

Gramado - Malu, uma pequena fêmea de tamanduá-mirim, chegou ao Gramadozoo no início de março, pesando 725 gramas. Sob os cuidados da equipe veterinária do zoológico há 21 dias, a pequena órfã ganhou peso – hoje está com 891 gramas – e encontrou uma nova oportunidade de vida.
O filhote foi encontrado pela Patrulha Ambiental da Brigada Militar em via pública na cidade de Nova Petrópolis e encaminhado ao zoo pelo Ibama. "O mais provável é que a mãe tenha sido atropelada, mas o filhote sobreviveu e ficou perdido", afirma a técnica veterinária Christina Regina Capalbo.
Os avanços da pequena Malu são comemorados pelos funcionários do Gramadozoo. Para salvar a vida do animal, é necessária muita dedicação. No hospital veterinário, o filhote fica em ambiente aquecido e recebe alimentação quatro vezes ao dia, através de uma seringa. "Preparamos uma dieta especial a base de leite em pó, frutas, verduras, ovos e complexos vitamínicos. Também monitoramos o peso diariamente", explica Christina.
O trabalho de recuperação da vida realizado no Gramadozoo pode ser exemplificado por outra espécie de tamanduá, o bandeira. Hoje, com dois anos de idade, a tamanduá Vitória é um dos símbolos do trabalho de preservação desenvolvido no zoológico de Gramado. Em agosto de 2008, antes mesmo da inauguração do zoo, a fêmea chegou de Goiânia nas mesmas condições de Malu – precisava de alimentação e do carinho de mãe. Atualmente, com a disposição de uma adolescente, Vitória devora centenas de cupins diariamente no recinto especialmente projetado para ela. O próximo objetivo do zoo é reproduzir a espécie em cativeiro. "O parque não está medindo esforços para trazer um macho da mesma idade para fazer companhia à fêmea", afirma o biólogo Marco Majolo, responsável técnico do Gramadozoo.
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