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Cotidiano | Viver com saúde Obstrução nasal

Solução mais eficaz para desvio de septo é cirurgia

Médico explica tratamentos para desconfortos que causam a obstrução nasal

Publicada: 12.04.2018 às 11:57

Rodrigo Fanti/Rodrigo Fanti/RPDOIS Fotografia
Nelsoni de Almeida, otorrinolaringologista
Começa-se o dia vestindo um casaquinho. Logo, vem o calor. É hora do ar-condicionado no entra e sai do carro, do escritório, da escola, da agência bancária. E, na volta para casa, o chuvisqueiro vem para refrescar. A este conjunto de mudanças, some a poeira das ruas, a poluição do ar e o pólen das flores. Pronto, temos um pacote completo para acordar no dia seguinte com a desagradável obstrução nasal.

Sempre indesejada, a dificuldade de respirar pode ter origem nas oscilações de clima, alergias e quadros virais. Mas é obstáculo para a qualidade de vida quando o problema está na estrutura nasal. O mais comum dos distúrbios funcionais do nariz é o chamado desvio de septo.

Conforme Nelsoni de Almeida, médico otorrinolaringologista e membro titular da Academia Brasileira de Cirurgia Plástica da Face, o septo nasal funciona como parede de divisão entre as narinas. “O problema aparece quando o tamanho ou forma das fossas nasais são prejudicados por uma tortuosidade desta estrutura, atrapalhando ou mesmo impedindo o fluxo de ar”, detalha.

Cirurgia

O desvio de septo pode provocar variados graus de obstrução nasal e há consequências negativas para o corpo. Respirando pela boca, surge a dificuldade para dormir, apneia do sono, cansaço excessivo, alterações na arcada dentária e dores de cabeça. Logo, segundo o médico, a saída mais eficaz para o desvio de septo é o procedimento cirúrgico.

Origem e solução

O desvio de septo pode se manifestar na puberdade, com o crescimento do corpo, ou mesmo em fase adulta, quando a situação deriva de algum trauma nasal. A septoplastia é a cirurgia indicada para este problema, devolvendo ao paciente o fluxo normal de respiração pelo nariz. Há também a rinosseptoplastia, que corrige tanto a funcionalidade como a aparência estética do nariz. “Neste procedimento, o paciente passa somente por uma anestesia e um período de recuperação, o que é uma economia de tempo”, ressalta.

Para a maioria dos casos de falta de estrutura congênita no nariz, a pessoa submetida à cirurgia volta a respirar normalmente. “Para que isso funcione, o enxerto precisa estar bem posicionado, ter estrutura, largura e comprimento precisos, além de estar apoiado
em partes adequadas para solucionar o problema”, pondera.

A septoplastia ou rinosseptoplastia duram entre uma hora e meia até duas horas e, após acordar da anestesia, o paciente pode voltar para casa, sem necessidade de internação. Após uma semana, já pode retomar as atividades rotineiras, respeitando o prazo de quatro semanas para realizar esforços.


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