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Protesto contra mortes por atropelamento bloqueia trânsito na RS-239

Manifestação ocorreu no quilômetro 25 da rodovia e pediu por instalação de redutores de velocidade, lombada eletrônica, passarelas e iluminação pública

Última atualização: 08.08.2017 às 08:05

Manifestantes bloquearam a RS-239 por volta das 17h30 desta segunda-feira (7), na altura do pórtico da Asa Delta, em Sapiranga. O protesto é contra as mortes por atropelamento na rodovia - só neste ano foram sete - e por mais segurança. Os moradores pedem a instalação de redutores de velocidade, lombada eletrônica, passarelas e iluminação pública.

A rodovia é considerada uma das mais perigosas para os pedestres. Só neste ano, sete pessoas morreram atropeladas. Desde 2010, já ocorreram 58 mortes na rodovia, que possui um intenso tráfego de pedestres.

Lideranças da comunidade e autoridades municipais participaram do protesto, que teve início às 17h30, com bloqueio parcial nos dois sentidos, por cerca de uma hora, causando congestionamento.

O presidente da Federação dos Sapateiros do Rio Grande do Sul, João Batista Xavier da Silva, um dos organizadores da manifestação, destaca que a situação está insustentável. “Este ano a EGR já arrecadou com o pedágio de Campo Bom mais de 15 milhões, mas não vemos nenhum investimento nesta via, onde acontecem tantos acidentes. Muitos trabalhadores da Vila Irma, que precisam atravessar a rua para chegar ao bairro Oeste, já perderam a vida”, ressalta.

O presidente da Associação dos Moradores do Bairro Oeste, Paulo Rogério Castilhos Da Rosa, diz que a comunidade clama por segurança. “Eu nasci e me criei neste bairro. Tenho amigos que foram atropelados aqui, que morreram e até hoje não se sabe quem foi que atropelou”, conta, emocionado.

Vítima da rodovia

No dia 14 de junho a cozinheira Loiva Elaine Oliveira de Souza, 46 anos, foi atropelada por uma motocicleta enquanto tentava atravessar a rodovia. A moradora do bairro Oeste sofreu traumatismo craniano e hoje vive com o auxílio do marido e dos dois filhos. ”Ela perdeu a coordenação motora e está com dificuldade na fala. Eu peço que as autoridades façam alguma coisa. Muitas pessoas passam por ali todos os dias. Crianças atravessam a rodovia diariamente para ir à escola. É muito perigoso”, relata Gelso Pedro de Souza, 47, marido da vítima.

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