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Grupo Sinos
Publicado em 07/10/2015 - 11h32
Última atualização em 07/10/2015 - 15h56

Rolante registra segundo caso da doença do mormo

Secretaria Estadual da Agricultura e Pecuária diz que recomendações continuam

Mariana Halmel - mariana.halmel@gruposinos.com.br

Rolante - Um novo caso de Mormo foi recentemente identificado em Rolante, cidade que teve o primeiro registro da doença neste ano, ainda no mês de junho. Conforme o médico veterinário, responsável pelo Programa de Sanidade de Equinos da Secretaria Estadual de Agricultura e Pecuária (Seapa), Gustavo Diehl, este segundo foco foi identificado numa propriedade próxima da primeira ocorrência. “Ele tem vínculo com o foco primário, ou seja, tem relação”, explica Diehl.

Conforme informado em nota pela Seapa, o cavalo foi sacrificado no dia 25 de setembro e a propriedade está interditada e em saneamento. “De todos os animais - asininos e muares - são coletados duas vezes o material para os testes de mormo e a recomendação segue a mesma para todo o Estado: de sempre fazer o teste para trânsito e participação em eventos”, ressalta Diehl.
 
Ele recomenda, ainda, que os proprietários de animais equídeos evitem participar de eventos clandestinos, que não exijam a apresentação dos resultados dos testes. “E quando houver suspeita de algum caso, procure a Inspetoria Veterinária do seu município, pois apesar dos sinais serem comuns a outras doenças, é preciso ligar o sinal de alerta”, avalia o médico veterinário.
 
Medidas de saneamento

Conforme explica a fiscal estadual agropecuária da Inspetoria de Defesa Agropecuária de Rolante, Ana Paula Saldanha Franzoni Amaral, após diagnóstico e sacrifício sanitário do animal positivo, as instalações onde ele ficava e os cochos são desinfetados e a propriedade fica interditada, ou seja, não há movimentação de animais. Nem entrada, nem saída. A partir daí todos os animais da propriedade são retestados para mormo.

"Como a doença é transmitida por contato direto com secreções, a recomendação é que os criadores só levem seus animais para eventos cadastrados que fiscalizem a entrada de animais, garantindo que os participantes possuam Guia de Trânsito Animal, os exames negativos para Mormo e AIE; e a vacinação para influenza", reforça Ana. Outra recomendação é evitar entrar em contato com secreções dos equinos ou muares, seja da cavidade nasal ou da pele.
 
Sinais clínicos da doença do mormo

Mormo é uma doença infectocontagiosa que afeta animais como burros, cavalos, cães e gatos e até mesmo o homem, com registros históricos de alta taxa de mortalidade. Seus sinais clínicos nos animais são febre, secreção nasal purulenta que pode evoluir para secreção sanguinolenta, aumento dos gânglios, emagrecimento e dificuldade respiratória.
 
Conforme nota da Seapa, além do foco inicial de Rolante, em junho deste ano, e de outros oito focos positivos já confirmados, dois novos focos foram identificados recentemente no Rio Grande do Sul, envolvendo um total 14 equinos. Além de Rolante, as cidades que estão na lista de focos e diagnósticos positivos são Uruguaiana, Alegrete, Santo Antônio das Missões, São Jorge, Cruz Alta e Boa vista do Cadeado.

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