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#Voleimaníacos

Brasil encara a segunda semana da Liga Mundial

Comandada pelo leopoldense Renan Dal Zotto, seleção brasileira busca melhorar desempenho.

Marcio Rodrigues/MPIX/CBV
Dal Zotto quer dar ritmo para todos os jogadores na competição
Na primeira semana da Liga Mundial de Vôlei disputada em Pésaro, na Itália, a seleção brasileira masculina encerrou no primeiro lugar do Grupo A. Sob comando do leopoldense Renan Dal Zotto, o Brasil perdeu na estreia para a Polônia por 3 sets a 2, e depois bateu Irã e Itália por 3 sets a 1. Agora, os brasileiros entram para a segunda semana da competição. Em Varna, na Bulgária, o Brasil joga nesta sexta-feira, às 10h10, contra o Canadá. Depois, sábado, às 10h40, frente a Polônia, e domingo, às 14h40, contra a Bulgária. 

Os primeiros três jogos foram de altos e baixos dentro das partidas. O treinador aproveitou para testar todos os jogadores e confirmou suas expectativas. Dos confrontos, três atletas chamaram muito a atenção.

O primeiro é o líbero Thales, de São Leopoldo. O ex-atleta da Voleisul vestiu pela primeira vez a camisa do selecionado profissional e começou como titular contra o Irã. Teve um grande desempenho, que o credenciou para iniciar contra a Itália. Mas na terceira partida, Dal Zotto resolveu alternar entre Thales e o outro líbero Tiago Brendle, que já estava na seleção ano passado. 

Outra confirmação foi o oposto Evandro, que foi o maior pontuador do jogo contra a Itália. Um jogador experiente que chama a responsabilidade. Enquanto Wallace não retorna, Evandro poderá mostrar mais sua capacidade. 

Um destaque foi o ponteiro Maurício Borges. Além de virar bolas importantes, o jogador possui um passe qualificado. Porém, às vezes peca no lance mais fácil e faz milagres nas jogadas difíceis de defender. Procura o ritmo ideal ainda. 

Avaliação do técnico

"Na Itália tivemos uma fase muito equilibrada. Agora, aqui na Bulgária, teremos uma primeira partida contra o Canadá, que tem uma grande equipe, depois vamos enfrentar a Polônia, atual campeã do mundo, com quem fizemos uma partida muito disputada, de 3 a 2 na primeira etapa, e depois a Bulgária, que tem um time forte e de uma tradição muito grande", disse Renan. A ideia de Dal Zotto em revezar os atletas é para dar ritmo ao time para a fase final em Curitiba-PR. "A seleção brasileira é qualificada e para nós é muito importante jogar nesse nível", destacou Renan Dal Zotto.

JOGOS

1ª Etapa - Itália

02/06 - Brasil 2 x 3 Polônia - (20/25, 25/20, 25/19, 22/25 e 8/15)

03/06 - Brasil 3 x 1 Irã - (21/25, 25/19, 25/22 e 25/22)

04/06 - Brasil x Itália - (25/15, 17/25, 25/23 e 25/22)

2ª Etapa - Bulgária

09/06 - Canadá x Brasil - 10h10 

10/06 - Brasil x Polônia - 10h40

11/06 - Brasil x Bulgária - 14h40

Reinaldo Bacilieri, ex-treinador da Voleisul, será auxiliar técnico do Taubaté-SP

Confira entrevista exclusiva para o #Voleimaníacos.

Inézio Machado/GES
Reinaldo Bacilieri comandou a Voleisul na Superliga 2015/16 e no Campeonato Gaúcho 2016
O ex-treinador da Voleisul Reinaldo Bacilieri foi contratado pelo Funvic/Taubaté-SP, atual vice-campeão da Superliga Masculina de Vôlei 2016/17, para ser um dos auxiliares do técnico argentino Daniel Castellani na temporada 2017/18.

Antes de chegar ao Sul do País teve grande desempenho no São José Vôlei, onde conquistou o Campeonato Paulista em 2011 (1ª Divisão), a Liga Nacional 2012 e a Superliga B 2014. 

Em Novo Hamburgo, Bacilieri começou como auxiliar de Paulo Roese na temporada 2015/16, e depois com a saída do ex-levantador hamburguense, assumiu como técnico da equipe ainda na metade da disputa da Superliga. Bacilieri comandou a Voleisul também no Campeonato Gaúcho de 2016.

