Eleições - 17/08/2012 07h04
Atualizado em 17/08/2012 12h11

Candidatos à prefeitura de Novo Hamburgo participam do primeiro debate

Saúde, segurança e a indústria local foram os temas centrais da discussão



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Da Redação


Novo Hamburgo  - Na manhã desta sexta-feira, Dione Moraes, Paulo Kopschina e Tarcísio Zimmermann, candidatos à Prefeitura de Novo Hamburgo, tiveram mais uma chance de exporem suas ideias sobre os planos de governo de cada coligação. A Central Grupo Sinos de Eleições abriu a temporada de debates e apresentou a primeira discussão dos concorrentes ao Executivo municipal na Rádio ABC 900 AM.

Saúde, segurança, finanças e a indústria foram os assuntos mais tratados pelos candidatos. A discussão foi dividida em seis blocos, com a participação de jornalistas do Grupo Sinos. Dezenas de militantes vieram até a frente da sede do Grupo Sinos prestar apoio aos candidatos.

Confira os principais pontos do debate desta sexta-feira:

O primeiro bloco

No primeiro bloco, cada candidato teve três minutos para falar sobre si. A ordem foi sorteada: Dione Moraes, do PSC, foi a primeira, seguida de Tarcísio Zimmermann, da coligação Meu coração quer Mais, e de Paulo Kopschina, da coligação Frente que faz Bem.

Dione Moraes falou sobre sua experiência no funcionalismo público e sua capacitação nas áreas administrativa e legislativa. "Como administradora do município, será possível realizar todas as obras que a cidade precisa", afirmou.

Tarcísio Zimmermann foi o segundo a falar. O atual prefeito falou sobre sua carreira política em Novo Hamburgo. "Como prefeito, talvez tenha tido a experiência mais intensa da minha vida", disse, "temos muitos projetos e ações em curso".

Por sorteio, Paulo Kopschina foi o último a falar. "Me preparei a vida inteira, e estou capacitado para ser prefeito de Novo Hamburgo. O município precisa de um gestor, e eu vou ser o prefeito de todos. Vou cuidar de todos os cidadãos dessa cidade", afirmou o candidato.

Segundo bloco

Na segunda parte, cada candidato teve quatro minutos para falar sobre duas de suas prioridades de governo.

Dione Moraes falou que a prioridade da gestão dela será a saúde. A candidata criticou o a estrutura da UPA de Canudos e do Hospital Municipal, afirmando que a filha dela teve dificuldades para ser atendida. "O que eu estou falando a população de Novo Hamburgo sabe. Nada como vivenciar isso e ser porta voz do que está acontecendo", declarou.

Tarcísio Zimmermann falou que a saúde foi prioridade no governo dele. "Encontramos um quadro caótico quando assumimos. Temos a primeira UPA do Rio Grande do Sul construída em Novo Hamburgo", disse. O prefeito exaltou os seus projetos na área da saúde no município, como recursos para uma nova UPA e a ampliação do Hospital Municipal. Tarcísio comentou que a segunda prioridade de seu governo será o saneamento das contas públicas.

Paulo Kopschina também falou que a saúde será a prioridade de seu governo. "As pessoas vão de madrugada para a fila", criticou, dizendo que o atendimento não tem estrutura para contemplar todo mundo. "Atendimento 24 horas nas principais regiões. Canudos já tem, mas o bairro Santo Afonso está na promessa. Precisamos de farmácias comunitárias nos bairros também", disse. Kopschina também destacou a importância de um distrito industrial na cidade.

Terceiro bloco

Na terceira parte do debate, os candidatos trocaram perguntas entre si.

Tarcísio perguntou para Dione onde ela buscaria recursos para viabilizar programas habitacionais. A candidata afirma que já tentou a aprovação de um projeto para um loteamento para famílias que vivem em áreas de risco no Kephas. "Recursos existem, mas falta vontade política", afirmou. "Este projeto que a senhora fala foi executado no nosso governo, não é um problema de vontade política, senhora Dione", respondeu Tarcísio.

Dione perguntou para Kopschina sobre problemas em contratos para pontos de coleta de lixo. "Temos propostas para esta área. Vamos ter que renovar esses contratos", respondeu o candidato. "O contrato que Novo Hamburgo tem com a Vega Sopave é bastante antigo, amplo, e evidentemente é uma questão de fiscalização, fazer cumprir ou não os contratos. No nosso governo voltará a coleta seletiva de lixo", disse.

A candidata Dione criticou os Ecopontos. "Me assusta dizer que esse contrato será renovado", afirmou. Kopschina afirmou que será feita uma nova licitação para escolher a empresa que fará a coleta de lixo.

