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Notícias | Mundo Política internacional

Presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, apresenta renúncia

Kuczynski deve ser substituído pelo primeiro vice-presidente e atual embaixador no Canadá, o engenheiro Martín Vizcarra

Por AFP
Última atualização: 22.03.2018 às 09:01

Pedro Pablo Kuczynski renunciou nesta quarta-feira (21) à Presidência do Peru, um dia antes de o Congresso votar um moção para destituí-lo por seus supostos vínculos com a construtora Odebrecht. A saída de Kuczynski gera incerteza no país que será anfitrião, em abril, da Cúpula das Américas, à qual o presidente americano, Donald Trump, e cerca de trinta chefes de Estado comparecerão.

"Frente a essa difícil situação que se gerou (...) acho que o melhor para o país é que eu renuncie à presidência da República", disse Kuczynski diante das câmeras às 14h40 (16h40 em Brasília), acompanhado dos membros de seu gabinete.

"Eu não quero ser um obstáculo para que nossa Nação encontre o caminho da união e da harmonia que tanto precisa".

Os líderes do Congresso peruano decidiram debater a renúncia do presidente na próxima quinta-feira (22) e, caso seja aceita, votá-la na sexta, informou o chefe do Legislativo, o opositor Luis Galarreta.

"A junta de porta-vozes (das bancadas) acordaram por unanimidade convocar às 16 horas (18 horas em Brasília) os parlamentares para iniciar o debate sobre o pedido de renúncia ao cargo do presidente da república do senhor Kuczynski", disse Galarreta em entrevista coletiva, acrescentando que a aceitação "da renúncia do presidente será votada na sexta-feira".

Vice-presidente deve substituí-lo

Kuczynski deve ser substituído pelo primeiro vice-presidente e atual embaixador no Canadá, o engenheiro Martín Vizcarra, que completará o atual período de governo, até julho de 2021.

Entretanto, se nenhum dos dois vice-presidentes aceitar o cargo, o presidente do Congresso, o fujimorista Luis Galarreta, assumirá a presidência.

Com Galarreta na presidência, teriam que ser convocadas novas eleições, cenário que nenhum partido deseja neste momento de desprestígio dos políticos pelos escândalos da Odebrecht.


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