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01 de Maio de 2012 - 00h36

Os Vingadores

Por Guilherme Schmidt

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Aguardado há mais de meia década, o filme Os Vingadores é a cereja do bolo (que ainda terá outras fatias) da Marvel na série de adaptações de heróis das histórias em quadrinhos (HQs) para o cinema. Depois dos filmes solo do Homem de Ferro (com ponta da Viúva Negra), Capitão América, Hulk e Thor, juntar todos eles em uma produção deste porte é para arrepiar os fãs. E isso é o que faz perfeitamente o filme do cineasta Josh Whedon (mais conhecido por suas produções na TV, como Buffy, Angel e Firefly). Fãs xiitas podem até querer reclamar algum detalhe, mas seria papo de ranzinza. Os Vingadores consegue captar a essência de quase 50 anos de aventuras nos quadrinhos destes heróis. Não é uma obra-prima da sétima arte, mas traz elementos de ação e diversão que se esperam em um blockbuster. E todos heróis brilham em suas cenas. Claro que Robert Downey Jr. se destaca mais com seu arrogante, irônico e brilhante Tony Stark, mas até o Hulk (que teve dois filmes solo pouco elogiáveis) consegue divertir, com Mark Ruffalo fazendo um novo doutor Banner na dose certa.

Os Chris Evans (como o Capitão América) e Hemsworth (Thor) estão mais à vontade em seus papéis, e Scarlett Johansson (Viúva Negra) e Jeremy Renner (Gavião Arqueiro), apesar de encarnarem heróis menos espetaculares, dão conta do recado em belas coreografias de luta. O lado heróico fecha com atuações seguras de Samuel L. Jackson (Fury) e Clark Gregg (o cativante agente Coulson), membros da S.H.I.E.L.D., organização secreta que ostenta seu sensacional porta-aviões aéreo, uma fortaleza voadora que, assim como nas HQs, ganha espaço especial no filme.

A trama traz Loki (o insano e invejoso meio-irmão de Thor vivido com maestria por Tom Hiddleston) querendo dominar a Terra, um “planeta de seres insignificantes”, segundo ele – esse desprezo, em cena com o Hulk, gera um dos momentos mais divertidos do filme. Para levar seu plano adiante, ele usa um cubo de energia (o Tesseract) para abrir um portal em arranha-céu especial no centro de Manhattan, em Nova York (ao lado da icônica torre do Chrysler Building), para que tropas de um outro plano dimensional invadam o planeta. É neste cenário que os Vingadores travarão sua grande batalha. Mas, antes, o filme vai construindo a equipe vingadora em meio a discussões e brigas geradas pelos literais superegos dos super-heróis. E esta é uma das grandes sacadas de Whedon, fã de carteirinha das HQs, para tornar o filme ainda mais amado pelos fãs e nerds. Os embates entre Homem de Ferro, Thor, Hulk e Capitão América, as estrelas do time de supers, já valem o ingresso. 

Em duas horas e 20 de exibição, o cinespectador tem de tudo. Efeitos especiais, diálogos divertidos, porradas (a briga de Thor e o Homem de Ferro é de estremecer) e momentos que emocionam fãs de quadrinhos – a foto acima, da equipe reunida em combate, é de cena registrada em giro de 360 graus da câmera, momento mágico para os quadrimaníacos. Apesar de bom (mas nada de excepcional), o 3D é dispensável para quem quiser economizar uns trocados no ingresso dos cinemas. A única dica é: se você gosta de diversão, não perca Os Vingadores, um dos grandes momentos (certamente não o último - confira cena extra nos créditos) da saga Marvel nos cinemas. (Guilherme Schmidt)

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