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Entrevista exclusiva

Fabricio Werdum: 'Temos quantidade e qualidade'

Lutador gaúcho fala sobre momento de brasileiros no UFC
14/04/2018 21:09 14/04/2018 21:10

Divulgação/UFC
Werdum acredita que o Brasil possui bons nomes no UFC
Ex-campeão e ocupando a quinta posição no ranking da categoria dos pesos-pesados do Ultimate Fighting Championship (UFC), o gaúcho Fabricio Werdum bateu um papo com a gente para avaliar o momento dos lutadores brasileiros no maior evento de artes marciais mistas do planeta. Atualmente, o Brasil conta apenas com uma campeã nas 12 categorias existentes na organização: Amanda Nunes, detentora do título na peso galo feminino. Além do bate-papo sobre o UFC, o porto-alegrense também falou de outra paixão, o Grêmio. Confira abaixo a conversa.

ENTREVISTA - FABRICIO WERDUM

Como explicar o atual momento dos brasileiros no UFC?

Acho bom. Já foi melhor, mas acho que são fases... Uma fase estamos bem, outra mal. Acredito que é questão de tempo para vários brasileiros voltarem a ser campeões de novo. Eu sempre digo que no Brasil temos quantidade e qualidade, é só questão de oportunidades de alguns lutadores que não são conhecidos ainda de chegarem e ter essa oportunidade tão esperada que é lutar no UFC, que é o melhor evento do mundo. É uma questão de tempo para retomar alguns cinturões, acredito que nós somos os melhores do mundo, junto com os russos e americanos.

Tu acredita que o evento perdeu um pouco de sua audiência por conta da ausência de seus ídolos?

Acho que agora vai renovar, acontece isso normalmente. Tem vários ídolos ainda lutando, mas isso com certeza influencia, a galera gosta de ídolo, gosta de ver ele, seguir ele. Realmente faz falta alguns grandes nomes. Acho que essa coisa de estar falando muita besteira também influencia bastante. A galera está sentindo falta de um lutador de artes marciais que tenha respeito, que respeite o outro lutador sem precisar falar besteira para promover a luta. Acho que se tu é um bom lutador a luta se promove sozinha.

Por que os detentores de cinturões não estão mais conseguindo segurar o título por mais lutas?

É porque realmente o negócio está evoluindo muito, a luta. Todo mundo vêm com coisas novas. E também a troca de geração vai ser natural. Eu também sou um dos únicos lutando na atualidade com 40 anos, tem vários, mas antigamente tinha o Randy Couture, o Minotauro, o Chuck Lidell, uns caras mais velhos. Cada vez vai ser mais difícil segurar o cinturão, vai trocar mais rápido por isso, pelos atletas que estão vindo, com mais recursos.

Dessa nova safra de brasileiros quais tu apostaria como possíveis atletas que podem chegar em um título?

Difícil citar nomes. Mas acredito que o Lucas Mineiro é um lutador que não está no UFC hoje, mas acredito que ele voltando para o UFC tem grande chances de ser o campeão. Tem vários atletas que vão ser revelados agora, acredito muito no nosso potencial, do brasileiro, pela garra, treinamento, coração de lutador...

O “jogo” dos brasileiros já está manjado por outros lutadores?

Não acredito que está manjado. O brasileiro sempre inventa alguma coisa, mostra algo novo. Acho que cada lutador tem seu jogo, pode se fazer o plano A, plano B, dependendo da situação da luta. Mas não acredito que o brasileiro tem um jogo só. Pode ter aquele que é bom no jiu-jítsu, que é a maioria, bom em pé, que fica bem por cima, bem por baixo também... Temos uma safra de lutadores bem completos. Fizemos uma base bem forte no jiu-jítsu. Hoje em dia se o cara for fazer alguma coisa de arte marcial já entra direto no MMA. Antigamente não, começava com jiu-jítsu, muay thai, boxe, tudo separado e depois ia evoluindo. Hoje em dia o cara entra e faz tudo ao mesmo tempo, o que eu acho que faz diferença.

O que o Fabricio Werdum ainda pode render no UFC?

Boas lutas, como estou demonstrando há muitos anos. Já fui campeão, sou o único campeão de todas modalidades principais, jiu-jítsu, grappleing e o UFC. É um título que tenho onde mostrei muito o jeito que gosto de lutar. Tive altos e baixos, já entrei machucado, não treinando o suficiente algumas vezes pelo fato da situação, por ter machucado e não querer mostrar. Tem várias situações que o cara tenta evitar de mostrar, mas às vezes tem que lutar. Antigamente tinha que lutar e não tinha opção. Tem a parte financeira que é importante também. Acho que vou mostrar muito ainda no UFC, meu pensamento é de dois, três anos, mas estou bem ainda, não tenho lesões graves de não poder mais lutar. Acho que vou render muito ainda. Boas lutas é uma coisa que posso prometer. Apesar de ter perdido a última luta, mostrei que ainda estou bem, foi uma falha de alguma coisa que errei na hora, ansiedade, querer largar na mão na hora errada, arriscar. Às vezes acontece, o coração fala mais alto.

Todo mundo sabe da tua paixão pelo Grêmio. Está sendo bom ser gremista nos últimos anos?

A paixão vem desde pequeno, sempre fui no Estádio Olímpico com meu pai. Como sempre digo, tenho orgulho de ser gaúcho. Levo isso com todo orgulho que vocês possam imaginar, de ser gaúcho, isso tenho muito orgulho. De poder representar nosso Estado, nosso País, ser gremista e representar o time do meu coração desde pequeno. Apesar de ser gremista recebo muitas mensagens de vários colorados, muita gente com a mensagem ‘pô gosto de ti para caramba e está representando a gente muito bem’. Fico muito feliz. Tem que existir a rivalidade, mas uma coisa saudável, não pode ir para o outro lado. Deixem que na hora de lutar a gente luta no octógono. Mas é bem legal ser embaixador do Grêmio, como cônsul. Um dos momentos mais marcantes da minha carreira foi quando eu fui recebido pela Geral no aeroporto, com carro de bombeiro, fui até a prefeitura ser recebido pelo José Fortunatti (ex-prefeito). Um momento especial foi quando estive no jogo contra o Inter que deu 5 a 0, fiz a volta olímpica, a galera gritando meu nome. Isso não tem preço. Imagina, desde pequeno ia na Geral, meu pai me cuidando. Hoje sou cônsul do Grêmio e represento muito bem com todo orgulho, isso é emocionante, me dá mais forças ainda.

Se tu não fosse lutador, merecia uma chance na equipe do Renato Portaluppi?

Se eu não fosse lutador eu não sei o que seria. Mas jogador de futebol eu não ia ser. Sempre fui o último a ser escolhido na praça (risos). Eu era, às vezes, o dono da bola, daí tinha como escolher um dos primeiros. Mas se eu não fosse o dono da bola eu era o último a ser escolhido, sempre fui muito ruim. Então não ia merecer uma oportunidade no time do Renato, não (risos).


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