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Meio ambiente

Enzima mutante dissolve plástico PET

Descoberta feita por acaso pode criar solução de reciclagem sustentável
17/04/2018 18:43 17/04/2018 18:45

PxHere
Garrafas PET estão entre os maiores problemas para o meio ambiente, porque não são decompostas rapidamente no mundo natural e a reciclagem consome muita energia
A poluição por plástico é um dos maiores problemas ambientais do planeta, mas uma descoberta acidental pode ajudar a resolvê-lo. Uma equipe internacional de pesquisadores, liderada pela Universidade de Portsmouth, no Reino Unido, e pelo Laboratório Nacional de Energia Renovável do Departamento de Energia americano, conseguiu criar uma enzima mutante capaz de degradar rapidamente o polietileno tereftalato, conhecido popularmente pela sigla PET, polímero termoplástico presente principalmente em tecidos e embalagens.

"Poucos poderiam prever quando os plásticos se tornaram populares, na década de 1960, que teríamos grandes manchas de lixo plástico boiando nos oceanos ou sendo levadas para praias antes imaculadas em todo o mundo", comentou John McGeehan, Diretor do Instituto de Ciências Biológicas e Biomédicas em Portsmouth. "Todos nós podemos desempenhar um papel significativo no lidar com o problema do plástico, mas a comunidade científica que criou esses materiais agora deve usar toda a tecnologia à disposição para desenvolver soluções reais."

Criado na década de 1940, o PET não existia na natureza e, portanto, não era digerido por nenhum micro-organismo. Mas há dois anos, cientistas descobriram uma bactéria que evoluiu naturalmente numa usina de reciclagem de lixo no Japão que era capaz de degradar o material como fonte de alimento. Estudos identificaram a enzima responsável pela digestão do plástico, batizada como PETase. Intrigados, McGeehan e seus colegas começaram a investigar o funcionamento desta enzima, mas foram além.

Reprodução
Montanhas de garrafas plásticas estão nos lixões e ilhas inteiras deste resíduo flutuam nos mares sem se decompor
O objetivo era analisar a estrutura tridimensional da enzima e, com essa informação, entender como ela funciona. Mas durante o estudo, de forma acidental, eles acabaram criando uma enzima mutante que é ainda mais eficiente na degradação do plástico que a PETase natural.

"A sorte muitas vezes desempenha papel importante em pesquisas científicas e nossa descoberta não é exceção", disse McGeehan. "Embora a melhora seja modesta, essa descoberta não prevista sugere que existe espaço para melhorar ainda mais estas enzimas, nos levando para mais perto de uma solução de reciclagem para a montanha crescente de plásticos descartados."

Com a ajuda de cientistas de modelação computacional da Universidade do Sul da Flórida, nos EUA, e da brasileira Unicamp, os cientistas descobriram que a PETase se parece com a cutinase, enzima produzida naturalmente por fungos de plantas, mas com algumas características incomuns, incluindo a abertura do sítio ativo (região onde as reações químicas acontecem) maior, capaz de acomodar polímeros produzidos pelo homem em vez de polímeros naturais.


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