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Publicado em 19/10/2015 - 07h46
Última atualização em 19/10/2015 - 17h15

Três meninas de aldeia indígena morrem atingidas por roda de caminhão

Motorista do caminhão não parou para prestar socorro às vítimas

Uma criança e duas adolescentes de uma aldeia indígena morreram na manhã desta segunda-feira (19) na BR-386, em Estrela, no Vale do Taquari. De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), as meninas foram atingidas pelo rodado que se desprendeu de um caminhão.
 
As vítimas são duas irmãs e uma prima, com idades entre 9 e 15 anos. Uma quarta menina ficou ferida no acidente e foi encaminhada ao Hospital Estrela. De acordo com a casa de saúde, ela está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Revoltados, os índios apedrejaram carros que passavam pelo local. O trânsito ficou bloqueado até o início da tarde.
As meninas estavam em uma parada esperando o ônibus para ir à escola quando foram atingidas pelo rodado. O motorista, que não parou para prestar socorro às vítimas, foi encontrado na cidade de Tio Hugo, a 128 quilômetros do local do acidente. Segundo a PRF, o homem foi preso e encaminhado à Delegacia de Estrela. Ele disse aos policiais que não se deu conta de que o rodado se soltou e matou as três meninas.
 
 

Imagens

  • Tribo indígena continua com bloqueio na rodovia - Divulgação/PRF

  • Índios pedem providências para deixar a estrada mais segura para Dnit e prefeitura - Divulgação/PRF

  • Placa indica proximidade com aldeia indígena - Michael Oliveira/Rádio Viva 90.7/Especial

  • Roda de caminhão se desprendeu e atingiu as meninas - Michael Oliveira/Rádio Viva 90.7/Especial

  • Em protesto, grupo bloqueia a BR-386 - Michael Oliveira/Rádio Viva 90.7/Especial

 
Em entrevista, o cacique líder das tribos na região do Vale do Taquari, Valdomiro Vergueira, lamentou o acidente. “A gente vem pedindo mais segurança por aqui há muito tempo. Acho que o Dnit poderia ter feito isso por nós. Até pedimos para a prefeitura para nos dar mais assistência, mas isso não ocorreu. Sempre as crianças precisam esperar a van às margens da rodovia, mas ela poderia entrar na aldeia, que fica a 200 metros apenas”, relatou à Rádio Guaíba.
 

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