Bacilieri, que comandou também a garotada da base da Voleisul até o encerramento do projeto no ano passado, concedeu uma entrevista exclusiva ao blog #Voleimaníacos. Confira:

Como ocorreu o convite para o Taubaté?

Tudo aconteceu rápido, recebi o contato do diretor técnico da equipe, Ricardo Navajas e neste mesmo contato conversei com o Castellani. Ambos demonstraram o interesse de contar com meu trabalho na comissão técnica, bem como também fiquei contente e motivado pelo convite, por isto, não houve dificuldades para chegarmos a um acordo.

O que pode falar desse novo desafio?

Toda oportunidade vem junto com uma responsabilidade, desta forma, espero aproveitar a oportunidade de trabalhar com profissionais experientes e de altíssima qualidade, onde pretendo absorver todo aprendizado possível, assim como, somar ao trabalho para que possamos desta forma, capacitar nossa equipe a alcançar as metas estabelecidas para a temporada.

Você vai trabalhar com atletas de seleção brasileira. Qual expectativa em treinar atletas deste nível?

Vejo com naturalidade, pois já trabalhei com alguns dos atletas e membros de comissão técnica da equipe, assim como, já enfrentei praticamente todos em várias oportunidades, o que também propicia conhecimentos das características destes atletas. O que será novo em alguns casos será o dia a dia, a convivência, que tenho certeza será muito tranquila e construtiva.

Como será pautado seu trabalho na atual vice-campeã da Superliga?

Minha função é a de auxiliar técnico, e como é comum na formação de uma comissão técnica, terei as atribuições definidas pelo técnico no início dos trabalhos.

O que você levou da Voleisul para a sua carreira?

A Voleisul foi muito importante para mim, tanto no que diz respeito ao crescimento profissional quanto pessoal. Aprendi muito com muita gente, fiz amigos que levarei sempre comigo e aprendi a gostar da cidade como minha casa. Aproveitando a pergunta, creio ser importante agradecer a todos, sem distinção, amigos, torcedores, funcionários da Sociedade Ginástica, atletas das categorias de base e das equipes adultas que tive o prazer de trabalhar, em especial aos meus companheiros da Voleisul.

Acredita que o voleibol possa retornar em Novo Hamburgo?

Claro que sim, entendo ser perfeitamente possível, pois o voleibol de Novo Hamburgo é um produto de muita força. No entanto, a unidade e o desejo de pessoas capacitadas a desenvolver o voleibol em Novo Hamburgo são pontos fundamentais para o desenvolvimento não apenas de um novo projeto, de um novo time, mas de um novo modelo de desenvolvimento esportivo, que tenha além da participação do empresariado, essencialmente a inclusão do poder público e de universidades no contexto de seu desenvolvimento.

Destaques do Vôlei Canoas na Superliga jogarão em equipes de São Paulo

O líbero Thales e o levantador Evandro mudaram de casa na próxima temporada.

Divulgação/CBV
Thales durante treino na seleção brasileira em Saquarema-RJ
Quando o trabalho é feito com seriedade e competência, sempre haverá a valorização dos esforços. Com um dos investimentos mais baixos da última edição da Superliga, o Vôlei Canoas fez uma grande campanha e alcançou os playoffs da principal competição do voleibol brasileiro, caindo nas quartas de final para a atual pentacampeã Sada Cruzeiro. E dentro de todo um projeto, é preciso destacar os valores individuais que devido às suas atuações de gala se projetaram dentro do mercado do vôlei nacional. O líbero Thales, que foi um dos melhores da sua posição neste ano, acertou sua transferência para o Funvic/Taubaté (vice-campeão 2016/17), e o levantador Evandro vai vestir as cores do Sesi-SP na próxima temporada.

As informações foram obtidas junto ao técnico do Vôlei Canoas e auxiliar técnico da seleção brasileira masculina, Marcelo Fronckowiak. Em recente entrevista para o jornal ABC Domingo, Fronckowiak reforçou o seu trabalho em clubes. “Acredito que meu trabalho de clubes ajuda no sentido da inclusão de jogadores jovens e na revelação de jogadores jovens, que é uma marca que eu tive nos últimos anos.”

NA SELEÇÃO BRASILEIRA

Depois do técnico Marcelo Fronckowiak, que assumiu como auxiliar de Renan Dal Zotto na seleção brasileira masculina, a equipe canoense cedeu o preparador físico Guilherme Berriel para a seleção Sub-21, que disputa a Copa Pan-Americana a partir desta terça-feira (16), no Canadá.

