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Plebiscito separatista

Plebiscito separatista acontece neste sábado na região Sul do país

Independência é proposta pelo Movimento o Sul é o Meu País
Com a pergunta “Você quer que o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná formem um País independente?” o Movimento O Sul é o Meu País (MSMP) promove neste sábado (1), nos três estados da Região Sul, o Plebisul, uma consulta popular sobre o tema. A estimativa é que ao menos quatro mil urnas de papelão sejam dispostas das 8h às 20h em frente a locais como comércios, escolas e praças públicas em cerca de 500 das 1.191 cidades dos três estados, com a participação de 12 mil voluntários. A projeção é atingir um público de 5% do total de eleitores, algo em torno de um milhão de pessoas, e com isso embasar solicitação à Organização das Nações Unidas (ONU) e tentar abrir caminho jurídico para oficializar a proposta.
Na região, mais precisamente no Vale do Caí, as urnas estarão instaladas em 30 das 31 cidades que integram a regional do movimento. “A meta é chegarmos a até 40% da população de cada município, o que dá em torno de 100 a 150 mil votantes”, destaca o coordenador da regional, João Paulo Schuch. Microempresário e desde abril deste ano vinculado ao movimento, ele ressalta que a principal bandeira para a separação é a questão tributária. “É o principal fator. Eu sei o que se paga de imposto ao governo federal, mas se precisamos de hospitais e escolas públicas de qualidade isso não é devolvido em forma de serviço”, critica Schuch, ao ilustrar que dos R$ 167 bilhões que teriam sido pagos em tributos por Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul em 2015, apenas R$ 34 bilhões foram devolvidos. Quanto ao caráter legal do plebiscito, observa que ofícios foram encaminhados às Câmaras de Vereadores e a Brigada Militar, indicando quais locais da região estarão recebendo as urnas. E enfatiza para um ponto da Lei Eleitoral. “Até a eleição de domingo (02) ninguém pode ser preso. E aqui no Estado e no Paraná a Justiça Eleitoral havia liberado o plebiscito no domingo. Porém, como em Santa Catarina o judiciário entendeu que poderia haver confusão com a eleição municipal, resolvemos trocar para o sábado nos três estados”, explica.
Adesão em alta

Questionado de como o MSMP reage às críticas de ilegalidade na proposta ou mesmo de preconceito aos demais estados brasileiros, em especial o Norte-Nordeste, João Paulo Schuch contrapõe. “O movimento visa qualidade de vida, independente de crença religiosa, etnia e opção sexual”, argumenta, ao enumerar que de cada 100 pessoas a quem a mensagem do movimento é repassada, uma média de duas refuta, em geral por desconhecimento da ideia. “Aqui no Caí a gente tinha 24 pessoas cadastradas no movimento em abril, quando entrei. Agora, já são mais de quinhentas”, ilustra Schuch, observando que o MSMP participou do Desfile Farroupilha em Teutônia e que a busca de informações sobre a iniciativa é diária.
O que diz a Justiça eleitoral
Em contato com a assessoria de imprensa do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS), a resposta é que, até o momento, o Movimento O Sul é o Meu País não comunicou oficialmente sobre o plebiscito à justiça eleitoral. Nesse sentido, ressalta para orientação expedida em 7 de junho deste ano pela presidente do TRE-RS, desembargadora Liselena Schifino Robles Ribeiro, ao juiz da 80ª Zona Eleitoral. Nela, a desembargadora informa que “não expediu qualquer orientação aos Juízes Eleitorais a respeito de tal tema”. Contudo, Liselena salienta que o poder de polícia do qual é investido o juiz eleitoral destina-se “a coibir a prática ilegal de propaganda eleitoral e que seu exercício requer, na modalidade preventiva, extrema prudência, de modo a não restar configurada censura prévia”.
Como vai ocorrer a votação

-Integrantes e voluntários do Movimento O Sul é o Meu País (MSMP) estarão dispostos em frente a locais como escolas, comércios e praças das 8h às 20h, período em que ocorrerá o Plebisul. Vestirão camisa branca ou azul, mas sem identificação do movimento e estarão com uma urna de papelão;
-Na cédula de papel que será ofertada à população estará a seguinte pergunta: “Você quer que o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná formem um País independente?”, cabendo ao cidadão marcar o Sim ou Não;
-Segundo os organizadores, quem estiver trabalhando no plebiscito não poderá induzir a população ao voto pelo Sim, mas permanecerá neutro, apenas recebendo a opinião;
-Quem quiser votar na consulta pública não precisará apresentar documento de identidade. Contudo, um dispositivo de controle não permitirá duplicidade de voto. Trata-se de uma tinta feita a base de glicerina e álcool (a mesma usada em carimbos de carnes, por exemplo) que será aplicada em formato de gota no dedão do votante. A durabilidade da tinta é de 12 horas, impedindo assim a duplicidade do voto;
-Só poderão exercer o direito do voto pessoas a partir de 16 anos. Em caso de dúvidas dos fiscais sobre a idade do votante, será solicitado documento de identidade;
- O resultado da votação será atualizado em tempo real, a partir das 17h do dia 01, no site do movimento sulista;
- Mais informações: www.sullivre.org e www.plebisul.org
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