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Polícia

Empresário de Sapiranga que atropelou três em Santa Catarina é preso por receptação

Homem foi detido em sua casa, na noite de quarta-feira. Carga que ele recebeu é avaliada em R$ 150 mil
12/04/2018 11:14 13/04/2018 11:00

Polícia Civil/Divulgação
Bueno durante a prisão
Respondendo em liberdade pelo atropelamento de três pessoas e a morte de uma delas em Santa Catarina, no réveillon de 2017, Jéferson Rodrigo de Souza Bueno foi preso nesta quarta-feira (11) em Sapiranga. O crime que o levou à detenção em modo preventivo, entretanto, não foi o homicídio qualificado a que responde. Desta vez, ele é suspeito de receptação qualificada, pois teria recebido em sua metalúrgica, na cidade de Araricá, uma carga de metais avaliada em R$ 150 mil, desviada de seu destino original.


Em 11 de janeiro deste ano, em uma operação do Departamento Estadual de Investigação Criminal (Deic), Bueno já havia sido preso, mas pelo crime furto de energia elétrica, nesta mesma empresa. No entanto, foi solto um dia depois, por decisão judicial.

A investigação comandada pelo delegado Fernando Pires Branco, da Delegacia de Sapiranga, chegou até Bueno após apurar a ocorrência registrada pelo motorista do caminhão que levava a carga. Ele e um comparsa simularam o roubo dos materiais, que deveriam ser entregues em uma empresa de Campo Bom.

“Isso aconteceu em dezembro de 2017. O motorista tinha a orientação de fazer o desvio quando tivesse uma carga de grande valor, como era essa. Ele agiu com um comparsa e o material foi descarregado na empresa do Jéferson", detalha.


Detido em sua casa, no bairro Amaral Ribeiro, Bueno foi conduzido à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Novo Hamburgo, de onde será encaminhado para o sistema prisional. Os outros dois envolvidos ainda são procurados pela Polícia. Por se tratar de prisão preventiva, não cabe fiança, sendo que ele pode ser solto apenas por decisão judicial.

A defesa do empresário, a cargo do advogado Ademir Campana, recebeu a documentação relacionada à prisão na tarde de ontem, quando entraria com pedido de revogação da prisão. “Entendemos que houve um equívoco, porque nenhum tipo de material que comprometa o nosso cliente foi apreendido. E o Jéferson é funcionário da metalúrgica, não tem nada que o ligue como proprietário”, diz Campana.


Reprodução/Facebook
Jeferson Rodrigo de Souza Bueno
Relembre
No dia 1º de janeiro de 2017, logo após a virada de ano, o Camaro dirigido por Bueno se envolveu no acidente que matou Cristiane Flores Gonçalves, 31 anos. O marido dela, Nilandres Lodi, 36, perdeu as pernas. Um amigo que os acompanhava, Gean Carlos Matos, 21, sofreu traumatismo craniano. A residência do casal ficava na frente do local do atropelamento e os três recém haviam descido de uma Toyota Hilux, estacionada, ao voltar dos festejos de ano-novo.

O atropelamento aconteceu após o Camaro colidir contra um Audi, na SC-403, na Praia dos Ingleses, em Florianópolis. As três vítimas foram atingidas no momento em que caminhavam até a porta de casa.

De acordo com a Polícia catarinense, Bueno deixou o Camaro no local e fugiu sem prestar socorro. Dois dias depois, foi decretada a prisão preventiva do sapiranguense. Ele não se apresentou e foi considerado foragido.

A Justiça de Santa Catarina revogou a prisão em 26 de abril, aplicando uma multa de R$ 70.275,00 e medidas cautelares que incluem comparecimento mensal no juízo em que reside para informar e justificar suas atividades, proibição de se ausentar da Comarca em que reside por prazo superior a oito dias sem anuência do juiz e suspensão da habilitação para dirigir pelo prazo de dois anos. Caso alguma dessas medidas seja descumprida, o motorista pode ter a revogação do benefício e um novo mandado de prisão.


Processo sem prazo para audiência
Tramitando na Vara do Júri da capital catarinense, o processo de homicídio qualificado relacionado ao atropelamento ainda não tem designada a data de audiência. Atualmente, há duas pendências no trâmite, uma relacionada à apresentação de explicações por parte do Instituto-Geral de Perícias (IGP) e de uma consultoria particular, que possuem laudos com velocidades divergentes para o Camaro no momento do acidente.

A outra diz respeito a um pedido do Ministério Público (MP), para que tenha um assistente de acusação. Quando encaminhadas estas duas questões, o juiz responsável poderá emitir a sentença de pronúncia, que encaminha o processo para audiência com o júri, além de abrir espaço para eventuais recursos.

O processo foi aberto em 2 de janeiro de 2017 e a denúncia do MP foi feita em 20 de março. Ela foi aceita no dia 19 de abril. Nela, o promotor Andrey Cunha Amorim denunciou Bueno por homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio e omissão de socorro.

Amorim ainda havia pedido a manutenção da prisão preventiva, uma vez que à época o motorista permanecia foragido. A Justiça, entretanto, optou pela conversão da prisão em medidas cautelares.

Na denúncia, o promotor também afirmou que o motivo do crime foi fútil, porque o motorista acelerou o seu veículo apenas pelo sentimento de não permitir a ultrapassagem do automóvel Audi, que passou por ele à direita, de forma absolutamente regular, naquela noite.



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