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Tecnologia

WhatsApp testa novo compartilhamento de arquivos

App de comunicação está testando com alguns usuários envio de novos formatos de arquivo.

Arquivo/GES
O popular aplicativo WhatsApp, o mais usado no País para troca de mensagens em dispositivos móveis
O app de mensagens WhatsApp, altamente popular no Brasil, está testando uma função nova. Só alguns usuários receberam o novo serviço, e por enquanto só em uma zona de testes restrita, inicialmente nos Estados Unidos, conforme noticiado por sites especializados.

Trata-se de liberar compartilhamento para novos tipos de arquivo. Por enquanto, o WhatsApp só permite compartilhar arquivos dos tipos csv, doc, docx, pdf, ppt, pptx, rtf, txt, xls e xlsx, com algumas poucas variações. Basicamente, são planilhas, arquivos de texto e apresentações. A novidade estende a função de compartilhamento para arquivos de mídia também. É possível enviar arquivos de vídeo, por exemplo.

Mesmo para quem a função foi liberada, o compartilhamento é limitado a 100 ou 120 Mb, conforme o sistema operacional.

Emojis novos incluem dinossauros e vômito

Tabela Unicode 10 acaba de ser aprovada oficialmente, a tempo de constar nos novos smartphones.

Reprodução
Alguns dos emojis introduzidos no Unicode 10, aprovado em junho de 2017
Foi aprovada agora no final de junho a nova tabela de caracteres Unicode. Trata-se de um consórcio de empresas de tecnologia que regula os caracteres que podem ser utilizados em várias plataformas, incluindo os smartphones. A tabela Unicode 10 contém um total de 136.690 caracteres, incluindo alguns novos como um símbolo de bitcoin. Além disso, há 56 novos emojis, as famosas carinhas, populares entre usuários das redes sociais e programas de mensagens.

Entre os novos símbolos emoji, há uma mulher amamentando, dois dinossauros, brócolis, pastel e uma caixinha de yakissoba. Tem, ainda, uma carinha vomitando e outra com jeitão de zumbi.

Embora pareça apenas uma curiosidade, os emojis costumam chamar a atenção a cada nova tabela Unicode porque são símbolos universais. Inclusive, podem ser usados como comunicação instantânea mesmo entre falantes de idiomas diferentes.

A implementação da Unicode 10 chegou a tempo de pegar os novos modelos de smartphone sendo lançados pelas principais marcas, como Apple e Samsung. Implementações em cada sistema, como iOS e Android, podem ter símbolos com design levemente diferente, mas em geral a tabela Unicode serve como referência para as marcas oferecerem suas opções de carinhas. Alguns símbolos, como os dinossauros e o brócolis, já eram oferecidos informalmente em alguns programas de comunicação, mas agora foram oficializados pelo consórcio.

Sega coloca jogos clássicos de graça no Android e iOS

O app Sega Forever tem versão gratuita com anúncios ou paga a US$ 1,99 o jogo, incluindo Sonic original.

Reprodução
O porco-espinho Sonic, da Sega, mascote da marca, em imagem de divulgação
A Sega abriu nesta quarta-feira (21/6) para todos os usuários de Android e iOS (ou seja, quase todos os celulares e tablets) o app Sega Forever, que oferece versões originais de jogos clássicos. O usuário tem duas opções: pode jogar de graça com anúncios durante o game ou então comprar uma versão limpa por 1,99 dólares cada título. Também há opção de destravar por pacote.

A intenção da Sega é ir lançando alguns títulos de cada vez, em uma espécie de pacotes. Neste primeiro, chega o game do mascote da Sega, Sonic The Hedgehog. Além do game do porco-espinho, que é um clássico dos jogos de plataforma, também chegam Phantasy Star II, Altered Beast (este era famoso também nos arcades) e Kid Chameleon.

As versões são originais dos games, incluindo gráficos pixelados, com o detalhe de que os comandos foram adaptados para as telas touchscreen dos smartphones e tablets.

Reprodução
Tela do game original Sonic the Hedgehog, da Sega, lançado em 1991

Um coro pelas cores: crossover de blogs contra o preconceito

O blog de Tecnologia convidou vários blogueiros para discutirem as reações agressivas ao ícone da Internet que celebra a diversidade.

