
Santa Catarina - A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha, participou da abertura do encontro dos juízes eleitorais de Santa Catarina ontem. Cármem Lúcia defendeu a importância dos juízes das zonas eleitorais, que compõem o primeiro grau de jurisdição da Justiça Eleitoral, para todo o processo democrático brasileiro. “Quem mais sabe do cidadão em relação às eleições é o juiz de primeiro grau”, declarou. Para a ministra, eles são os “representantes diretos da democracia” e sustentam “a confiança do cidadão no processo democrático”.
Desafios
Em Santa Catarina, Cármen Lúcia falou de alguns desafios da Justiça Eleitoral este ano, quando teremos eleições municipais. “A comunidade é muito mais emocional numa campanha municipal do que nas eleições gerais”, salientou.
Sobre a Lei da Ficha Limpa, afirmou que é para ser aplicada.
Ela acrescentou que se trata de uma “ótima lei para o Brasil”, pois busca uma eleição com lisura “e condições de igualdade entre os candidatos”.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está tomando providências para auxiliar os juízes eleitorais em relação a esse assunto.
Instituição tem credibilidade
A presidente do TSE ressaltou ainda em Florianópolis que a Justiça Eleitoral é a terceira instituição do país com mais credibilidade na sociedade. “Ela se aperfeiçoou a um ponto que o cidadão vê o que ela faz e, por isso, acredita nela.”
A ministra pediu aos magistrados que encaminhem as demandas necessárias para Brasília. “O TSE tem trabalhado rigorosamente para atendê-las e não deixar juízes, candidatos e partidos em situação de insegurança”, disse, garantindo que todas as sugestões serão levadas em consideração. “Durante essa gestão, nenhum dos juízes eleitorais estará sozinho.”