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Grupo Sinos
Publicado em 19/09/2014 - 21h47
Última atualização em 20/09/2014 - 08h36

Dependente de crack é acorrentado pela família no bairro Canudos

Jovem de 19 anos tem consciência dos efeitos da droga

Misael Lima - misael.lima@gruposinos.com.br

Foto: Rodrigo Rodrigues/GES
“Se a gente deixar, ele vai para a rua e vão matá-lo”, explica o irmão de um viciado em crack, no bairro Canudos, em Novo Hamburgo. A justificativa era para a corrente presa no beliche de madeira e cadeado nos pés do irmão adotivo, de 19 anos, na tarde desta sexta-feira.
 
Usuário de drogas há 3 anos, ele fugiu nesta semana de uma comunidade terapêutica no Morro Ferrabraz, em Sapiranga. Disse que a crise de abstinência “bateu forte” e ele voltou para casa. “Apareceu de táxi aqui”, relata o pai. “Tentamos interná-lo em outro local, mas como amanhã é feriado não conseguimos. A solução vai ser deixá-lo acorrentado em casa. É a nossa última medida para ele não aparecer morto na rua". O jovem pouco fala. Tem consciência do efeito da droga em sua vida e quer parar, mas sabe que não vai aguentar as crises. “Tem que ser assim, com a corrente mesmo.” 
 
Contatado pela reportagem, o vice-prefeito de Novo Hamburgo Roque Serpa, com experiência no trabalho de reabilitação de usuários de drogas, conversou com a família e com o jovem. De acordo com Serpa, ele será levado na manhã deste sábado para o Desafio Jovem Gideões, em São Sebastião do Caí, para iniciar o tratamento. 

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