Ícone Orgulho do FacebookNão, você não leu nem clicou errado. Este é o blog de Tecnologia. E hoje o assunto é preconceito.

Dê uma boa olhada no ícone no início desta postagem. Talvez você nem tenha reparado nele, porque é minúsculo. Porém, acredite ou não, ele causou alvoroço.

Trata-se do emoji Orgulho, que o Facebook lançou temporariamente neste mês em homenagem ao mês do orgulho LGBT. Ele serve para celebrar a diversidade. O blog de Tecnologia noticiou o lançamento. A maior parte dos leitores curtiu, como você pode ver abaixo pelo gráfico das reações à postagem em 24 horas. Houve grande acesso.

Houve elogios, mas também houve críticas, o que é comum em qualquer postagem na Internet. Porém, a diferença, aqui, foi como algumas dessas reações negativas foram violentas. Inclusive, com termos ofensivos e preconceituosos. Alguns internautas insultaram a comunidade LGBT, outros fizeram piadas contra minorias em geral ou até torcidas adversárias e alguns, inclusive, reclamaram do próprio jornal por divulgar a notícia.

Ícone Orgulho do FacebookTudo isso é grave. Não se trata mais, aqui, de achar ou não importante este ícone que com seus poucos pixels de altura é um mero grão de areia no oceano da Internet. O problema é a intolerância que pode escolher se projetar em uma coisa tão pequena quanto um emoji LGBT. Não dá para deixar isso passar sem um bom debate.

UM CROSSOVER DE BLOGS

Divulgação Facebook
Ícone do arco-íris LGBT vai aparecer em junho entre os emojis de reação disponíveis no Facebook
O assunto é amplo, e por isso o blog fez algo diferente. Conclamou um crossover de blogs, chamou outros blogueiros do jornal para contribuir para a discussão. Abaixo, você lê a conversa com estes colegas, que incluem um especialista em estudos de gênero, uma psicóloga e uma praticante de yoga.

Se você ainda acha que isto não é assunto para um blog de Tecnologia, dê uma olhada nesta postagem sobre inteligência coletiva, uma área de pesquisa que busca, justamente, aproveitar positivamente o que as redes podem oferecer. E temos que lembrar que redes sociais, a Internet, têm um componente técnico mas também envolvem aquela famosa pecinha na frente do teclado chamada de usuário. Esta peça também precisa de manutenção de vez em quando, e isso requer esclarecimento, educação, respeito e amor pelo próximo.

A Internet, pessoal, é um dos maiores instrumentos de diversidade da história humana. Mais do que a invenção da tipografia ou até do que a criação da roda, pode congregar gente de todos os credos, localidades e preferências. É algo a ser celebrado. Este mês, quem está celebrando sua diversidade é o movimento LGBT. Mas, tristemente, tem quem recuse com ódio quaisquer opções que não a sua, e em nome desse ódio, até, se mostre contra a liberdade de informação, contra a liberdade de escolha e, talvez, contra a liberdade em geral. 

Ícone Orgulho do FacebookSe tivermos que discutir um ícone minúsculo, então, para fazer valer a liberdade de todos, vamos lá.

linha grisê


Para o Cristiano Rosa, do blog Questão de Gênero, o blog Tecnologia fez a seguinte pergunta: 

Cada um tem simpatias ou preferências no campo sexual assim como tem gostos em qualquer área. O preocupante é quando a preferência pessoal parece passar por algum tipo de rejeição às preferências diversas da sua, e isso se materializa em preconceito e até agressão. O que você acha? Como encontrar o caminho para a diversidade e a convivência harmônica?

O que diz o Cristiano:

Cristiano Rosa, Questão de Gênero

Cristiano Rosa é professor de línguas e pesquisador na área de Educação, Gênero, Linguagem e Sexualidade.

