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Notícias | Mundo 42 horas depois

Ao menos dez sobreviventes resgatados de hotel soterrado por avalanche na Itália

Última informação dos bombeiros foi a de que três crianças foram resgatadas

Por AFP
Publicado em: 20.01.2017 às 16:05 Última atualização: 20.01.2017 às 18:27
AFP
Momento em que criança é resgatada pelos socorristas 42 horas após avalanche na Itália
Socorristas resgataram ao menos dez pessoas com vida do hotel soterrado há dois dias por uma avalanche de neve em uma região montanhosa do centro da Itália, o que alimentava as esperanças, nesta sexta-feira (20), de encontrar mais sobreviventes entre os escombros. Durante toda o dia, houve informações desencontradas de diferentes grupos de resgate sobre o número de vítimas. 
A última informação dos bombeiros foi a de que três crianças foram resgatadas. "Três crianças vivas foram retiradas com vida dos escombros. As buscas continuam", disse o porta-voz bombeiros, Luca Cari, sem precisar se essas crianças estão entre os dez sobreviventes socorridos.
As dez pessoas resgatadas estavam em dois locais diferentes. Seis estavam em uma bolha de ar que de formou sob uma grossa camada de neve, entre eles uma mãe e seu filho, que foram socorridos e levados ao hospital de Pescara, segundo informou Luca Cari, porta-voz dos bombeiros.
Imagens distribuídas pelos bombeiros mostraram o momento em que a mulher e a criança foram salvos de uma espécie de iglu. Os resgatados são a esposa e o filho de Giampiero Parete, o primeiro sobrevivente encontrado na quinta-feira, que estava com Fabio Salzetta fora do hotel no momento da avalanche de neve. 
O salvamento aconteceu 42 horas depois de iniciada a desesperada busca por parte dos socorristas que não perderam a esperança de encontrar pessoas com vida. "Esperamos encontrar mais sobreviventes, escutamos suas vozes, mas não sabemos quantos são. É possível que tenham sido criadas bolhas de ar sob os escombros, o que lhes permitiu sobreviver", explicou Roberto Carminucci, coordenador da equipe de resgate.
Todos os sobreviventes estão em bom estado de saúde, apesar das baixas temperaturas que precisaram suportar, e contaram ter feito uma fogueira para resistir. "Vimos fumaça, havia alguns pequenos incêndios dentro dos escombros cobertos por metros de neve, e deduzimos que, se havia fogo, havia ar, então começamos a escavar", contou Marco Bini, da Guarda de Finanças.
O primeiro contato com os sobreviventes ocorreu pouco depois das 11 horas da manhã locais (8 horas de Brasília) e os bombeiros puderam falar em várias ocasiões com eles. Todos os hóspedes são italianos que estavam na região de férias.
Dois dias depois da tragédia, o Ministério Público de Pescara abriu uma investigação judicial por "homicídio culposo", já que se suspeita que ocorreu negligência por parte dos administradores do hotel, assim como das autoridades locais, ao autorizar a abertura do estabelecimento.
O hotel de luxo Rigopiano estava em uma zona montanhosa isolada perto de Farindola, nos Apeninos, dentro do Parque Nacional do Gran Sasso. O edifício de três andares se reduziu a um, coberto por escombros, árvores caídas e vidros quebrados. A piscina coberta congelou após a ruptura da proteção que a envolvia.
A região foi atingida na quarta-feira por uma sequência de fortes terremotos e nevascas históricas, e cerca de 7 mil pessoas, incluindo 3 mil soldados, foram mobilizados para ajudar as vítimas, assim como as centenas de moradores em aldeias isoladas que há dias estão sem eletricidade.
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