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Motores
Lançamento

Mustang: o mito está entre nós

Espera recompensada: esportivo chega ao País 54 anos após seu lançamento na versão GT Premium com o Performance Pack por R$ 299 mil. Confira o teste em Interlagos
12/04/2018 11:04 12/04/2018 11:19

Divulgação
Carro foi apresentado em Interlagos no último dia 4 de abril

São Paulo - Demorou 54 anos, mas o Mustang finalmente chega às ruas brasileiras pelas mãos da Ford, devidamente tropicalizado para a nossa gasolina e ruas. Para compensar a espera, a sexta geração desembarca com motor V8 de 466 cv, câmbio automático de 10 marchas e um pacote tecnológico de respeito. Por isso, é classificado pela montadora como o “melhor Mustang de todos os tempos”. O icônico esportivo vem em versão única, a GT Premium já com o Performance Pack, por R$ 299 mil. Nos Estados Unidos, essa configuração custa US$ 54 mil.


Lançado em 1964, o eterno rival do Chevrolet Camaro atualmente é produzido na planta de Michigan, a única no mundo a fabricá-lo. No cinema, o carro estrelou mais de 3 mil filmes e séries. Por meio de importadores independentes, centenas de unidades foram trazidas e hoje 1.600 veículos ainda estão registrados. Na pré-venda, iniciada no final do ano passado, 275 carros já foram comercializados, 30% dos quais na cor vermelha, 20% preta e 15% branca.


Durante o test-drive pelas ruas da capital paulista, mostrou que pode ser dócil no dia a dia. Basta não ser provocado. No modo Normal, a suspensão MagneRide trabalha de forma mais macia. Mas foi na pista de Interlagos que colocou as garras de fora. Não é sempre que se pode dirigir um carro icônico em uma pista igualmente icônica, por onde passaram gerações de pilotos geniais, como Senna, Piquet e outros tantos. No Modo Drag, o motor, câmbio e suspensão trabalham para o máximo desempenho. O controle de tração é desligado e o de estabilidade torna-se mais “permissivo” para que o motorista tenha mais trabalho para domar esse puro-sangue. Assim, é possível sentir as escorregas controladas em tocadas mais agressivas, potencializadas pela tração traseira.

Adair Santos/GES-Especial
Enfileirados na reta dos boxes, vários exemplares para os jornalistas testarem

A cada acelerada, uma ''patada''


Cada acelerada forte resulta em uma patada – o corpo é jogado com força contra o banco. A prova de 0 a 100 km/h é cumprida em 4,3 s, conforme a montadora, e a máxima é limitada eletronicamente a 250 km/h.

Impressiona a aderência nas curvas, muito diferente de quando foi lançado. A distribuição de peso é de 55% na dianteira e 45% na traseira, contribuindo para o equilíbrio. Na época, motor potente era mais importante que uma estabilidade de carro de corrida. Assim, os muscle cars eram melhores nas retas do que nas curvas.


Para conter um pouco o ímpeto dos jornalistas, foram montados cones para obrigar a realização de manobras de slalon e diminuir a velocidade. Mas mesmo com um circuito travado foi possível extrair a maior parte da esportividade que o carro oferece. Na reta dos boxes, entretanto, a máxima não passou dos 180 km/h. Com circuito liberado, pilotos da montadora passaram ‘‘rasgando’’ a 240 km/h nesse mesmo trecho.



Design

Adair Santos/GES-Especial
Lanternas com três filetes, a marca registrada do esportivo


O visual consiste em uma evolução das linhas que tornaram o modelo mundialmente conhecido. As dimensões cresceram, mas as proporções seguem as mesmas: a carroceria é larga, baixa e tem a frente comprida e imponente. A diferença é que reúne as mais recentes tecnologias disponíveis na indústria, como faróis Full LED. As tradicionais lanternas com três barras também são em LED. O coeficiente aerodinâmico é de 0,35 (cx).

Freios Brembo

Adair Santos/GES-Especial
Desenho dos pneus valoriza o contato com o asfalto

Os freios esportivos com seis pistões Brembo na dianteira dão conta do alto desempenho do carro, pois usam discos esportivos ventilados de 15’’, com seis pistões de 36 mm e pinça em alumínio, e discos ventilados traseiros de 13’’, com um pistão de 45 mm e pinça de aço. A 100 km/h, são necessários 37,7 m até a imobilidade. As rodas dianteiras utilizam pneus 255/40 e, as traseiras, 275/40. O Michelin Pilot Sport 4S tem tecnologia “Dynamic Response” e design otimizado para maximizar a área de contato com o solo e gerar respostas rápidas.