Leia o blog aqui

Aspa inglesa de abertura de citaçãoVivemos em uma sociedade heteronormativa que objetiva regular nossas vidas, em que o privilegiado e tomado como exemplo é o homem branco de classe média, católico e heterossexual, e com uma bancada política conservadora e religiosa, ainda nos impõe movimentos como Ideologia de Gênero e Escola Sem Partido, querendo coibir o debate acerca da sexualidade. É preciso compreender que há três dimensões distintas nessa esfera: o sexo biológico – estabelecido pelos cromossomos, hormônios e genitálias da pessoa; a identidade de gênero – uma construção cultural, linguística e social sobre o que se espera de um indivíduo com base em seu sexo, e somente o próprio indivíduo pode dizer qual o seu gênero, pois como cita a expressão, é uma identidade; e a orientação sexual – que diz respeito à preferência afetiva e sexual de um sujeito e não se relaciona necessariamente com os outros dois conceitos. Problematizar gênero é falar de pessoas, homens e mulheres, no plural, porque não existem apenas um tipo de homem ou um tipo de mulher. É preciso articular gênero com classe social, nacionalidade, raça e religião, e pensar que criar/educar meninos e meninas de maneira diferente hoje, é incentivar a desigualdade de gênero quando forem homens e mulheres amanhã. Precisamos de apoio, respeito e tolerância para combater as discriminações e os preconceitos que levam diversas pessoas à violência e à morte todos os dias, e acredito que a Educação é o ponto chave para se conseguir uma sociedade menos LGBTfóbica, machista, sexista e racista.Aspa inglesa de fechamento de citação

Para a Patrícia Spindler, do blog Modos de Ser e Estar, o blog de Tecnologia perguntou o seguinte:

Reações preconceituosas, como às vezes acontece nos comentários a notícias, muitas vezes parecem estar ligadas a impulsos agressivos. A questão da relação com o Outro, o diferente, é inclusive um tema central da Psicologia. Qual a raiz do ódio como o que se vê nas redes e, principalmente, como trabalhar construtivamente em direção à harmonia e à diversidade?

O que diz a Patrícia:

Patrícia Spindler é psicóloga, mestre em Psicologia Social e trabalha com psicologia clínica.

Leia o blog aqui

Aspa inglesa de abertura de citaçãoA raiva é uma emoção que faz parte do ser humano. Para que o sujeito se desenvolva em direção ao crescimento pessoal com saúde e lucidez (ou estar à altura do que lhe acontece em um processo afirmativo da vida e não negando a diferença), é preciso aprender a administrar este sentimento. Quando isto acontece de maneira muito fragilizada ocorre um aumento desta sensação podendo gerar ódio. Este, por sua vez, se manifesta geralmente de forma impulsiva e agressiva, demonstrando o quanto alguém tem dificuldade de aceitar o outro ou a diversidade. É muito comum que quem odeia não tolere o que vê no outro e que, aparentemente, é diferente de si. Porém, isto acontece porque é algo que está contido nele próprio, sendo inconscientemente negado e, de maneira insuportável, acaba se tornando irreconhecível para o sujeito, que se torna intolerante e raivoso em excesso. Ou seja, aquele que odeia contém em si tudo aquilo que é projetado no outro como sendo idêntico a si mesmo. Por isso, a questão da homossexualidade é um exemplo tão saliente. Todos temos vivências, durante o desenvolvimento infantil ou não somente, que são eróticas e homoafetivas de acordo com a teoria psicanalítica. Difícil é, na cultura machista em que vivemos, tolerar estas experiências que acabam precisando de muito esforço emocional para impedi-las de aparecer, sendo reprimidas. O ódio vem como toda a força que precisa ser exercida para que não apareça qualquer vestígio deste sentimento que para a sociedade vigente seria vergonhoso.Aspa inglesa de fechamento de citação

Para a Raquel Reckziegel, do blog Niyama, o blog de Tecnologia fez esta pergunta:

Assuntos de preconceito ou intolerância sempre parecem induzir a gente a perguntar por que as pessoas não têm uma postura, sei lá, mais zen. A questão da harmonia passa, certamente, pela aceitação de si mesmo, do outro e do fato de se estar à vontade com o próprio corpo e o mundo à sua volta. O que você acha? Há um caminho para a tolerância e a diversidade por esta via?

O que diz a Raquel:

Raquel Reckziegel é jornalista, especialista em Cultura Digital e Redes Sociais e pratica yoga há vários anos.

