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Grupo Sinos
Publicado em 13/09/2014 - 15h21
Última atualização em 13/09/2014 - 16h52

Revolução vira guerra

Quando o conflito dos farrapos se transforma em movimento separatista

Eduardo Andrejew - eduardo.andrejew@gruposinos.com.br

Especial Semana Farroupilha
Vitória da tropa farroupilha comandada por Antônio Netto sobre destacamento imperial de João Tavares na batalha do Seival marca o momento da união dos revolucionários em torno do ideal de um novo País
 
Sobre as tropas da Batalha do SeivalUm episódio célebre e que mudou o rumo da Revolução Farroupilha, iniciada em 20 de setembro de 1835. A chamada "batalha do Seival", ocorrida quase um ano depois, marca o momento em que o movimento se torna definitivamente separatista. Mas cabe um reparo importante do professor e historiador Moacyr Flores. Não foi uma batalha, mas sim um combate. Na batalha, explica, são os exércitos totais. Já um combate envolve grupos e divisões menores dos exércitos envolvidos. E foi justamente isso que aconteceu em 10 de setembro de 1836: nos arredores de Bagé, perto do Arroio Seival, as tropas farroupilhas comandadas por Antônio de Souza Netto, que contavam com 430 soldados, se bateram com a tropa imperial de João da Silva Tavares – este comandava 560 soldados, divididos em duas cavalarias e uma infantaria.
 
Apesar da desvantagem numérica, os farroupilhas conseguiram impor uma vitória contundente sobre os ‘caramurus’ – como eram chamados os imperiais pelos revolucionários. No final, 180 soldados imperiais mortos (incluindo dois filhos de Tavares), 60 feridos e 116 presos. Do lado farroupilha as perdas foram mínimas. O mais importante, entretanto, viria no dia seguinte. Incentivado por republicanos que participaram do embate, como Joaquim Pedro Soares e Manoel Lucas de Oliveira, Netto (também ele um republicano) redigiu a Proclamação da Independência do Rio Grande do Sul.
 
"Ali é o divisor de águas", observa Moacyr Flores. Até aquela época, lembra o historiador, a revolta tinha como fim derrubar o presidente da então Província de São Pedro do Rio Grande do Sul, Antonio Rodrigues Fernandes Braga, que de fato foi deposto. Naqueles dias já havia sido nomeado o novo presidente, José de Araújo Ribeiro. "Este era primo do comandante da revolução, Bento Gonçalves, que era um monarquista moderado." Tudo indicava, portanto, para um desfecho rápido da revolução, até porque havia diferentes facções dentro do movimento. A proclamação da independência, entretanto, uniu os grupos em torno de uma nova e poderosa bandeira.

Graças a esse embate foi definida Piratini como a primeira capital farroupilha, em 5 de novembro de 1836. E mais: historiadores como Antônio Augusto Fagundes observam que, do ponto de vista dos farrapos, a revolução se tornou uma guerra "entre dois países": o Brasil e a nascente república do extremo sul. Ou seja, a Guerra dos Farrapos. Mas o confronto no Seival também revela outro aspecto dos revolucionários, que eram peritos em táticas de guerrilha. No célebre confronto de 10 de setembro, Netto conseguiu confundir Tavares ao sinalizar um ataque à infantaria, mas no último instante desviar e avançar contra a cavalaria caramuru, que se preparava para atacar os farroupilhas pelos flancos. A seguir, saiba mais sobre este combate, que teve um resultado tão grandioso que passou a ser conhecido, ainda que erroneamente, como a “Batalha do Seival”.
 
COLABOROU: Tânia Goulart
 
Integrando o ambiente virtual ao real
 
Na edição do ABC Domingo deste dia 14 de setembro há um gráfico com reconstituição do combate. E mais: foi produzido um vídeo de animação narrando o episódio, que você pode conferir nos sites dos jornais do Grupo Sinos.
 
Neste gráfico você confere uma matéria especial sobre a batalha do Seival que conta com um recurso pra lá de interativo: a realidade aumentada. Ela mistura informações virtuais com o mundo real. Segundo a Massfar, revendedora autorizada da tecnologia Zappar no Brasil, um aplicativo no seu smartphone ou tablet lê um código chamado de Zapcode, que transforma algo imóvel em animações envolvendo vídeos, áudios e imagens.

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FONTE: Massfar
 

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