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Notícias | Rio Grande do Sul Justiça

Skinheads vão a julgamento 13 anos após agressão a judeu em Porto Alegre

Caso aconteceu em maio de 2005, no bairro Cidade Baixa

Última atualização: 18.09.2018 às 10:51

Após mais de 13 anos, vão a julgamento três skinheads acusados de espancar um homem em Porto Alegre. A vítima, um judeu, foi agredido a golpes de faca, socos e pontapés em frente a um bar do bairro Cidade Baixa.  O caso aconteceu em 8 de maio de 2005. Hoje, serão julgados por tentativa de homicídio, pela 2ª Vara do Tribunal do Júri, Laureano Vieira Toscani, Thiago Araujo da Silva e Fabio Roberto Sturm. 

Nesse mesmo processo, um quarto réu foi previamente absolvido. Em outro processo, em que respondem pelo mesmo crime mais 10 pessoas, houve uma primeira sentença de pronúncia em 2010, modificada após recurso dos réus no Superior Tribunal de Justiça. O MP, no entanto, ainda não recebeu vista dos autos para análise.

O crime

Na ocasião, os denunciados, ao serem informados da presença de judeus na rua em frente ao bar onde estavam, saíram do interior do local e, agrediram a vítima e a pessoa com a qual conversava.

Segundo o MP, a tentativa de homicídio foi triplamente qualificada: motivo torpe, pois cometida única e exclusivamente por discriminação racial; com uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, uma vez que foi surpreendida pelos denunciados; e praticada por meio cruel, pois efetuaram diversos golpes de faca e violentos socos e pontapés no corpo da vítima, inclusive na cabeça, quando já caída ao chão, causando desnecessário sofrimento físico e moral.

Skinheads

Eles também serão julgados por formação de quadrilha, pois se intitulavam como skinheads para pregar o preconceito contra determinados grupos raciais e sociais, como judeus, negros, homossexuais e punks e praticavam delitos contra pessoas pertencentes a esses grupos, de forma organizada e previamente ajustada entre os denunciados e seus comparsas.

Ainda, serão julgados por praticarem e incitarem a discriminação contra judeus e negros. O crime foi cometido por meio de comunicação social, uma vez que veiculavam a ideia e o intento discriminatório através da internet, onde divulgavam letras de música, fotografias e imagens que continham mensagens de conteúdo antissemita e neonazista, pregando, assim, a supremacia da raça ariana.



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