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Notícias | Região Economia

Mais de 6 mil novos empregos são criados na região entre janeiro e fevereiro

Sapiranga, Parobé e Igrejinha, juntas, assinaram a carteira de 1.813 trabalhadores

Por Juliana Nunes
Última atualização: 29.03.2018 às 15:34

Gabriela da Sil/GES-Especial
Desemprego, carteira de trabalho, vaga
Embora haja um grande número de desempregados no País, 2018 começou com saldo positivo na região. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), entre janeiro e fevereiro de 2018, foram 6.279 novas vagas somente na região. O índice representa uma alta de 5,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram gerados 5.950 postos de trabalho. Economista e professora da Feevale, Kátia Isse associa o quadro à retomada da economia, que conta com menores taxas de juros e inflação controlada.

“As altas taxas de juros e os altos índices de inflação resultaram numa retração da economia, o que levou ao desemprego. Estamos vendo uma inflação bem menor do que tínhamos há um e dois anos, está em 2,87%, o governo mostra que a inflação está sob controle e há uma estabilidade de preços. A taxa de juros Selic tem baixado e no dia 21 de março baixou novamente para 6,5%. E a Selic baliza todas as outras taxas, como empréstimos e financiamentos. O efeito ruim é o rendimento da caderneta de poupança, mas para a economia de um modo geral é muito bom, pois a população volta a consumir”, explica Kátia.

Indústria calçadista volta a contratar

O índice no Vale do Sinos está fortemente atrelado ao aumento da produção na indústria calçadista. “Houve uma retração e agora as indústrias voltaram a produzir. nesta virada de janeiro e fevereiro principalmente porque estão com produção de inverno e além de produzir para a região, estas empresas exportam também”, diz a economista que também fala sobre a perspectiva para os próximos meses de 2018 e ressalta a importância da qualificação para quem está em busca de oportunidades. “Podemos continuar otimistas. Com certeza será um ano em que conseguiremos melhorar a questão de desemprego no País. E para quem está à procura de uma vaga é o momento para começar como temporário e buscar efetivação. e é essencial se manter atualizado. tem que buscar a qualificação, como fazer cursos de informática e de idiomas ou se especializar na sua área. tem que estar preparado porque muitas vagas abrem no mercado, mas ele está em constante modificação e necessita de funcionários que acompanhem isso”, observa.

Os dez primeiros da região


1º Lugar - Sapiranga 

A prefeita de Sapiranga Corinha Molling atribuiu o primeiro lugar no índice da região às ações municipais que incentivaram a recuperação da economia. “A prefeitura sempre esteve aberta às demandas das empresas locais, apoiou a participação em feiras, ao mesmo tempo em que esteve atenta às oportunidades para atração de novos investimentos. A Sala do empreendedor é um exemplo desta aproximação e da oferta de serviços disponibilizados para quem quer empreender, consolidar e prospectar mercado. a geração de postos de trabalho também está associada à infraestrutura. Tudo isso pesa na hora da decisão de uma empresa chegar ou partir”, avalia Corinha.

2º Lugar - Parobé

Parobé é o 2º no ranking da região e ocupa a 96ª posição no País. Conforme o prefeito interino, Moacir Jagucheski, o aumento da produção na indústria calçadista reflete no índice do município. “E tivemos a vinda em janeiro de uma grande indústria calçadista que vem contratando mais pessoas. Foi uma conquista já que outras cidades queriam esta empresa também. Além disso, temos incentivo com adequação de prédios e terras, sob comodato de 20 anos. Estamos trabalhando ainda para que outros segmentos possam se instalar na nossa cidade. Seguiremos conversando com outras empresas para continuar este crescimento”, afirma Jagucheski.

3º Lugar - Igrejinha 

Igrejinha figura na 3ª posição na região e 100ª no índice do País. De acordo com a prefeitura, por meio da assessoria de imprensa, a cidade tem realizado ações que contribuem para que esses números sejam positivos, como o Programa de Desenvolvimento, que oferece incentivos para a participação em feiras, auxílio aluguel, infraestrutura. A administração informou que em 2017 firmou uma carta de intenções (compromissos fiscais) com grandes empresas, entre elas uma indústria calçadista e uma cervejaria. A prefeitura destaca também o Programa formar Igrejinha, em parceria com o Sistema nacional de emprego, Serviço nacional de aprendizagem Comercial e Câmara dos dirigentes Lojistas e empresas parceiras.