Kopschina perguntou para Tarcísio Zimmermann como ele pretende resolver os problemas de buracos nas ruas. "Novo Hamburgo é a capital do buraco", afirmou.

O atual prefeito rebateu: "Vou fazer diferente do que seu grupo fez nos 33 anos anteriores aos 3 anos e meio do meu governo". Ele afirmou que existe um projeto para o transporte coletivo que está encontrando dificuldades no processo de licitação.

Quarto bloco

A quarta parte do debate contou com perguntas dos jornalistas do Grupo Sinos João Ávila, Gabriel Guedes e Jeânia Romani.

O jornalista João Ávila perguntou para Tarcísio como ele pretende resolver a questão do distrito industrial de Novo Hamburgo. O candidato afirmou que já decretou quatro áreas da cidade que deverão, obrigatoriamente, uso industrial. "O município pode não ter recursos para comprar determinados terrenos, mas pode obrigar que eles sejam usados para empreendimentos de base industrial", afirmou.

Paulo Kopschina teve um minuto para comentar a resposta de Tarcísio. "Avanços de um lado, retrocessos de outro. Quando o senhor aumento em 50% o ISSQN, o senhor afugentou empresas da cidade", comentou.

Na réplica, Tarcísio afirmou que Kopschina conhece pouco a cidade de Novo Hamburgo. O candidato comentou o número de novos empregos e empresas criados no município durante sua gestão. "Admiro alguém que governou por 32 anos e venha criticar a falta de um distrito industrial", disse.

O jornalista Gabriel Guedes perguntou para Dione Moraes o que ela pretende fazer para aproximar e conscientizar a população em relação ao Rio dos Sinos. A candidata afirmou que é necessário criar uma consciência ecológica na população. "As pessoas veem qualquer córrego de água como um meio de se desfazer de seu lixo. É preciso que a população entenda que esse rio que passa debaixo da ponte é de vital importância para sobrevivência da região", criticou.

Tarcísio Zimmermann comentou a resposta de Dione. "Vamos avançar de dois para 80% do esgoto tratado em Novo Hamburgo e apostar na educação ambiental", comentou.

Em seguida, a jornalista Jeânia Romani perguntou para Kopschina como o município pode combater o tráfico de drogas na cidade. "Novo Hamburgo é considerada a segunda cidade mais violenta do Estado", destacou, "fazer um programa de combate ao crack é questão de honra no nosso governo".

Dione Moraes comentou a resposta. "Precisamos qualificar nossa Brigada para fazer o trabalho contra o tráfico. A segurança pública não consegue dar conta", disse. Kopschina concordou com a candidata, afirmando que a qualificação da polícia faz parte de seus planos de governo.

Quinto bloco

O quinto bloco novamente teve candidatos fazendo perguntas entre si. Dessa vez, a ordem das perguntas será inversa.

A primeira a perguntar foi Dione Moraes. A candidata questionou Tarcísio Zimmermann sobre a contratação de veículos e caminhões quando o município já os tem. O atual prefeito afirmou que as finanças do município estão equilibradas. "Mesmo que não tenhamos dinheiro sobrando, todas as obras em andamento estão com o pagamento em dia", disse Zimmermann.

Kopschina perguntou para Dione o que ela irá fazer para combater a violência em Novo Hamburgo. A candidata afirmou que fará um projeto de readequação da Brigada Militar para o combate ao tráfico. "A violência está relacionada às drogas. Se não tem quem compre, o traficante não tem para quem vender", disse.

Encerrando o bloco, Tarcísio Zimmermann perguntou para Kopschina como ele critica a saída de empresas da cidade quando muitas novas foram criadas durante a gestão dele. "O senhor traz os dados das empresas que entraram, mas não das que saíram. O senhor não fala dos impostos que estas companhias estão pagando em Novo Hamburgo", disse.

Sexto bloco

Na última parte, os candidatos tiveram dois minutos para suas considerações finais.

Kopschina foi o primeiro e se manifestar. "Como um doente precisa de médico e um assaltado precisa de polícia, nossa cidade precisa de um administrador de verdade. Novo Hamburgo precisa de Paulo Kopschina, de um prefeito de todos", declarou.

Tarcísio destacou a civilidade da campanha em Novo Hamburgo e pediu o voto do povo. "Meu compromisso é continuar fazendo um governo de diálogo, de muito trabalho, de criatividade e que valorize as relações com o governo estadual e federal", disse Zimmermann.

Dione Moraes disse que tem como proposta a reestruturação de todas as áreas deficitárias de Novo Hamburgo, com prioridade à saúde, segurança, transporte e mobilidade urbana. "Precisamos de um plano estratégico baseado em fatos reais, não adianta prometer e quando chega lá na hora e não acontece nada disso", comentou a candidata.


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