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Questão de Gênero

A identidade real do gênero fluido

Seguindo o pensamento de que gênero é uma construção cultural e social que independe de sexo biológico ou identidade sexual, também é possível afirmar que existem mais gêneros além da binaridade homem e mulher. Há pessoas que fluem entre dois ou mais gêneros, sujeitos que mudam a intensidade de um gênero constantemente e indivíduos que são vários gêneros ao mesmo tempo.

O chamado gênero fluido é uma identidade de gênero não-binária que se configura pela identificação com os gêneros de maneira inconstante, uma vez que a pessoa flutua entre o ser/se fazer homem ou mulher. Essa fluidez de gênero, ou seja, a intensidade, a maneira e o tempo que essas relações funcionam, é sempre a nível pessoal, assim como a sua expressão.

Diferentemente das pessoas não-binárias – aquelas que não se identificam nem com o masculino e nem com o feminino –, as pessoas com o gênero fluido podem ter compreensões dinâmicas acerca do próprio gênero, alterando de um para outro. Em função disso, por essa identidade ser considerada um tanto abstrata com sua sexualidade fluida, acaba sofrendo muitas críticas pela opressão machista.

Importante destacar que o gênero fluido não é uma mistura de identidades, mas sim uma identidade própria, e que apenas cada pessoa pode saber e afirmar que conceito(s) é(são) adequado(s) para a própria identidade. O que parece ser uma questão muito simples para algumas pessoas dizer se é homem ou mulher, para outras pode ser uma dificuldade bastante grande e com pouca visibilidade.

Com pesquisas, podemos ler relatos de que a palavra genderfluid (gênero fluido) já existia nos anos 90, visto que a expressão é citada em alguns livros de 1999. Imagina-se que pessoas que se vestiam e/ou atuavam como sujeitos de outro gênero, seja por diversão, estilo de vida ou trabalho – como as drag queens – se identificariam com o gênero caso soubessem da existência dessa identidade e não tivessem receio da imagem que ela carrega.

A bandeira do gênero fluido foi divulgada em agosto de 2012 no tumblr We are Genderfluid, por JJ Poole. Com o objetivo de que a bandeira representasse a flutuação e a flexibilidade do gênero em pessoas gênero fluido, foram escolhidas cores com seus significados: rosa para feminilidade, branca para ausência de gênero, roxa para combinação de masculinidade e feminilidade, preta para todos os gêneros e azul para masculinidade.

Querendo dar voz a outras pessoas que também se identificam como gênero fluido, a atriz e modelo australiana Ruby Rose, da série Orange is the New Black, lançou em 2014 um curta-metragem chamado Livre de Gêneros, em que debate a identidade sexual das pessoas e problematiza os rótulos que a sociedade costuma envolver todo mundo. Assista ao vídeo a seguir:

E recentemente a modelo Rain Dove desafiou os estereótipos de ser/se fazer homem ou mulher e mostrou como isso não é importante. Desfilando para marcas da moda tanto femininas quanto masculinas, ela explora as diferenças em relação às vestimentas entre homens e mulheres, demonstrando como essas definições sobre como é pertencer a um gênero já não são mais tão válidas. Confira abaixo algumas fotos:

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