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Publicado em 06/12/2015 - 16:06
Última atualização em 06/12/2015 - 16h07

A diferença entre apego e amor

O apego está ligado ao ego e o amor, à alma

Por que sofremos tanto em nossas relações, às vezes? Para a professora de dharma Robina Courtin, a resposta está no fato de acharmos, mesmo que inconscientemente, que amor e apego significam a mesma coisa. Segundo o site Buda Virtual, o apego, ligado ao ego, é a parte necessitada, neurótica e insatisfeita de cada um de nós que anseia em ter uma companhia e acredita que, quando a conseguirmos, seremos felizes. O amor, no entanto, é altruísta e consiste na formação de laços verdadeiros com as pessoas. É o desejo genuíno de que a outra pessoa seja feliz e a alegria tremenda que vem ao observarmos seu bem-estar. Temos ambos os lados dentro de nós, só que, às vezes, é difícil perceber a diferença - e costumamos nos concentrar mais no apego do que no amor. 
Apego e amor
Para Robina, se há alegria no nosso relacionamento, é por causa do amor. Se há sentimentos como raiva, mágoa e inveja, é resultado do apego. Ele está ligado à carência, àquele velho sentimento de que "eu não sou o suficiente, não tenho o suficiente e nunca é o suficiente". O apego também acontece quando depositamos a fonte da nossa felicidade em algum fator externo, como um objeto, por exemplo. Por isso, precisamos entender que a felicidade verdadeira vem de dentro. Um estado de espírito, talvez.
Ansiamos por alguém do lado de fora e, quando encontramos esta pessoa que consegue acionar nossos sentimentos bons, nos apegamos à ideia de tê-los somente para nós, certos de que ele ou ela preencherá nossas necessidades e nos fará realmente felizes. Esse apego pode originar muita ansiedade. Qualquer atitude inesperada, como algo que não deu certo ou uma olhada para o lado, pode ser gatilho para a manifestação da insegurança em uma crise de raiva, medo ou ciúme.
Apego e amor
Isso está muito enraizado dentro de nós e faz parte das relações. No entanto, pode causar muito desgaste, cansaço e situações ruins. Por isso, precisamos questionar nossa própria mente, conhecer nossos sentimentos. O apego, a raiva, o ciúme, a negatividade, são, como Robina chamou, velhos hábitos. E podem ser mudados, com o tempo. Para isso, é preciso desejar a mudança e acreditar nela.
Robina ainda dá uma dica: para aprendermos a perceber nossos pensamentos e sentimentos, parar um minuto todas as manhãs, antes de começarmos o dia, e nos concentrarmos apenas na respiração, é um excelente começo. A atenção plena na respiração ajuda a desenvolvermos a atenção plena, também, no presente. Ao respirar e se concentrar na exalação e na inspiração. Sua mente vai divagar. É natural. Quando isso acontecer, tente trazer o foco de volta para a respiração. Da mesma forma como aprendemos a lidar com os sentimentos, a ideia não é mandar os pensamentos embora, mas aprendermos a não nos envolvermos com eles e observá-los, aprendendo a deixá-los ir e vir, sem nos apegarmos a eles.