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Psicologia

Entenda com o que as crianças se preocupam e como ajudá-las

Psicólogo aborda tema em livro e diz que é possível convivência
02/03/2018 14:58 02/03/2018 15:08

Divulgação/Divulgação
Psicólogo: Heitor Hirata

Ficar preso ao passado ou nervoso com o futuro nem sempre gera pensamentos úteis. Lançado pela Sinopsys Editora, o livro “Preocupanda & Marrumina: entendendo a preocupação e a ruminação na criança”, de Heitor Pontes Hirata e Simone Alves Gabriel, explica como esses processos ocorrem na infância e como conviver com os mesmos.

Nesta entrevista, Hirata diz que se pode ensinar as crianças a conviverem com preocupações e a diferenciá-las entre “as que ajudam” e “as que não ajudam”.

Por que as crianças preocupam-se?
Algumas por questões típicas da infância como desempenho escolar, ser aceito pelos amigos da escola ou vencer alguma competição. Algumas preocupam-se com assuntos que não habitam o universo infantil, como contas da casa, possível demissão dos pais, crise econômica. A forma de se preocupar da criança costuma estar relacionada aos assuntos que geram preocupações nos pais. Qualquer criança pode ficar preocupada e isso não é necessariamente ruim.

Quais são os tipos de preocupações?
As produtivas e as improdutivas. As produtivas servem para alguma coisa. Por exemplo: se a criança tem uma prova para fazer e se preocupa com isso e vai estudar, essa é uma preocupação produtiva. No entanto, se depois de entregar a prova, quando não há mais nada a ser feito, ela continua se preocupando, aí ela já passa a ser improdutiva, ou seja, não tem mais função nenhuma.

Como prevenir-se de preocupações?
É difícil prevenir preocupações, porque sempre haverá algo para ser resolvido, mas pode-se ensinar as crianças a conviverem com elas e também a diferenciá-las entre “as que ajudam” (produtivas) e “as que não ajudam” (improdutivas).

Há tratamento específico?
Para casos de crianças que se preocupam demais, ou seja, quando há interferência significativa na rotina, no bem-estar, nas relações sociais, é indicado que ela faça um tratamento psicoterápico. Caso o profissional identifique a necessidade de um tratamento psiquiátrico é importante os pais seguirem a sugestão e buscarem esse profissional também.

Qual o papel da família e professores no processo de entendimento e tratamento?
É fundamental. A partir do momento que família e professores ensinam a criança a lidar com as preocupações e conviver com elas, o processo torna-se mais natural. É importante os adultos validarem as preocupações das crianças. Isso legitima o que elas sentem e as ensina que todos podemos sentir ou pensar coisas desagradáveis, mas que não precisamos transformar tudo em sofrimento. É nos adultos que as crianças encontram os modelos sobre como lidar com as mais diversas situações.

As preocupações geram quais problemas?
As preocupações em si não geram problemas, mas a forma como nos relacionamos com elas sim. No caso das preocupações improdutivas, se ficarmos prestando atenção a elas o tempo todo, isso tende a nos deixar mais ansiosos e menos atentos ao momento presente. Isso, por sua vez, pode nos fazer sofrer por coisas que sequer sabemos se irá de fato acontecer. Algumas pessoas que se preocupam o tempo todo, ou quase todo, costumam ter alguns outros sintomas como tensão muscular, fadiga, irritabilidade, insônia. Nesses casos é importante buscar ajuda profissional.

Os tipos de preocupações de brasileiras são diferentes de crianças de outros países?
Provavelmente sim, porque as preocupações têm um componente cultural. Talvez crianças de grandes cidades brasileiras se preocupem mais com violência urbana do que as das menores ou de países com menos índices de criminalidade.


Jornal NH
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