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Negócios

Carne Fraca pode provocar prejuízos no setor coureiro

Queda no número de abate provoca retração na quantidade de produto a ser negociada

Acrissul/Divulgação
Queda no número de abate provoca retração na quantidade de couro a ser negociada
Os empresários do setor coureiro que estavam otimistas quanto ao futuro da atividade, principalmente por causa do desempenho da cadeia coureiro-calçadista na edição deste ano da Fimec – Feira Internacional de Couros, Produtos Químicos, Componentes, Máquinas e Equipamentos para Calçados e Curtumes, que ocorreu na semana passada e foi considerada por muitos empresários uma das melhores edições da mostra, agora estão preocupados com os desdobramentos da Operação Carne Fraca, deflagrada na manhã da última sexta-feira pela Polícia Federal (PF).

 

Menos de 24 horas depois do término da feira, as projeções otimistas se transformaram em grandes dúvidas. “Saímos com um espírito muito bom da feira e recebemos um balde de água fria. Imagina com que bagagem o nosso setor está indo para a China, que a partir do próximo dia 30 sedia a APLF Leather, em Hong Kong. Estamos com uma interrogação do tamanho do Brasil na cabeça”, afirma o presidente-executivo da Associação das Indústrias de Curtume do Rio Grande do Sul (AICSul), Moacir Berger de Souza. Para o executivo, a preocupação é evidente.

“Acontecendo qualquer embargo à carne brasileira – como está se desenhando – isso se traduz, imediatamente em um decréscimo de abate, ou seja, teremos menos matéria-prima disponível”, disse, acrescentando que o momento é de muita apreensão, não só para os curtumes, como também para a economia brasileira. A feira chinesa será a primeira do setor após a operação. “Nesta feira, em que, normalmente, se vende a produção do semestre, vamos poder ver como os curtumes e os outros mercados vão se portar. Não sabemos como vamos vender e se teremos couro para as vendas, já que, se pararem os embarques de carne, o abate também cessará”, frisa Berger.

DESDOBRAMENTOS

Com a convicção de que ainda é muito cedo para precisar os desdobramentos do episódio, o presidente-executivo da AICSul diz que é preciso calma. “Temos agora que aguardar a conclusão das investigações e as próximas etapas. De qualquer maneira, a nossa imagem já está prejudicada e precisamos minimizar o prejuízo. É um fato muito grave para a economia do País se jogar todo o setor produtor de proteína animal na clandestinidade”, fala Berger, ao acreditar que esse é um fato isolado. “Ainda tenho confiança na estrutura sanitária brasileira.”

Nova retração em fevereiro

Os dados de fevereiro das exportações de couros, revelados pelo Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), mostram o segundo mês consecutivo de queda. “Se já estávamos convivendo com problemas, agora temos mais esse ingrediente indigesto”, comenta Berger, ao lembrar que o desempenho do mês passado foi muito ruim e teve como base de comparação o melhor mês do ano passado. A queda em solo gaúcho foi mais acentuada que a do País. No Estado, as retrações em valor chegaram a 35,2% e em quantidade a 30,3%, em relação a fevereiro de 2016. Já o desempenho nacional mostra um recuo de 17,8% em dólares e de 10,6% em metros quadrados. “O setor já vem com dificuldades e agora enfrenta um problema como esse. É a matéria-prima que define a exportação”, destaca Berger, ao frisar que o efeito da operação é arrasador na economia.

Reflexo indesejado para o segmento

Para Berger, um dos desdobramentos que o setor coureiro pode sentir nos próximos meses é o aumento do preço da matéria-prima. “Os reflexos ainda não conseguimos medir, mas esse é o mais indesejado que podemos ter. Se hoje já temos preços mais elevados porque a nossa capacidade instalada é maior que a produção atual, os preços vão ficar ainda maiores em relação à média, já que a demanda será maior que a oferta”, observa o presidente-executivo da AICSul. 

Entenda o caso

Na manhã da última sexta-feira, a PF deflagrou a Operação Carne Fraca, denunciando um esquema em que acusa frigoríficos brasileiros de maquiar carnes vencidas com ácido ascórbico e reembalá-las para conseguir vendê-las. Ao todo, 21 estabelecimentos foram investigados e alguns suspensos.

Ontem, o Brasil sofreu medidas comerciais por causa do escândalo: China e Chile fecharam seus mercados, e a União Europeia (UE) impôs restrições. A Coreia do Sul restringiu apenas os produtos do frigorífico BRF de entrarem no país.

Além disso, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, anunciou a suspensão de exportação de produtos dos estabelecimentos investigados - confira a lista na página 33. As vendas dentro do Brasil estão liberadas. O País é o maior exportador mundial de carne, e a China seu segundo cliente de carne de boi e de frango.


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