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Trânsito é calmo na rodovia
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Estado - 15/04/2012 10h01
Atualizado em 15/04/2012 10h07

O retrato da péssima sinalização nos pedágios da região

Sinalização é insuficiente para informar, com antecedência, o preço das tarifas.


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Gabriel Guedes/Da Redação

Foto: Gabriel Guedes/GES-Especial
Placas são defeituosas ou escondidas
Placas são defeituosas ou escondidas

Portão  - Como facilitar o troco, sem saber, em tempo hábil quanto deverá ser pago? O ABC visitou as praças de pedágio na RS-240/RS-122, RS-239, RS-474 e BR-290, constatando que a sinalização é insuficiente para informar, com antecedência, o preço das tarifas. Um problema que se fosse sanado, com placas com valores dispostas a uma distância maior das cabines, pouparia o precioso tempo deixado nas filas.

A legislação sobre o tema é omissa. O Código de Trânsito Brasileiro (CTB), aprovado há 14 anos, ainda não tem a sinalização de pedágios regulamentada, conforme informação da Agência
Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que fiscaliza concessões de rodovias federais. Na free way (BR-290), as placas com tarifas estão a um quilômetro das cabines. Na RS-474, por
exemplo, o preço para veículos de passeio é informado a 350 metros da praça, no sentido Santo Antônio da Patrulha–Rolante, numa prova de discrepância gerada pela frouxidão da lei.

Ao gestor, resta sinalizar com base em critérios próprios de cada órgão. “Procuramos colocar placa com ‘facilite o troco’ a dois quilômetros e outra, com tarifas, a um quilômetro da praça. Mas não podemos poluir a estrada com estas placas mais distantes. Há outras prioridades de sinalização. Para as concessionárias, não há nada nos contratos que regre a sinalização”, argumenta o diretor de Operação Rodoviária do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), Cleber Domingues.

Para o engenheiro especialista em segurança viária Mauri Panitz, as placas devem fazer da cobrança algo mais ágil. “Sinalização bem feita faz a praça funcionar melhor. Até porque o motorista, ao parar na cabine, tirar a carteira e procurar o dinheiro, vai criar fila, gerar estresse para outros usuários.”

A imprecisão da lei após 15 anos de código

Prestes a completar 15 anos, em setembro, o CTB não tem regulamentada a sinalização de indicação, categoria em que se encaixam as placas sobre pedágios.

Conforme nota divulgada pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), o tema deve ser regulamentado até final do ano, após aprovação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

A Concepa, concessionária da BR-290, informa que se guia pela resolução 160/2004, do Contran, e também pela 3a edição do Manual de Sinalização do Departamento Nacional de
Infraestrutura de Transportes (Dnit). Entretanto, tudo em caráter de sugestão, uma vez que a lei não estabelece posicionamentos e distâncias dos equipamentos. A Metrovias, concessionária da RS-474, não se manifestou até o fechamento desta reportagem.

Situação das rodovias

  • Na RS-239, sentido Novo Hamburgo–Taquara, o motorista sabe do pedágio a 1,5 km. No entanto, neste sentido não há nenhum aviso de valores. No sentido oposto, apenas uma discreta

  • placa, a cerca de 1 km, informa a tarifa para veículos de passeio.
  • Na RS-122, a placa suspensa que deveria indicar o pedágio a 2 km, no sentido Farroupilha–Portão, está despedaçada. O Daer diz que está providenciando nova sinalização para a praça de Portão, mas que não há prazo ainda de instalação devido à licitação em andamento.
  • Na RS-122, além de uma nova sinalização, é necessário cuidar da atual.Senão bastassem a discrição e a proximidade das placas com tarifas da praça, distantes 1 km, a informação está coberta pelo mato. Na RS-240, a situação é semelhante.
  • Na BR-290, principal ligação com o litoral norte, o motorista já fica sabendo do pedágio com quase uma dezena de quilômetros de antecedência, como em Santo Antônio da Patrulha, em que há sinalização, na lateral direita do sentido Porto Alegre–Osório, a 8 km da praça. Já em Gravataí, uma placa suspensa indica a cobrança a 3 km. Entretanto, para saber o quanto terá que desembolsar, o motorista só terá ciência quando estiver a cerca de 1 km da praça de pedágio, apesar das placas suspensas e de dimensões gigantescas. 





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