Pacote de Performance


Pacote de performance é de série, trazendo aerofólio, freios esportivos, radiador com maior capacidade, suspensão MagneRide e diferencial com deslizamento limitado. Para quem gosta de ir para as pistas, o Track Apps registra dados como aceleração, tempo de volta e desempenho de frenagem para avaliar a performance de direção e ajudar a extrair o máximo do carro.

Suspensão adaptativa MagneRide


A suspensão adaptativa MagneRide usa amortecedores com sistema magnético para refinar o desempenho e o conforto de acordo com as condições da pista e da condução. Na traseira, é adotado pela primeira vez o sistema independente Integral Link, que garante melhor capacidade de tração e cambagem controlada.


Os amortecedores usam um fluido viscoso eletromagnético e sensores para ajustar instantaneamente o comportamento da suspensão e oferecer a melhor resposta em cada situação de rodagem. O resultado é maior conforto em retas e um desempenho mais firme em curvas.

Como o próprio nome sugere, seus sensores monitoram as condições da pista 1.000 vezes por segundo e criam um campo magnético que alinha as micropartículas ferrosas suspensas no óleo dos amortecedores. Esse ajuste, feito de forma independente nas quatro rodas, otimiza a aderência em acelerações e frenagens e reduz a rolagem em curvas.


Abençoado seja o som do V8


Basta apertar o botão start/stop para o V8 soltar um urro. Um espetáculo à parte. O escapamento com sistema de válvula ativa permite controlar o seu volume em quatro níveis: Normal, Esportivo, Pista e Silencioso. Usando abafadores e ressonadores, é capaz de suavizar ou reforçar e valorizar as notas do seu som, conforme a seleção escolhida. Para manter o clima amistoso no prédio ou bairro, há o modo “bom vizinho”, que programa o volume conforme a hora do dia e dá partida silenciosamente.


Adair Santos/GES-Especial
Muita potência e um som inconfundível


No Brasil, 6 cv extras devido à presença do álcool na gasolina

O Coyote V8 5.0 de 466 cv está na terceira geração e é produzido no Canadá com bloco em alumínio, pesando 220 kg. Anteriormente, era 4.9 e desenvolvia 441 cv. Ao contrário do Camaro (equipado com um V8 6.2 de 461 cv e 62,9 kgfm, bem como com câmbio automático de 8 marchas), esse propulsor não conta com o sistema que desliga 4 cilindros em situações de viagem, em velocidade de cruzeiro.


Além disso, é 6 cv mais potente em relação ao usado no mercado norte-americano por conta da calibragem necessária à utilização da nossa gasolina, que tem 27,5% de álcool. A potência extra deve-se justamente ao maior rendimento térmico do etanol. Os 466 cv são atingidos a 7.000 rpm, enquanto o torque máximo de 56,73 kgfm chega a 4.625 rpm. Porém, 82% dessa força já está disponível a 2.000 rpm.


A boa notícia é que pode utilizar gasolina comum sem qualquer risco, garante o engenheiro-chefe de Powertrain da Ford América do Sul, Volker Heumann. Os testes nas estradas brasileiras totalizaram 48,5 mil km.

Adair Santos/GES-Especial
Boa notícia é que pode utilizar gasolina comum sem qualquer risco, garante o engenheiro-chefe de Powertrain da Ford América do Sul, Volker Heumann


Sistema de injeção direta e indireta

Entre os refinamentos técnicos do propulsor estão o duplo comando de válvulas variável Ti-VCT e o sistema de alimentação de combustível, que combina injeção direta e indireta. “A injeção direta, feita na câmara de combustão, garante boa atomização em plena carga e potência máxima. Do lado oposto, com carga e velocidade baixa, o motor usa a indireta realizada no coletor de admissão, onde o vácuo pulveriza bem a mistura para reduzir o consumo, ruídos e emissões”, explica o engenheiro Volker Heumann.


Câmbio automático de 10 velocidades

Adair Santos/GES-Especial
Câmbio de 10 marchas é rápido no gatilho


A transmissão automática de 10 velocidades é outro diferencial, garantindo um escalonamento perfeito. Com relação ampla, oferece engates rápidos e precisos, em menos de meio segundo, com melhor aproveitamento de torque, selecionando o ponto mais eficiente de troca para cada rotação e modo de direção escolhido. Os comandos “paddle shifts” no volante permitem fazer as marchas manualmente.


Desenvolvida em cooperação com a concorrente General Motors (GM), a nova transmissão gerou mais de 20 patentes para a Ford. Seus avanços incluem o uso de fluido de ultrabaixa viscosidade para redução de atrito, seis embreagens, um conversor de torque otimizado para redução de peso e uma tecnologia com solenóides integrados no trocador de marcha para mudanças mais rápidas, chamada Cidas (“Casting-Integrated Direct-Acting Solenoid”).