4º Lugar - Montenegro

Montenegro está na 4ª posição na região e na 118ª no Brasil. Para o prefeito Carlos Eduardo Müller, o diálogo entre a prefeitura e as entidades tem sido o diferencial para que Montenegro tenha um aumento na oferta de empregos. “Existe o fator do contribuinte acreditar em Montenegro e também muito importante é a abertura de diálogo entre entidades, como o Sine que tem desenvolvido várias atividades voltadas à geração de emprego e renda. Temos uma pluralidade no setor, entre os destaques, metal mecânico e alimentos. Além de aves e frango e da safra de citros”, garante Müller.

5º Lugar - Dois Irmãos

Dois irmãos ficou com a 5ª colocação no ranking regional e ocupa a 121ª posição nacional. Segundo o secretário de Agricultura, Indústria, Comércio e Turismo, João Luiz Weber, a reação positiva do setor calçadista também tem sido o destaque na cidade. “Temos uma grande empresa que ampliou a produção no município, assim como outras que também estão retomando suas atividades e voltando a contratar. E também a prefeitura tem mantido contato com as empresas. A previsão é que 2018 seja mesmo o ano desta retomada”, conclui Weber.

6º Lugar - Nova Hartz

A cidade está na 6ª colocação na região e 130ª nacional. A reportagem do Jornal NH entrou em contato com a prefeitura para detalhar a situação, mas não obteve retorno.

7º Lugar - Três Coroas

Três Coroas figura na 7ª colocação na região e na 141ª no País. Conforme o secretário municipal da Indústria, Comércio, Turismo e Desporto, Jonas Fetter, os incentivos têm contribuído para esta realidade. “Para nós é uma grata surpresa estar entre os destaques da região. O nosso diferencial são os incentivos, como isenção de tributos e doação de lotes no distrito industrial, que temos dado para atrair empresas novas. Temos o nosso polo industrial e buscamos trazer empresas e aumentar as vagas de emprego. Além disso, a produção de calçados aumentou o que força a contratação de novos funcionários”, menciona.

8º Lugar - São Francisco de Paula

A cidade está na 8ª posição regional e na 148ª nacional. A reportagem do Jornal NH entrou em contato com a prefeitura para detalhar a situação, mas não obteve retorno.

9  - Estância Velha 

Estância Velha ficou no 9º lugar regional e na 177ª posição no País. Para o secretário municipal de Indústria, Comércio e Turismo, Rudi Müller, o índice positivo vai ao encontro do posicionamento da prefeitura de Estância Velha que oferece atrativos para que novas empresas se instalem na cidade, além da variedade de setores e localização geográfica. “O diferencial é que aqui não tem politicagem, é gestão pública. Fomos ao encontro das empresas e muitas não tinham condições de ampliar seus negócios e para isso temos o nosso parque industrial, um local próprio para elas se instalarem. Temos ainda uma diversificação, antes era forte apenas o setor coureiro-calçadista e abrimos um leque para outras atividades, desde a alimentação até o ramo metalúrgico e químico. Além disso, Estância é geograficamente muito bem localizada. Apostamos que 2018 vai melhorar ainda mais, teremos 25 empresas se estabelecendo no parque industrial até o final do ano”, conta o secretário municipal de Indústria, Comércio e Turismo.

10º Lugar - Novo Hamburgo

Em novo Hamburgo, que obteve a 10º posição no ranking regional, o diretor do trabalho da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Amilcar Jair Schmidt, destaca, além da melhora na economia nacional, a atuação da sua pasta e da Agência Municipal de Emprego (AME). “A ação da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e também da AME que tem feito um trabalho muito forte junto às empresas. Muita gente acha que ela é tão somente uma agência de empregos para o público, mas não. Ela trabalha também diretamente com as empresas fazendo visitas e fortalecendo a importância de se disponibilizar as vagas”, ressalta o diretor do trabalho da Secretaria Municipal de Desenvolvimento econômico.


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