornarem mais responsáveis em sua atitude e comportamento no que se refere à saúde sexual e reprodutiva, assim como desmente as teorias que afirmam que a educação em sexualidade aumentaria a atividade sexual, o comportamento de risco e as taxas de infecção por HIV.

A publicação, cuja edição atualizada (em inglês) pode ser acessada aqui, identifica a existência de uma necessidade urgente de educação em sexualidade de qualidade para fornecer informações e orientações aos jovens sobre a transição da infância para a vida adulta e sobre os desafios físicos, sociais e emocionais que enfrentam nesse processo.

O documento foi produzido por meio de colaboração entre Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), ONU Mulheres e Organização Mundial da Saúde (OMS).

Gênero e Número: Diálogos para 2018

Série de vídeos articula temas de gênero, direitos e jornalismo.

O site Gênero e Número é uma organização comprometida com o fortalecimento da democracia por meio da produção jornalística de qualidade e independente, sendo uma instituição de mídia com independência, jornalismo de dados e foco em gênero, integrando forma e conteúdo com visualizações interativas, videoreportagem e dados de bolso, e atua em rede com parcerias, eventos e muita comunicação.

Sendo uma iniciativa independente de jornalismo de dados voltada ao debate de gênero, a equipe levanta e compartilha dados com bases abertas, conteúdo livre e cultura de transparência, além de ter visão de futuro com diversidade, tecnologias e sustentabilidade.

A partir de conversas promovidas durante o 1º Diálogos Gênero e Número, evento que aconteceu em dezembro de 2017, no Rio de Janeiro, o portal criou uma série de vídeos, tratados na dinâmica de pergunta e resposta protagonizada por especialistas, que debatem acerca de transparência e acesso à informação, identidade de gênero e dados sobre as periferias. Assista abaixo aos três vídeos lançados:

Diálogos para 2018 #1 apresenta:
Jaqueline de Jesus (pesquisadora), Isabel Clavelin (ONU Mulheres), Fábio Malini (Labic Ufes), Paula Martins (ARTIGO 19) e Flávia Oliveira (GloboNews, CBN e Estudio i)

Diálogos para 2018 #2 apresenta:
Bruna Linzmeyer (atriz), Gilberto Vieira (DataLabe), Lúcia Xavier (Criola), Jacira Melo (Agência Patricia Galvão), Thiago Herdy (Abraji) e Andrea Dip (Agência Pública)

Diálogos para 2018 #3 apresenta:
Panmela Castro (grafiteira), KK Verdade (Fundo ELAS) e Selma Dealdina (CONAQ)

LGBTfobia registra recorde em 2017

Foram 442 mortes motivadas pela LGBTfobia no país que resultam na média de uma morte a cada 20 horas..

O ano de 2017 se despediu marcando um recorde no número de mortes por LGBTfobia no Brasil. Os números, contabilizados pelo Grupo Gay Bahia, que produz a pesquisa há 37 anos, apresenta 442 mortes no ano passado, superando as 343 de 2016. De 2005 até 2016, o Grupo calcula um total de 2.842 homicídios contra a população LGBT.

Das 442 mortes documentadas pelo Grupo, 245 foram devidas à orientação sexual da vítima (185 gays, 45 lésbicas, 5 bissexuais, 8 heterossexuais e 4 T-lovers) e 197 pela sua identidade de gênero (132 travestis, 45 mulheres trans, 13 homens trans, 2 drag queens, 2 transformistas, 2 andróginos e 1 crossdresser).

As principais causas das mortes foram por tiros (136), seguidas de arma branca (111), suicídio (57), espancamento (32), asfixia (22), pauladas (16), apedrejamento (13), carbonização (6), decapitação (2), overdose (2) e outras (47). Sobre a raça da vítima, 261 eram brancas, 104 pardas e 29 pretas. Acerca do local da morte, 231 foram em via pública, 152 em residência e 28 em estabelecimento privado.

Os estados com os maiores números de mortos foram São Paulo (59), Minas Gerais (43), Bahia (35), Ceará (30) e Rio de Janeiro (29). No Rio Grande do Sul, foram 13 mortes, sendo três em Pelotas, duas em Porto Alegre e uma em Alegrete, São Leopoldo, Pinheiro Machado, Cachoeira do Sul, Novo Hamburgo, Gravataí, Cachoeirinha e Caxias do Sul.

Com base nos assassinatos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais no Brasil no período de 2000 a 2016, tendo um total da amostra de 2.730 mortes, a média atual de vida da população LGBT no país é de 27,7 anos para pessoas trans, 28 anos para lésbicas, 38,1 anos para gays e 42,6 anos para bissexuais.

Drag queens e a descoberta da diva dentro de si

"Drag Me As a Queen" é o primeiro programa de televisão da América Latina a ser apresentado por drag queens..

O reality show “Drag Me As a Queen – Uma Diva Dentro de Mim!”, do Canal E! Entertainment Television, estreou recentemente em novembro com a proposta de transformar mulheres para trazer o lado empoderado delas à tona, com a ajuda de três drags especialistas em figurino, performance, cabelo e maquiagem.

O quarto programa brasileiro produzido pela emissora selecionou Ikaro Kadoshi, Penelopy Jean e Rita Von Hunty para serem as apresentadoras ainda no ano passado. As três drag queens formam um trio que se complementa, pois assumem uma personalidade distinta umas das outras, em que Ikaro é o coração, enquanto Rita é o cérebro e Penelopy é o corpo todo.

Ao total nesta primeira temporada, foram 13 mulheres que compartilharam as suas histórias de vida e que o trio de drag queens marcaram e tranformaram, celebrando o empoderamento feminino por meio de sessões de “terapia drag” para que elas pudessem encontrar as suas divas interiores e exaltá-las.

Todos os episódios são divididos em cinco momentos principais: o primeiro é a iniciação, com a eleição do nome de drag; depois a montação, com a escolha do figurino; então a ferveção, com o ensaio da performance; após vem o carão, com a aplicação da maquiagem e arrumação do cabelo; e por último a lacração, com a visualização no espelho da transformação em diva.

De acordo com o vice-presidente do marketing do canal, Marcello Coltro, a ideia do programa é inspirada em um curta documental de 2013, chamado "Jessy". Dirigido por Paula Lice, Rodrigo Luna e Ronei Jorge, a história conta a transformação da atriz e dramaturga soteropolitana Paula Lice na drag queen Jéssica Cristopherry. Vale destacar também que a produção do reality é composta por cerca de 90% de mulheres.

O programa foi exibido em sua primeira etapa nas segundas-feiras às 22h, com seis episódios entre os dias 20/11 e 18/12/2017. Neste primeiro momento, foram seis mulheres com idades entre 26 e 34 anos, de variadas profissões e histórias de vida e de superação, que participaram do reality show em busca do despertar de algum elemento adormecido dentro de si.

Cada uma delas trouxe ao programa relatos que motivaram essa vontade de se conhecer melhor e que, com total suporte das apresentadoras, trabalharam para essa emersão. O Canal E! vai exibir duas maratonas com os episódios completos de “Drag Me As a Queen” neste fim de ano, uma no dia 25 de dezembro a partir das 17h30min e outra 1º de janeiro a partir das 20h.

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