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BAH!rulho
Lançamento

Todas as cores e os sons de Ex Lux

Banda EX, de Porto Alegre, finalizou o lançamento do seu segundo disco após divulgar as canções uma a uma
Divulgação
Arte do álbum reúne as cores que marcaram o lançamento de cada uma das músicas
Lá em fevereiro o Bah!rulho conversou com a Thiane Nunes sobre o lançamento faixa a faixa do segundo disco da EX. Agora, a banda de Porto Alegre finalizou o trabalho de divulgação de todas as canções que integram o álbum Ex Lux e tu já pode escutar o trabalho, que saiu pelo selo Lezma Records, na sequência. Rafael Martinelli (vocal), Thiane Nunes (vocal, arranjos eventuais, escaleta, Ipad e percussão), Guilherme Klamt (baixo, guitarra, violão e teclados), Cristiano Sertório (guitarra, baixo, violão) e Rodrigo Souto (teclados, efeitos e sintetizador) e Alexandre AG (bateria) produziram uma obra que merece a nossa atenção e é por isso que o blog voltou a procurar os músicos para saber um pouco mais sobre esse lançamento. Dessa vez o papo foi com o vocalista e principal letrista do grupo, Rafael Martinelli. Dá uma conferida na entrevista e, enquanto isso, aperta o play lá embaixo no clipe da música Bi e no álbum completo dos caras que está logo na sequência. Se liga aí:

Como foi a experiência de lançar as músicas faixa a faixa na internet antes do álbum completo ser divulgado?
Permitiu que cada canção tivesse uma identidade própria, tivesse seu tempo. Hoje a forma de consumir música é bem diferente da minha adolescência, por exemplo, quando comprávamos, ou roubávamos vinis no Centro, e ouvíamos o disco trancados no quarto sozinhos, ou fumando com os amigos, vidrados na capa, acompanhando as letras, lendo as fichas técnicas, redesenhando os encartes. Hoje é cada vez mais difícil alguém ouvir um álbum inteiro. Ao divulgar música a música, acho que permitimos um convívio mais natural entre as canções e quem tirou um tempo para ouvi-las. Essas composições tiveram sua chance de arrebatar quem cruzou com elas. Também queríamos curtir cada lançamento junto a tantas pessoas amadas que fizeram parte do processo de composição, tocando com a gente, viajando com a gente, amanhecendo com a gente... A ideia de postar cada música com uma cor também evoca essa percepção diferente sobre cada canção, já que vemos as cores de formas distintas. A única não lançada é Segundo Andar, a ‘canção invisível’ do Ex Lux, aquela que jamais será tocada.
Agora, com o disco pronto, como será a divulgação do trabalho?
Sempre tivemos uma dificuldade com isso, desde Deus e o Diabo (antiga banda dos integrantes da Ex). Parece que quando terminamos um trabalho, imediatamente o deixamos para trás, não corremos atrás de nenhum tipo de divulgação, já começamos a compor outras canções, exorcizamos esse passado e só nos permitimos revivê-lo ao vivo, a cada apresentação... Nossa chamada do show do álbum, no Teatro de Arena, foi ‘o sepultamento do Ex Lux’ (risos). Até porque demorou oito anos a ser lançado, talvez mais até do que o do Guns (risos). Então, acho que o Ex Lux será ‘não divulgado’, como não foram os dois álbuns da Deus e o Diabo e o Ainda, o primeiro da Ex. A divulgação que recebemos, gostamos e não podemos reclamar, é do boca a boca, ou post a post, que os amigos fazem. Fico feliz de, a cada show, alguém que até ali eu não conhecia, vir conversar comigo e dizer que amigos recomendaram a Ex, que disseram 'você tem que ver o show', ou 'tens que ouvir os discos'... Quem está lendo ajudaria muito compartilhando essa entrevista. Levaria o Ex Lux mais longe. Eu, por exemplo, compartilho tudo de arte autoral que passa pelo meu Face. Às vezes nem gosto e apoio. Acho que faz bem para o mundo ter vida, evoluída ou não, no underground.
Vocês estão planejando um lançamento diferente para o formato físico também, certo?
A gente muda de ideia a cada dia. Estamos há tanto tempo nisso que nos tornamos desapegados, percebo. O primeiro single, de Ontem, lançamos num formato artesanal, numa placa de petri, com folhas mortas, escrito a mão, copiado por nós mesmos, porque amigos insistiram para ter uma lembrança. Foi um ‘faça você mesmo’, ideia que permeou boa parte da composição desse álbum. Então talvez o Ex Lux tenha sua vida física. Ainda, primeiro da Ex, não foi lançado fisicamente até hoje.
Como está sendo a recepção do álbum?
Vivo uma fase de mais reclusão, mas pelo que ouço nos shows e leio nas redes sociais a recepção tem sido maravilhosa. Testemunho muitos amigos e desconhecidos usando palavras como 'diferente', 'intenso', 'apoteótico', 'denso', 'sublime'. Nos deixa muito felizes, principalmente porque não nos consideramos músicos num sentido técnico. Não nos importamos com isso. Nos gratifica muito mais ouvir percepções sentimentais sobre nossa arte. E Ex Lux foi feito assim, criamos e trabalhamos cada pedacinho dessas canções, que gravamos em dias memoráveis junto ao Thomas Dreher. Já ouvi de muitos que é uma obra de vida longa, porque permite diferentes descobertas a cada audição. O Ainda é de 2007, o Ex Lux terminamos ano passado. Então, nesse álbum há muitas camadas de tempo, subliminar e literalmente falando.
Qual a expectativa da banda em relação a esse novo trabalho?
Sempre brincamos com isso, e postamos em cada canção divulgada ‘Ex, artistas em busca de nada’. Não temos nenhuma expectativa no sentido tradicional. Queremos que o Ex Lux seja ouvido por bastante gente e ajude de alguma forma na compreensão da vida, nossa e de outras pessoas. Isso acontece. Eu sou um exemplo vivo. A música sempre me salva.

BAH!rulho

por André Heck
andre.heck@gruposinos.com.br

Rock, pop, alternativo, hip hop... enfim, música. Essa é proposta do Bah!rulho, editado pelo jornalista André Heck. Um apanhado geral do que rola nos palcos e discos mundo afora, com informação e opinião, tudo em volume muito alto.

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