Dentro de quadra, o líbero Thales, ex-Voleisul, foi convocado para defender a amarelinha na Liga Mundial, que começa no dia 2 de junho, quando o Brasil enfrenta a Polônia, em Pesaro, na Itália. Além de Thales, o ponta Alisson Melo, de 24 anos, foi convidado para treinar com a seleção brasileira durante a preparação em Saquarema-RJ.

Bernardo Roese faz grande temporada no vôlei universitário nos Estados Unidos

Ex-levantador da Voleisul foi eleito o MVP das conferências americanas.

Arquivo Pessoal
Bernardo foi eleito o MVP das conferências universitárias nos EUA
O ex-levantador da Voleisul Bernardo Roese, filho do ex-treinador e levantador Paulo Roese, está brilhando nas quadras de vôlei nos Estados Unidos. No final do ano passado, o hamburguense foi morar e estudar em solo americano, buscando novos rumos dentro da carreira, já que o mercado do voleibol brasileiro está bem complicado. Bernardo atua no Pierce College, na Califórnia, e no final do mês de abril foi campeão da conferência local com sua equipe e eleito MVP (Most Valuable Player – Melhor jogador da competição) entre todas as conferências universitárias. “Foi bacana, pois eles estavam há alguns anos sem ganhar por aqui. Vinham de 4 ou 5 anos bem ruins. A repercussão da nossa temporada foi bem positiva. Todo mundo gostou, tanto que o jogo dos playoffs foi fora de casa, mas tinha mais torcida nossa do que do time da casa. Foi bem legal ver isso, a galera apoia mesmo, ex-alunos e ex-jogadores do time”, destacou.

Roese concedeu uma entrevista exclusiva para o blog #Voleimaníacos

Quando foi para os EUA?

Vim para os Estados Unidos em dezembro para tentar me adaptar o mais rápido possível. No início, a adaptação não foi fácil, pois eu nunca havia feito nenhum curso de inglês na minha vida, decidi vir e fiz o teste. Estou cursando businness.

Como foi o processo para estudar e jogar fora do Brasil? Como está a adaptação ao país?

A questão de jogar foi tranquila, mas estudar estou me adaptando e me esforçando para melhorar o inglês, esse é o meu maior desafio. Não foi fácil nos dois primeiros meses. Tive vários dias e momentos que pensei em voltar para o Brasil. Meu sonho sempre foi jogar profissionalmente e no início aqui, achei que estava largando esse sonho. Mas agora vejo que é um grande passo que estou dando, e aqui depois de dois anos pude reencontrar a vontade de jogar e ser feliz fazendo o que gosto novamente.

Como é ficar longe da família e conhecer essa nova cultura?

Ficar longe da família nunca é fácil, mas como eu já havia morado longe outras vezes, estava preparado para isso. Há momentos que a saudade bate forte, mas sei que é coisa certa que estou fazendo. A cultura é muito diferente, estão muito na frente de nós. Aqui moro com o pessoal do time em uma casa.

Como são os treinos? E que competições disputa nos EUA?

Nesse primeiro semestre aqui, estou nesse “college” e estamos disputamos o Campeonato Estadual da Califórnia. Os treinos são diferentes e, na maioria das vezes, não são tão pegados como o de costume no Brasil, pois o nível é diferente. Na primeira divisão aqui nas universidades é bem competitivo, tem várias universidades com times bem fortes e você encontra brasileiros por tudo, mas mesmo assim, não é o mesmo nível do Brasil.

Qual a diferença de jogar uma Superliga?

A diferença de nível é bem grande. O Brasil é mais forte pois a preparação é diferente, é tudo voltado ao vôlei. Aqui os estudos estão envolvidos. São várias regras sobre notas e aulas envolvidas junto ao esporte. Se você não está bem nas aulas, não joga.

Vendo de fora do Brasil, qual a tua avaliação sobre o momento do vôlei brasileiro e mundial? O Brasil está muito ultrapassado?

Em questão de vôlei, o Brasil continua o melhor, no meu ponto de vista. Vamos ter que renovar nosso ciclo, mas ainda temos grandes jogadores. Mas em questão de estrutura e cultura, é outro mundo. Eu achava que tinha um pouco de noção sobre tudo isso aqui, mas é muito mais do que imaginava. As estruturas das universidades e times são impressionantes. Estão anos à frente.

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