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Cinema

Sugestão de filme: Maravilhoso Boccaccio

Filme dos irmãos Taviani é baseado em clássico da literatura italiana
Foto: Divulgação
Um dos episódios do filme Maravilhoso Boccaccio, dos irmãos Taviani, baseado no clássico Decameron
Regalo para os cinéfilos, está em cartaz Maravilhoso Boccaccio, filme mais recente dos irmãos Paolo e Vittorio Taviani. Os veteranos diretores italianos estão entre os últimos ainda ativos da grande geração do cinema europeu da segunda metade do século 20. Está passando longe e só no circuito alternativo, mas vale a chance de conferir um jeito de contar histórias que, infelizmente, anda em extinção.
O filme, como já diz o nome, é baseado na obra do escritor toscano Giovanni Boccaccio, mais especificamente no Decameron, escrito na passagem entre as décadas de 1340 e 1350. A produção se anuncia como livremente baseada no livro, mas traz os principais ingredientes e guarda a mesma estrutura narrativa do clássico da literatura italiana.
Dez jovens, sete moças e três rapazes, todos de origem nobre, decidem abandonar a cidade de Florença, em plena epidemia da Peste Negra. Eles se refugiam temporariamente na propriedade rural de uma das famílias. Sua ideia é fugir do maior período de contágio e, depois, decidir se voltam ou não à cidade. Para passar o tempo, eles compartilham histórias, verídicas ou folclóricas. Os contos guardam diferentes similaridades com a situação do grupo.
Como o livro, o filme começa com uma descrição dos horrores da Peste Negra e a histeria que provocava entre a população. As diferentes histórias tangenciam vários temas próprios da transição entre a Idade Média e a Era Moderna, como o choque com a moral religiosa, o medo da doença e também alguns assuntos que são tabu mesmo quase 700 anos depois, como homossexualismo, incesto e repressão sexual.
Os Taviani voltam aos filmes históricos, preferência que já exercitaram em épicos como A Noite de São Lourenço e Bom Dia Babilônia. Também retomam o diálogo com obras literárias e os enredos compostos por episódios, mesma combinação do premiado Kaos, que era baseado em Pirandello.
O filme em cartaz é uma história sensível e bem contada sobre pessoas e sentimentos, com o estilo marcante dos Taviani, herdeiros dos grandes cronistas históricos do cinema italiano, como Luchino Visconti. Eles equilibram com maestria a crueza e mesmo a violência do período da Peste Negra com a humanidade dos personagens. Até em seu título, que guarda uma homenagem mais do que uma síntese descritiva, Maravilhoso Boccaccio se propõe como uma celebração da vida, uma série de fábulas sobre o amor e o otimismo mesmo em tempos de profunda crise. Num espetáculo muito próximo do teatro, quase sem artifícios e com figurinos e cenários simples (as belas locações da Toscana já bastam), os Taviani nos apresentam heróis cujo valor vem dos gestos de grandeza, não dos efeitos especiais ou das explosões. Cinema de verdade, enfim. Andava em falta.
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