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Alternativa

Consumidor volta a usar o crediário na hora da compra

Sem poder comprar no crédito ou à vista, muita gente tem apostado no carnê
Em meio a um período em que consumidores enfrentam um cenário de inflação e desemprego, o crediário tem surgido como alternativa para quem necessita de crédito. Segundo a empresa MultiCrédito, a procura cresceu 49% no comparativo dos primeiros meses do ano com o mesmo período do ano passado. A empresa aponta que com o aumento da restrição de crédito e a grande quantidade de consumidores desvinculados do sistema bancário, os lojistas buscaram essa opção de meio de pagamento. Definitivamente, o carnê ganhou força.
Seguindo essa tendência do mercado, a empresa realizou pesquisa trimestral, que analisou o perfil dos usuários do crediário no Brasil, e lançou a terceira edição do estudo Perfil do Crediário no Brasil. O levantamento mostra que a maioria dos usuários desta modalidade de pagamento foram as mulheres (76,6%). “A tendência para este ano é que o consumidor tenha menor capacidade de pagamento, e o crediário é considerado uma ferramenta fundamental do varejo. Ele cobra juros menores se comparados aos dos bancos”, afirma o vice-presidente comercial da MultiCrédito, Flávio Vaz Peralta.
Juros menores
A Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS) corrobora que muitos clientes buscam melhores preços fugindo do cartão. “Os juros dos carnês são bem menores que os juros dos cartões de crédito. Para o lojista, é muito interessante que exista o crediário próprio, pois acaba fidelizando o cliente. Este aumento da procura pelos carnês está sendo recebido no varejo com entusiasmo”, admite o presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch. Ainda segundo a entidade, em torno de 30% das vendas nas lojas que utilizam carnês são realizadas por esta modalidade de crédito e a tendência é que esse percentual cresça nos próximos meses.
Cuidado com o parcelamento
Ao comprar parcelado, no entanto, o consumidor precisa estar atento aos juros embutidos nas parcelas. “O parcelamento, via de regra, tem o percentual de juros inserido. E, portanto, o produto acaba sendo mais caro do que à vista. É preciso fazer uma pesquisa e avaliar até quanto a aquisição desse produto é urgente”, pondera a economista Lisiane Fonseca, professora de Economia da Universidade Feevale.
A especialista afirma que comprar em parcelas se torna opção de quem não possui o dinheiro para pagar o produto no ato. “Na medida em que não é possível fazer uma compra à vista, a loja dá a possibilidade para inserir uma parcela que cabe no orçamento. Mas é preciso avaliar até que ponto essa compra não está sendo muito mais cara no parcelamento”, alerta Lisiane.
Ela aconselha que é necessário analisar o valor agregado do produto e o tempo necessário para obtenção da quantia para compra à vista. Os períodos das datas festivas costumam não deixar muita brecha para negociações junto ao varejo. “No Dia das Mães, Natal e até o início do período de compra de material escolar, em geral, o mercado sabe que o apelo é maior. Se aquele consumidor não realizar a compra, um outro irá fazê-la. A margem de negociação para o consumidor tende a ser menor”, lembra.
Procura pelo crediário na região
Estância Velha e Ivoti - Para o presidente da CDL dos dois municípios, César Claudemar Wecker, o aumento da procura pelo crediário está sendo percebido em todo o Estado. “Os clientes estão buscando sempre uma prestação menor. A venda no cartão de crédito é a principal opção pela segurança. Mas há muitas pessoas, atualmente, com problemas de crédito”, pondera Wecker.
Novo Hamburgo - Diretor de marketing da CDL hamburguense, Luís Paulo Kayser concorda que diante de situações de endividamento pesado no cartão de crédito, a procura pelo crediário aumenta. “Diante da negativação e sem o nome limpo, a tentativa do consumidor será pela abertura de novos crediários. Alguns lojistas chegam a abrir exceções se a dívida for pequena, no intuito de conseguir fazer a venda”, observa. Kayser destaca que esta forma de pagamento é uma prática comum em diferentes segmentos na cidade, como as opções de grandes lojas passando pelos estabelecimentos de bairros. Já a análise do presidente do Sindilojas, Remi Scheffler, vai na contramão da pesquisa. Segundo ele, levantamento feito junto aos associados apontou que não houve registro de aumento do crediário junto ao comércio varejista.
São Leopoldo - Segundo o presidente da CDL de São Leopoldo, Olinto Menegon, no último mês houve um aumento de consultas junto ao Serviço de Proteção de Crédito (SPC). “Isso aponta que os consumidores estão comprando mais por meio do crediário”, explica. O procedimento tem sido recomendado, em especial nesse período de crise, para garantir mais segurança aos associados, reduzindo os riscos de inadimplência.
São Sebastião do Caí - A presidente da CDL caiense, Renata Schaffer, também reitera a pesquisa e afirma que os consumidores, de fato, estão aderindo mais ao crediário. “Fiquei surpresa ao saber do gerente de uma loja de vestuário aqui no município me disse que entre 60% a 70% das vendas deles acontecem desta forma”, exemplifica. Geralmente, esses consumidores estão com problemas em relação ao uso do cartão de crédito ou estão fugindo dos altos juros desta modalidade de compra. Por isso, Renata observa que cada loja possui exigências diferentes na hora de concretizar a venda parcelada.
Sapiranga - Conforme a gerente administrativa da CDL de Sapiranga, Carla Herrmann, na mesma proporção de aumento da opção de crediário, as consultas e análises de crédito por parte dos estabelecimentos também cresceram junto ao SPC. “Os lojistas estão se precavendo mais em obter um crédito seguro.”
Taquara - Executiva do Sindilojas do Vale do Paranhana, Sônia Bohnen afirma que o crescimento na busca por esta forma de pagamento foi tratado na última reunião da entidade. “Muitos associados trabalham com isso e continuam oferecendo, preterindo a forma mais segura para o lojista que é pelo cartão de crédito”, opina.
credito, dinheiro, consumidor
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