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Cotidiano | Viver com saúde Inovação

Tecnologia 3D chega à sala de cirurgia no Vale do Sinos

Procedimento foi realizado em Novo Hamburgo no dia 11

Última atualização: 27.04.2018 às 11:16

Divulgação
Tecnologia: óculos 3D para cirurgia no Regina
O formato 3D usado nas telas de cinema e nos jogos de videogame também tem ganhado espaço entre as técnicas da Medicina. No último dia 11, no Hospital Regina, em Novo Hamburgo, o cirurgiã-geral João Couto Neto realizou a primeira cirurgia 3D do Vale do Sinos.

O primeiro procedimento do tipo foi realizado no Brasil em 2014 e até então apenas um hospital em Porto Alegre usava a técnica no Rio Grande do Sul. Couto Neto explica que a cirurgia em três dimensões – altura, largura e profundidade – traz benefícios ao médico e ao paciente.

“Os movimentos do cirurgião se tornam mais delicados e precisos. Isto faz com que o procedimento se torne também mais rápido, com riscos ainda menores. Assim, o paciente é exposto a menos tempo de anestesia e menor risco de complicações e infecções.”

Na definição do profissional, 3D é “a cirurgia realizada com um sistema de imagem endoscópica que forneça ao cirurgião, além da imagem em dois eixos – vertical e horizontal –, um terceiro, que demonstre profundidade. Ou seja, permite ao cirurgião detectar a distância dos instrumentos inseridos até os órgãos ou estruturas anatômicas que serão abordados”.

A sensação de profundidade é o que diferencia a técnica 3D de uma cirurgia laparoscópica tradicional. “Quando o cirurgião operava com cavidade aberta, esta profundidade era sentida justamente pela inserção das mãos no interior do corpo do paciente. Quando opera olhando para a tela de um monitor, na laparoscopia, ele perde tal sentimento. Esta sensação de profundidade é recuperada à medida que o equipamento gera imagens em três dimensões”, diz.

O médico detalha que todos os procedimentos laparoscópicos podem ser realizados com sistemas de imagem 3D. “Cirurgias de vesícula biliar, hérnias inguinais e de hiato, cirurgias bariátricas, cirurgias colorretais e de endometriose, não há limitações. Existem novos sistemas 3D destinados à cirurgia endoscópica nasal e cirurgias neurológicas”, diz.

Não há, ainda, nenhum tipo de contraindicação ao uso da tecnologia 3D, pois não existe nenhum tipo de substância injetada no paciente.

Em evolução

Neste mesmo passo da técnica 3D, a tecnologia aplicada nas cirurgias caminha para a imagem holográfica. Cientistas de Israel desenvolveram o RealView Imaging que já permite que cirurgiões manipulem imagens projetadas no ar no estudo do que será realizado em cirurgias complexas. Couto Neto lembra, porém, que antes que a prática se torne comum no País, outras inovações já são utilizadas.

“Existem novas técnicas de diagnóstico, como a cirurgia guiada por fluorescência, em que,- com apenas câmera e iluminação especiais, o médico, durante o procedimento laparoscópico, pode identificar em segundos, estruturas tumorais, metástases, e tecidos isquêmicos, e direcionar o paciente para a terapia adequada”, cita.


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