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Osvino Toillier

Armar os professores

Leia artigo de Osvino Toillier
10/03/2018 07:00

Osvino Toillier Osvino Toillier é mestre em Educação e vice-presidente do Sinepe/RS

Na democracia, é preciso respeitar as ideias dos outros, porque, senão, nos tornamos autoritários e ditadores. Conviver com pensamentos e ideologias que ferem nossos princípios é, no mínimo, difícil e desafiador, mas não é possível calar.

A cada chacina que acontece nos Estados Unidos e especialmente nas escolas, desperta a questão do controle das armas, cuja aquisição é bastante facilitada em território americano. Além do mais, cada cidadão pode ter o número de armas quiser, com o argumento de que é para se defender.

Tudo isso já é bastante estranho, mas propor que os professores trabalhem armados supera a mais estranha e absurda proposta, ainda mais partindo do presidente do país.
O professor é uma figura emblemática de cada país em cujo exemplo crianças e jovens vão buscar lições para suas vidas. Os professores poderão estar revestidos da armadura do amor, do afeto, do carinho, dos mais elevados e profundos propósitos de amor pela humanidade, mas nunca de arma, seja qual for.

Lembro sempre, de novo, o pensamento do escritor argentino Constancio Vigil: “Quando existir a devida e indispensável educação, os professores ocuparão o mais alto lugar na humanidade. Uma vez que a alma é superior ao corpo, superiores aos demais são os que a ela beneficiam.”

Deveríamos dar a condição de protagonismo e aprendermos com Kierkegaard: “No dia em que a educação não for capaz de se alongar além das salas de aula, não for capaz de assumir as novas aprendizagens exigidas pelos tempos modernos, terá perdido o seu papel e a responsabilidade que lhe cabe dentro da comunidade, não será uma educação moderna.”

O professor precisa de reconhecimento e valorização para que possa desincumbir-se da sua sagrada vocação profético-missionária, e não ser peça da engrenagem da ideologia, seja qual fora.



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