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Publicado em 11/04/2015 - 20h58
Última atualização em 11/04/2015 - 21h05

Médicos pediram acompanhamento psicológico do copiloto de airbus

A autoridade alemã de supervisão do transporte aéreo descobriu uma nota dentro de um dossiê da Lufthansa, matriz da companhia de baixo custo, sobre Lubitz

Foto: AFP
Médicos da Lufthansa chegaram a pedir acompanhamento psicológico para o copiloto Andreas Lubitz, que já apresentava um quadro de depressão antes de ter provocado de o acidente do Airbus A320 nos Alpes franceses, revelou o jornal alemão Bild na sua edição de domingo.

A autoridade alemã de supervisão do transporte aéreo descobriu uma nota dentro de um dossiê da Lufthansa, matriz da companhia de baixo custo, sobre Lubitz.

Os médicos escreveram que "Lubitz precisa continuar o acompanhamento psicológico, apesar de ter sido declarado apto para voar". A autorização foi dada por um perito independente em 2009, após o piloto ter interrompido sua formação, por apresentar um quadro grave de depressão.

O jornal não revela se Lubitz realmente teve este acompanhamento psicológico depois dessa interrupção. O Bilt am Sonntag chegou a fazer a pergunta à Lufthansa, mas um porta-voz da empresa recusou-se a fornecer detalhes sobre o assunto, "para não perturbar a investigação".

As primeira conclusões divulgados pela justiça francesa deixam entender que Lubitz provocou propositalmente a queda do avião, que voava de Barcelona a Düsseldorf, em 24 de março, matando 150 pessoas, depois de se trancar na cabine ao aproveitar a saída do piloto principal, supostamente para ir ao banheiro.

O Promotoria de Düsseldorf revelou há duas semanas que o piloto foi submetido "a um tratamento psicoterápico por muitos anos por ter tendências suicidas".

Poucos dias antes da tragédia, ele chegou a fazer buscas na internet sobre "maneiras de se suicidar" assim como sobre "as portas da cabine de comando e suas medidas de segurança".
 
 
 

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