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Grupo Sinos
Publicado em 11/10/2015 - 15h32
Última atualização em 11/10/2015 - 15h54

Saiba como manter a calma em discussões

Professora de yoga explica como é possível ficar tranquilo e se comunicar de forma eficaz durante uma briga

Em tempos de crise e grande estresse, pode ser difícil manter a calma e aplicar a teoria do gentileza gera gentileza. A irritação parece surgir de forma muito mais intensa e parece ser muito mais fácil entrar em brigas. Bate-bocas apenas como uma forma de jogar na outra pessoa algum sentimento negativo que temos não fazem bem, mas, ao mesmo tempo, precisamos colocar para fora o que estamos sentindo - e não temos controle algum sobre qual será a reação da outra pessoa ao nos ouvir. É igualmente importante que possamos "nos defender" no sentido de darmos a nossa opinião de maneira firme, mas sem sermos agressivos.
 
"Recordei-me da sabedoria de um mestre que relembrou a uma cobra machucada a quem ele havia ensinado a praticar ahimsa (não-violência): 'Eu lhe disse para não morder, mas não lhe falei para deixar de sibilar'."
Irene Petryszak - editora sênior da Yoga International
 
A escritora, designer e ex-diretora da revista Yoga International Dakota Sexton afirma que isso é possível, mas que é preciso pensar sobre as seguintes questões: como deixamos de lado nossa necessidade de sermos ouvidos acima de tudo? Ou nossa necessidade de estarmos sempre certos? Uma professora do instituto himalaia de yoga, Sarah Guglielmi, afirma que, normalmente, somos ensinados a nos comunicarmos de duas maneiras: gritarmos ou nos calarmos. 
 
Por isso, a escritora Dakota cita algumas lições de Guglielmi que podem nos ajudar a expormos o que pensamos de uma maneira mais consciente e bondosa, mas sem deixarmos ninguém passar por cima de nós. 
 
No calor do momento, seu primeiro impulso pode ser o de julgar ou sobrepor-se à outra pessoa. Pare por um momento, pergunte a si mesmo como se sente, o que você precisa naquele momento e por quê. "Normalmente, quando estou brava ou triste, há algo que quero ou preciso que não está claro para mim, ou estou reagindo simplesmente por hábito", diz Guglielmi. Segundo ela, reconhecer o que estas emoções e necessidades são lhe dá o poder de escolher qual será sua atitude, seja perguntar algo para a outra pessoa, perguntar algo para você mesmo ou deixar para lá. 
 
Reconheça que comunicação é uma habilidade e, como todas as habilidades, você precisa praticá-la para melhorar. Pode ser estranho especialmente no começo. Se você se interessar, tente contar aos seus amigos, parceiros ou familiares o seu objetivo. Eles podem virar uma base de uma comunidade de apoio para que você possa experimentar outras maneiras de se conectar e se comunicar. 
 
Mesmo depois da discussão, você ainda fica chateado? Se parece que uma tempestade está se formando dentro de você minutos ou mesmo horas depois de uma discussão, tente concentrar-se na sua respiração. A concentração na inalação e na exalação ajuda a acalmar reações ligadas a emoções. Você pode praticar a respiração de forma consciente sentado na sua cadeira. Apenas fique parado e se concentre em restabelecer um ritmo respiratório equânime e suave. 
 
A solução não vem de uma hora para a outra, mas, com o tempo, se você se propuser a isso, vai desenvolver a habilidade de observar suas próprias emoções sem reagir. 
 
Guglielmi recomenda o livro What We Say Matters (O Que Dizemos Importa, disponível apenas em inglês) por Judith Hanson Lasater e o marido Ike Lasater, ou Non-Violent Communication (Comunicação Não-Violenta, disponível também em português) por Marshall Rosenberg. 
 
Observe-se. :)
 
Namaste!