Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.
VOLTAR
FECHAR

Rua Jornal NH, 99 - Bairro Ideal - Novo Hamburgo/RS - CEP: 93334-350
Fones: (51) 3065.4000 (51) 3594.0444 - Fax: (51) 3594.0448

PUBLICIDADE
Futebol feminino

Juci: de Portão para o time do Corinthians e para a Seleção Brasileira

Atleta é lateral esquerda no timão e viaja amanhã para se juntar à Marta

Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal/Divulgação
Juci é lateral esquerda no timão e viaja amanhã para se juntar à Marta
Futebol é para quem gosta. Seja homem ou mulher, o sonho de viver de chuteiras é muito grande, ainda mais se tratando do Brasil, terra de craques como Pelé e Marta. Os dois maiores expoentes nacionais extinguem as divisões de gêneros e, ainda que as estruturas sejam absolutamente distintas, ofertam esperança aos esportistas. Seguindo essa linha, está a portonense Jucinara Thais Soares Paz, 23 anos, a Juci. Lateral esquerda, ela atua no Corinthians e foi, na última semana, vice-campeã brasileira de futebol. Depois do desafio da carreira emergente da jogadora, Juci veio a Portão visitar familiares e, a partir de amanhã (27), juntamente com Marta e demais atletas, inicia Torneio das Nações, vestindo o verde e amarelo nos Estados Unidos.

Toda essa história da portonense que já foi campeã sul-americana pelas seleções de base e, hoje está na principal, sucede dificuldades e grande apoio familiar. “Todos gostam de futebol na minha família. Minha mãe jogava com as amigas, mas não profissionalmente. Sempre foi um sonho meu me tornar uma jogadora e, aos 15 anos, quando pedi para fazer teste, minha mãe perguntou se era isso que eu queria para minha vida”, recordou Juci. Desde então, a lateral disse que começou a corrida atrás do sonho, com os esforços da família, para ir aos treinamentos em Porto Alegre.

“Isso me deixa mais forte a cada dia, mesmo que nos meus sonhos algumas coisas eram diferentes, principalmente sobre estrutura ou que eu poderia, o mais rápido possível, mudar a vida da minha família. Infelizmente, o futebol feminino ainda não nos dá essa chance de imediato”, contou a craque de Portão, acerca das dificuldades grandes e diferentes do que é passado no futebol masculino.

A carreira

A caminhada até chegar a São Paulo, mais especificamente no Corinthians, não foi nada fácil para a jogadora. “Eu jogo desde criança. Não tenho lembranças sem estar com a bola, mas comecei a jogar com os meninos aos 7, em uma escolinha do bairro. Só aos 11 anos joguei minha primeira competição, porque até então, não deixavam uma menina jogar com os meninos. Felizmente fui campeã já na minha primeira competição”, lembra.

A partir de então, Juci resolveu ficar atenta a oportunidades. “Aos 15 anos, assistindo televisão, vi uma reportagem falando de um jogo do Inter contra o Juventude. Pedi para que meus pais ligassem pra eu fazer um teste no Inter, mas a equipe não tinha categorias de base. Passaram o contato de uma escolinha que tinha parceria com eles e fui para Porto Alegre em fevereiro de 2008.” Depois desse início, os títulos e o crescimento ocorreram ao natural. “Em agosto, já estava jogando o campeonato gaúcho com a equipe principal. Em 2009 tive minha primeira convocação pra seleção brasileira e, em 2010 ganhei o sul-americano sub-17 e joguei o mundial. Em 2011, fui para o Foz do Iguaçu, que era uma equipe montada pelo ex-narrador Luciano do Vale. Fui vice campeã da copa do Brasil, 2012 voltei para o Inter e, desde 2013, estou em São Paulo. Jogava pelo Centro Olímpico, onde fui campeã brasileira. Em 2015, o Audax fez parceria com o Centro Olímpico e me transferi para lá. Em 2016, começou a parceria com o Corinthians onde fomos campeãs da Copa do Brasil e agora vice do campeonato brasileiro”, resumiu Juci, que, agora sonha com uma futura negociação com algum time de outro país, seguindo assim os passos de algumas referências do esporte como Formiga, Cristiane, além, é claro, da atual parceira de seleção e cinco vezes melhor do mundo, Marta.


PUBLICIDADE

WEBTV

PUBLICIDADE
Capa do dia

FOLHEIE O SEU JORNAL PREFERIDO NA TELA DO SEU COMPUTADOR.

ACESSE ASSINE AGORA
51 3600.3636
CENTRAL DO ASSINANTE

51 3591.2020
CENTRAL DE VENDAS DE ASSINATURAS