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Entrevista de segunda

O curso de Artes Visuais da Feevale tem o DNA de Elisabeth Sauer

Fundadora da escola que originou o Instituto de Belas Artes está com 95 anos
16/04/2018 08:38 16/04/2018 15:04

Cristiano Santos/GES-Especial
Emília Elisabeth Sauer
A três meses de completar 96 anos, Emília Elisabeth Sauer conserva memória fresca sobre a origem e os trabalhos realizados em Novo Hamburgo. Foi aqui que, juntamente com a irmã Elisabeta Clara Sauer Schmitt, fundou uma escola de música que daria origem ao Instituto de Belas Artes (IBA), incorporado à Faculdade de Belas Artes da Universidade Feevale desde a criação da instituição de ensino superior, há 49 anos, e hoje conhecido como curso de Artes Visuais.

O gosto pela música tem origem familiar. Alemães radicados no Brasil ainda jovens, os pais Jacob e Clara Maria Sauer estimulavam as filhas a seguirem o caminho musical. O genitor, pastor evangélico da igreja luterana, tocava baixo, enquanto a mulher, professora de inglês, francês e alemão, fazia a primeira voz, seguida das duas rebentas do casal.

Emília se formou em piano pelo Instituto Carlos Gomes, primeiro instrumento que passou a lecionar. As melodias de várias canções regeram a vida dela como professora. Atualmente, vive com outros 41 moradores no Sinfonia Hotel Residência.


Conte sua história:
Emília Sauer - Nasci em Ijuí, onde minha mãe ficou doente de tuberculose. Nesta época, deveria ter entre 6 e 7 anos. Eu e ela fomos para a Alemanha, mas a mãe seguiu para a Suíça para se curar nos Alpes. Fiquei com a família do meu pai, sob os cuidados da minha avó Emília durante dois anos. Neste tempo, meu pai veio para Lomba Grande e construiu uma casa, onde nasceu minha irmã. Ficamos 20 anos ali. Viajávamos diariamente para os colégios, estive quatro anos no internato da Fundação Evangélica.

Como iniciou o Instituto de Belas Artes?
Emília - Foi tão simples e tão humilde que nem sei como descrever. Meu pai faleceu em 1950, e saímos da casa de Lomba Grande para irmos morar em Novo Hamburgo, onde a família Schmitt, futura família da minha irmã, era dona de um chalé de três quartos na Rua Corte Real. Ali, tínhamos dois pianos. A mãe começou a lecionar inglês, francês e alemão, tudo neste chalé.

Você lecionava aulas de quê?
Emília - Primeiro, piano. Depois, lecionei musicoterapia na escola de pessoas com deficiência de São Leopoldo. Isso foi, para mim, uma experiência maravilhosa. Quando eu entrava, os alunos vinham ao meu encontro correndo. Vi como estas crianças sabiam cantar, da maneira delas.

Qual era a relação das pessoas com o Belas Artes?
Emília - É interessante notar que a curiosidade da música naquela época era muito grande. A música traz experiências para todo mundo. Por isso, até hoje eu canto todos os dias em memória de meus amigos e ex-alunos. A música não tem idade, é de todos. Onde ela está, tem alegria. Houve um tempo que tínhamos tantos alunos que tivemos que mudar de casa, pois não tínhamos mais espaço. Tudo foi crescendo de uma maneira rápida. Chegamos a ter de 30 a 40 alunos.

E a repercussão do IBA fora de Novo Hamburgo?
Emília - Quando eu fui a Porto Alegre para fazer os registros, uma funcionária da Secretaria de Educação me perguntou se eu era dona da escola de música de Novo
Hamburgo, e ofereceu artes plásticas para incluirmos nas aulas. Eu, na hora, disse que não tínhamos professores, mas ela sugeriu que solicitássemos aos profissionais do Belas Artes da capital que gostaria de ajudar. Não faltaram candidatos. Jamais poderia imaginar. Aos poucos, foi tudo acrescentado. Automaticamente, a força da arte se fez presente de uma maneira tão poderosa.


Qual é o efeito da música na vida das pessoas?
Emília - É maravilhoso. A força da música não tem limites. Ela é amiga para todas as situações. Mesmo quem não toca deve escutar e sentir a força dela.


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