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Em 15 anos

Região ganha pouco mais de 211 mil habitantes em 15 anos

As cidades litorâneas foram as que mais cresceram: Imbé e Tramandaí aumentaram a população em mais de 50%

Suzana Pires/Divulgação
Vista de Novo Hamburgo
Em uma década e meia, a população da região teve um crescimento de pouco mais de 211 mil pessoas. Entre 2001 e 2016, a evolução somada dos vales do Sinos, Caí e Paranhana, além de cidades do litoral e Serra, foi de 17%, o que representa 211.330 habitantes, e a população total hoje é de 1.450.890. Os dados, divulgados nesta quinta-feira (31), foram levantados pelo Núcleo de Demografia e Previdência da Fundação de Economia e Estatística (FEE).

Entre 21h35 de quinta-feira e 14 horas desta sexta-feira (1), comparamos equivocadamente que o acréscimo de 211.330 habitantes corresponde ao tamanho aproximado da cidade de São Leopoldo. Devido a essa divergência, a comparação foi removida desta reportagem.

Para a pesquisa, foram utilizados dados de registros de nascimentos, óbitos e matrículas escolares. Por ser uma metodologia diferente da utilizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há divergências em relação aos dados divulgados pelo órgão na quarta-feira, quando foi apontado que Novo Hamburgo tem 249.113 habitantes e São Leopoldo 229.678. Na região, somente Riozinho apresentou decréscimo, por registrar, em 2016, três moradores a menos do que em 2001. Já as cidades litorâneas foram as que apresentaram as maiores evoluções populacionais. Imbé e Tramandaí tiveram 66,63% e 51,52% de crescimento, respectivamente.



A empresária Juliana Farias é uma das que trocou a cidade pelo litoral. Ela saiu de Taquara em 2001 e foi morar em Tramandaí após o casamento. Na época, a escolha por Tramandaí ocorreu porque o marido, Claudio da Silva, trabalha no setor imobiliário na cidade. “Aqui é outra vida. Tem o mar, tem movimento”, salienta.

Novo Hamburgo

A prefeita de Novo Hamburgo, Fatima Daudt, avalia que a cidade não teve um crescimento tão acelerado com relação ao que se espera de uma cidade integrante de regiões metropolitanas. “Por outro lado, alterações na legislação influenciaram diretamente na administração pública, como é o caso da Educação Infantil, onde o município passou a ter a responsabilidade de atender a todas as crianças nesta idade. Outro exemplo é na área da saúde, onde nosso hospital passou a ser uma instituição de referência na região, necessitando investimentos cada vez mais significativos”, avaliou.

Mudança no tipo de consumo

Na avaliação do estatístico da FEE Pedro Tonon Zuanazzi, as estimativas por idade e sexo do levantamento do crescimento populacional do Estado são base para o planejamento do Estado. Sem essas estimativas não é possível mensurar a maioria das taxas de criminalidade, de Saúde ou Educação. “Sabendo, por exemplo, a taxa de idosos, é preciso se planejar para atender este tipo de público. A população do Estado vem envelhecendo bastante. Não há exceções. Todos os municípios estão envelhecendo”, enfatiza. Ele ainda explica que tendo em mãos os dados, as estimativas também auxiliam o setor privado, pois apontam as dinâmicas demográficas dos públicos alvos das empresas. Por exemplo: idosos são mais sensíveis e consomem mais remédios, porém consomem menos vestimentas. “Muda o tipo de consumo. Tudo impacta na economia, por isso é importante este tipo de levantamento”, frisa Zuanazzi.

Planejar para crescer

A presidente da Associação dos Municípios do Vale do Rio dos Sinos (AMVRS) e prefeita de Sapiranga, Corinha Molling, afirma que a região não tem estrutura para um crescimento populacional mais elevado que o Estado. “Isso se reflete em muitas áreas, como a Educação. No ensino infantil, por exemplo, as escolas estão lotadas e não há mais vagas. A cada dia temos tido mais e mais demandas”, detalha.

Além disso, ela destaca que governos passados não fizeram planejamentos considerando essa evolução. “Os municípios não se prepararam. Há dez anos, não se enxergou isso, houve uma visão falha. Agora temos que pensar nisso para garantir a qualidade de vida dos moradores”, destaca.


*Com Claucia Ferreira


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