Leia o blog aqui

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Aspa inglesa de abertura de citaçãoPenso que o preconceito é uma questão interna de cada um. Não tem nada a ver com como o outro age, com sua opção sexual, religião, cor da pele, jeito de agir ou de se vestir. Tem a ver com o quanto a pessoa que está tendo a atitude preconceituosa se sente afetada por estes fatores. O yoga, que abordo no blog Niyama, vai muito além da prática física. É uma prática diária, uma filosofia, uma maneira de ver a vida. Entre seus ensinamentos, está a frase 'sem julgamentos'.

Idealmente, em uma sala de prática, não há espelhos, para evitar alimentar o ego, que certamente vai desejar fazer as posturas de uma maneira 'perfeita', com muita flexibilidade e equilíbrio, mesmo que os limites do nosso corpo não permitam. Em uma aula com vários praticantes, também buscamos evitar a comparação com os outros. Sem competição, a ideia é nos concentrarmos em nós mesmos: no nosso corpo, na nossa respiração, na nossa mente. Procuro levar isso para o dia a dia, no modo como vivo e me relaciono com outras pessoas.

Penso que o preconceito e a intolerância partem muito da dificuldade de autoaceitação e, a partir daí, da aceitação do outro como ele é - e não como desejamos que ele seja. Vejo a raiva e o ódio demonstrados em situações de preconceito e intolerância, seja nas redes sociais ou fora delas, como um reflexo muito claro de uma intranquilidade interna e um sofrimento enorme. Penso que se uma pessoa está bem consigo mesma, de verdade, com contentamento e paz no coração, ela não agirá de maneira raivosa, sem empatia ou preconceituosa em relação ao próximo.

Acredito que a raiva vem da frustração, seja consigo mesmo, com o fato da outra pessoa não agir conforme achamos que ela deveria, ou com alguma situação não acontecer como esperamos que aconteça. Só que, ao invés de buscarmos a origem dessa frustração, deste sofrimento, e os trabalharmos, descontamos no outro. É possível perceber isso tanto em um âmbito maior (como em brigas generalizadas e na agressividade nas redes sociais) quanto dentro de casa com a família depois daquele dia difícil, por exemplo.

Sem dúvida, há um caminho para a tolerância e para a diversidade. Mas nos falta empatia, autoconhecimento e amor no coração. É uma mudança interna que precisa passar por dentro de cada um de nós. Um desconforto com o modo como as coisas acontecem, como vivemos a vida e como reagimos a eventos externos. Esse desconforto pode ser causado por um estranhamento que vem de uma outra pessoa ou até mesmo de nós mesmos, após dizermos ou fazermos algo extremamente agressivo.

O líder espiritual indiano Sadhguru, em uma conversa com o Dr. Ben Doolittle na Universidade de Yale, em maio, afirmou que yoga significa 'união', que não há limites entre o interno e o externo. "Não há 'você' e o 'outro' ", diz. "O que está dentro dos meus limites de sensação, eu experiencio como parte de mim. O que está fora não sou eu. O sistema yogi desenvolveu um jeito de que, se você manter sua energia em um certo nível de exuberância, você vai ver que seu corpo sensorial vai se expandir. Se seu corpo sensorial ficar do tamanho deste salão, e você experienciar todas essas pessoas como você, preciso dizer 'os ame, não os odeie, não os mate, não os machuque, tenha compaixão'?", questiona. "Se você experienciar algo como parte de você, depois disso não é preciso moralidade, ética ou valores. O que for você, você sempre cuidará da maneira certa. O que for você lhe preocupará. É isso que o yoga significa. Se uma pessoa está em um nível alto de união com o universo, você o chama de yogi. Se você se torce e se vira de cabeça para baixo, você está apenas fazendo acrobacias."Aspa inglesa de fechamento de citação

O blog XYZ, dedicado à cultura pop, também entrou no crossover de blogs e preparou uma lista de filmes sobre diversidade.

Muito obrigado aos colegas blogueiros pelas opiniões e pela colaboração, e obrigado aos leitores que chegaram até aqui. Comentários são bem-vindos.

Agora, com toda a sinceridade, participe da enquete abaixo sobre o tema desta postagem, e confira em seguida o que os outros leitores marcaram. Leve em conta que, como toda postagem na Internet, os resultados podem ser sujeitos à trolagem e também distorção pelo pequeno número de participantes. Ainda assim, as respostas podem ajudar a compreender em que pé estamos a caminho do objetivo maior de encarar os temas de diversidade em um ambiente de tolerância e harmonia. 

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