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Viver com Saúde
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Dor lombar afeta 540 milhões de pessoas

Médico alerta para cuidados e explica quais casos necessitam de cirurgia
04/04/2018 12:49 04/04/2018 12:55

Adriana Lima /GES- Especial
"Quando a dor for persistente ou acompanhada de sintomas neurológicos, o médico deve ser imediatamente procurado", diz especialista
A dor na coluna é apontada como o principal motivo de brasileiros faltarem ao trabalho e o segundo sintoma que mais frequentemente leva uma pessoa a procurar um médico no País, atrás apenas da cefaleia (dor de cabeça). Quando focada na região lombar, afeta cerca de 540 milhões de pessoas no mundo.

O neurocirurgião e cirurgião de coluna Fernando Schmidt explica que 80% da população mundial terá no mínimo duas dores severas na coluna ao longo da vida, segundo a Organização Mundial de Saúde. “E embora haja todo esforço médico para esclarecer as crises, 85% das pessoas têm dor na coluna sem causa identificável. Apenas 15% tem efetivamente uma doença e precisa de proximidade com o médico. São os casos em que a dor continua ou aumenta num período de até dois meses ou se, além da coluna, a dor irradia ao longo do braço ou da perna, com formigamento, perda de força”, detalha.

Schmidt ainda alerta que há um desgaste natural nos discos vertebrais. “O problema é quando existem rupturas do disco, deslocamento de vértebras, pois começa aí a compressão dos nervos dentro da coluna. Estes são os 15% que terão hérnia de disco, estenose no canal, espondilolistese, deformidade ou até tumor e infecção.”

Caso de cirurgia


Quando a gravidade da lesão na coluna indica que será necessária uma cirurgia, o médico destaca que o procedimento se dá no disco intervertebral específico, como se fosse, por exemplo, um único dente a ser tratado na boca. A primeira intervenção feita pelo profissional com titulação FIPP (Fellow of Interventional Pain Practice) são os bloqueios da dor com agulhas. “Colocando assim medicações perto dos nervos e estruturas que estão inflamadas. Este procedimento representa 90% do que faço hoje no bloco cirúrgico. Se apesar disso o paciente não apresenta melhora ou se é um caso mais grave aí ocorre a cirurgia de coluna, que tem um amplo aspecto, mas sempre deve se tentar o menos invasivo, o menos agressivo. Pode ocorrer, claro, que a hérnia retorne ou outras complicações que levam a uma cirurgia mais agressiva, cada caso é analisado".

Como lidar com a dor

Do primeiro incômodo aos casos em que a dor na coluna é persistente, o sintoma deve ser tratado. “Primeiro passo é não fazer esforço físico com a coluna, dar um tempo de uma a três semanas de repouso neste ato e usar um anti-inflamatório prescrito. Quiropraxistas, fisioterapeutas e acupunturistas podem tratar essas dores classificadas como leves e obter cura em 90% dos casos. Quando a dor for persistente – mais de 60 dias - ou acompanhada de sintomas neurológicos, o médico deve ser imediatamente procurado”, cita. Nos casos de dor crônica, é preciso ressonância magnética. “O paciente precisa saber que nenhuma ressonância é completamente normal a partir dos 20 anos, é o natural, portanto cabe ao médico dizer se o exame traz informações de apenas um desgaste natural ou se mostra uma doença.”


Jornal NH

Viver com Saúde

por Redação
viver@gruposinos.com.br

Viver com Saúde é o caderno que circula às segundas-feiras no Jornal NH, Jornal VS, Diário de Canoas e Jornal de Gramado. Em pauta, assuntos interessantes e dicas que fazem a diferença para a qualidade de vida.

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