Seis modos de condução


São seis modos de condução para cada tipo de pista: Normal, Esportivo, Pista, Drag (para arrancadas rápidas), Neve/Molhado e MyMode (possibilita gravar sua combinação personalizada, selecionando os ajustes da direção, ruído do escapamento e controle de tração).


Em todos esses modos, são ajustados automaticamente os parâmetros de velocidade das trocas de marcha, resposta do acelerador, ajuste de direção, atuação dos freios ABS, controles de estabilidade e de tração e suspensão adaptativa. Com 1.783 kg, sua relação potência/peso de 0,268 cv/kg. Modelo tem 4,79 m de comprimento, 2,72 m de entre-eixos, 1,92 m de largura e 1,38 m de altura. Banco de trás comporta apenas crianças.

Line Lock: para queimar pneus

Sistema permite executar a técnica conhecida como burnout

O Line Lock faz a alegria de quem gosta de queimar pneus na técnica conhecida como “burnout”. O sistema eletrônico de preaquecimento dos pneus traseiros trava as rodas dianteiras independentemente das traseiras. É tradicionalmente usado em corridas de arrancada para aquecer os pneus e melhorar a tração antes da largada. Usando um software de última geração, ajuda pilotos de corrida amadores a melhorar o seu tempo.


O sistema é ativado por teclas no volante, com a seleção da opção no painel (digital e configurável) de 12’’. Quando acionado, mantém o freio dianteiro pressionado por até 15 s e faz as rodas traseiras girarem sem o carro sair do lugar. O painel exibe uma animação especial quando o sistema está ativado: uma roda girando em uma nuvem de fumaça, ao melhor estilo videogame.

Painel digital

Adair Santos/GES-Especial
A bordo, muita tecnologia e bons materiais de acabamento

Internamente, painel digital e configurável de 12’’, bancos com refrigeração e um acabamento de primeira, como não poderia ser diferente. Materiais emborrachados e alumínio são usados com generosidade. Modelo traz piloto automático adaptativo, alerta de colisão com assistentes autônomo de frenagem e detecção de pedestres, bem como sistema de permanência em faixa com identificação de fadiga.


O conjunto de segurança é composto por oito air bags, assistente de partida em rampa, câmera de ré, farol alto automático sensores de chuva e de estacionamento traseiro, chave MyKey e monitoramento de pressão dos pneus. Central multimídia Sync 3 tem tela de 8’’ e oferece também acesso ao Apple CarPlay, Android Auto e interface AppLink para aplicativos. Áudio Shaker Pro Premium Sound tem 390 W de potência e 12 alto-falantes, incluindo subwoofer de 8’’.


Viagem a convite da Ford


Jornal NH

Motores

por Adair Santos
abcmotores@gruposinos.com.br

Gasolina na veia - O tricampeão de Fórmula 1 Nelson Piquet sempre alardeava que nas suas veias não corria hemoglobina, e sim gasolina. Uma anomalia genética que atinge milhões de pessoas no mundo e, pelo jeito, não tem cura. Jornalista há 15 anos, Adair Santos é um desses anormais que literalmente respiram tudo que diz respeito a veículos. Editor do caderno Motores, que circula semanalmente às quartas-feiras no Jornal NH, Jornal VS e Diário de Canoas, é apaixonado por carros, motos e aviões - ou seja, tudo o que tem motor, exceto a maquininha de obturação do dentista. Motores invade a rede - Os carros recém-lançados, aqueles protótipos bizarros que talvez nunca cheguem às ruas, dicas úteis sobre veículos e testes exclusivos. Além da versão impressa, que circula semanalmente às quartas-feiras no Jornal NH, Jornal VS e Diário de Canoas, agora as notícias sobre veículos contam com este importantíssimo espaço virtual para serem divulgadas. Não deixe de participar mandando sugestões e, quem sabe, até um flagrante fotográfico de um veículo que ainda está em fase de testes e futuramente vai ser fabricado no Brasil. Eu e minha máquina - Se você tem orgulho da sua máquina, seja ela um carro antigo ou novo, motocicleta, um triciclo ou até bicicleta, envie sua foto. Junto, informe seu nome completo e idade, cidade onde reside, telefone para contato, marca, modelo, ano de fabricação do veículo e desde quando tem ele na garagem. Mas atenção: não vale mandar só a foto do carro ou moto, você também tem que aparecer na imagem. Então, mãos à obra: passe uma cera na lataria, um gel no cabelo e faça o registro fotográfico.

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