

Rio de Janeiro - O governo brasileiro preparou um texto consolidado e resumido para tentar fechar as negociações da Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20, que foi entregue neste sábado aos delegados de todo o mundo. O País assumiu a coordenação das negociações, depois que o prazo previamente estipulado terminou na sexta-feira.
O ministro de Relações Exteriores, Antonio Patriota, explicou em entrevista coletiva que pediu às delegações um esforço para conseguir a convergência, e por isso solicitou que se abstenham de introduzir emendas editoriais no texto. O documento reafirma os princípios assumidos em 1992, que reconhecem que o desenvolvimento sustentável é uma responsabilidade comum a todos os países, mas com diferenças individuais.
Concretamente, o texto propõe o início de um processo intergovernamental que duraria até 2014 e teria a missão de definir uma estratégia financeira para dotar economicamente os instrumentos de desenvolvimento sustentável.
O negociador-chefe do Brasil, Luiz Alberto Figueiredo Machado, explicou que o processo de negociação posterior à Rio+20 será técnico e servirá para detalhar os objetivos e seus meios de financiamento. Os pontos mais sensíveis da negociação, onde permanecem as maiores divergências, serão discutidos em mesas-redondas especializadas, segundo o chanceler. O objetivo do governo brasileiro é concluir as negociações na segunda-feira, na antevéspera do início da cúpula de chefes de Estado que ocorrerá na capital fluminense.