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Grupo Sinos
Publicado em 19/03/2015 - 12h31
ltima atualizao em 19/03/2015 - 13h55

7 belos ensinamentos budistas

Mensagens podem ajudar a tornar nosso dia-a-dia mais tranquilo

Paz
 
Ao contrário do yoga, que é uma filosofia de vida, o budismo é uma religião, mas também é visto como uma maneira de enxergar nosso cotidiano. Há mensagens cheíssimas de sabedoria que podem ajudar a tornar nosso dia-a-dia mais tranquilo.
 
- A dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional.  Ao darmos a algo ou alguém uma dimensão maior do que ela realmente tem, vem o sofrimento. Dar um passo para trás e tentar ver as coisas sob uma perspectiva diferente pode ser uma boa maneira de se distanciar da situação e tentar vê-la como ela realmente é. Um livro, chamado "Da emoção à lesão", relata que vemos o mundo através de algo chamado "lente afetiva". Como se fosse um "óculos" criado a partir das nossas próprias vivências, alegrias, medos e inseguranças. 
 
- A vida é agora. Normalmente, estamos pensando no passado ou nos preocupando com o futuro, o que nos faz sentir ansiosos e nos impede de viver o momento presente. É preciso ter consciência do agora e aprender a estar plenamente no presente. O yoga ajuda muito neste sentido - durante a prática, somos estimulados a nos concentrarmos nas posturas e na respiração - e a respiração só acontece agora. 

- Cuide de seu exterior e do seu interior. A mente e o corpo precisam estar em equilíbrio. Não adianta se concentrar só no aspecto físico e esquecer da mente e do espírito, ou nos focarmos nisso e deixarmos a saúde de lado. 
 
- Vale mais a pena usar chinelos do que cobrir o mundo com tapetes. Precisamos ter a consciência do nosso potencial e nossos recursos e aprender a dosá-los, para evoluirmos e evitarmos frustrações. 
 
- Não machuque os outros com o que te causa dor. Parecida com aquele ditado "não faça aos outros o que não gostaria que fizessem a ti", a reflexão prima pela empatia e ensina a evitar que façamos algo que a psicologia chama de "projeção" - projetar nossos medos, insegurança ou sentimentos como raiva nas outras pessoas. A não-violência (ahimsa), um dos yamas (princípios do yoga), não prega apenas que não sejamos violentos por causa do que acontece com os outros, mas, principalmente, com o que a violência, verbal, física ou emocional, faz com nós mesmos. 
 
- Não é mais rico aquele que mais tem, mas aquele que menos necessita. Somos movidos por um desejo de ter sempre mais, tanto material quanto emocionalmente. Isso, conforme o budismo, é a principal fonte de nossas preocupações e frustrações. A reflexão inspira a aprender a viver com pouco e aceitar o que a vida nos dá no momento, o que proporciona uma vivência mais equilibrada, menos estresse e tensões. Desejar sempre mais o tempo todo pode indicar uma falta de segurança, um vazio que tentamos preencher incessantemente. Quando nos sentimos à vontade com nós mesmos, esta sensação passa. 
 
- Para entender tudo, é preciso esquecer tudo. Desde pequenos, estamos imersos na aprendizagem. Vamos absorvendo não só conhecimento, mas julgamentos e modos de agir, além de restrições e pudores. Acabamos nos tornando inconscientes de nós mesmos e nos perdemos. Nos desapegarmos destas amarras é essencial para voltarmos a nos conhecer e descobrir, realmente, quem somos.