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Viva a Música

Domingo de música, arte e história em Novo Hamburgo

Bairro histórico de Hamburgo Velho recebeu evento musical na Fundação Scheffel
16/04/2018 09:51 16/04/2018 12:10

Música de todos os gostos, estilos e para os mais variados públicos. Foi assim o lançamento do Movimento Viva a Música, no último domingo (15), que reuniu 12 apresentações e oficina musical. Com ritmos que foram de bandinha típica alemã ao samba, passando por blues, MPB e música erudita, o evento levou cultura e diversão de forma gratuita aos moradores.

“O evento trouxe uma proximidade com a música e uma diversidade de propostas. Tudo isso aliado ao ambiente cultural. É uma proposta que alegra toda a comunidade”, destaca o consultor empresarial e músico do grupo Geração 60, Paulo Warken, 62 anos. A organização estimou o público em três mil pessoas ao longo de todo dia.

Inézio Machado/GES
Movimento Viva a Música em Hamburgo Velho


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Como o evento tomou conta da Avenida General Daltro Filho e da Fundação Scheffel, as atividades atraíram muitas famílias. Como a da manicure Márcia Christianus, 35 anos, que saiu de Lomba Grande para aproveitar o domingo de sol em Hamburgo Velho. “Gostamos muito de arte. A iniciativa chama a comunidade para ocupar os espaços que temos na cidade, isso é muito legal”, ressalta Márcia, que curtiu o evento ao lado dos filhos, os estudantes Maiara Moraes, 18, Ana Lívia Christianus, 9, e Fernando Theo Christianus, 11, dos pais, Arcelino Moraes, 64, e Odete Moraes, 55, além da sobrinha Luane Moraes, 9.

O Viva a Música teve ainda gastronomia com food trucks e cervejas artesanais. O evento foi o começo do movimento. O projeto, criado a partir da iniciativa do Grupo Sinos e que reúne voluntários engajados em estimular novas apresentações e ações na região, pretende mapear músicos para criar um banco de dados. “Todas iniciativas que levam a comunidade para a rua são mais que bem-vindas”, disse o secretário de Cultura de Novo Hamburgo, Ralfe Cardoso.


Movimento Viva a Música em Hamburgo Velho Bandinha típica

A bandinha típica alemã Copo Cheio, de Ivoti, foi a primeira a se apresentar no Viva a Música. A atividade foi no Coreto e acompanhada por muitas pessoas que cantaram e dançaram. O espaço quase virou um kerb, e a banda até surpreendeu ao mandar um rock, mas, é claro, sem perder o estilo alemão.

Oficina de música

Enquanto a bandinha alemã se apresentava no Coreto, no jardim da Fundação Scheffel era a vez da oficina de música com a Ruah Escola de Música. O músico da Ruah Cásqueu Fleck tocou para o público. Houve ainda participação da Escola Municipal de Arte Carlos Alberto de Oliveira - Carlão.

Badia e Nenung no palco do Coreto

Os músicos Carlos Badia e Nenung também abrilhantaram o palco Coreto. “Era um sonho de criança cantar neste Coreto”, falou Nenung, que também cantou a música que fez para homenagear seu tio Ernesto Frederico Scheffel, e foi acompanhado por Badia. “O Viva a Música lançou esta dupla”, brincou Badia.

Violão popular e flauta doce dos estudantes da Carlão

Os estudantes da Escola Municipal de Arte Carlos Alberto de Oliveira - Carlão também deram um show no Viva a Música. A apresentação no Coreto foi realizada pelas crianças e adolescentes dos estudos de violão popular e flauta doce. O público lotou o espaço e muitos levaram cadeiras de praia ou sentaram-se no chão.

Música tradicionalista no palco

A música tradicionalista também teve espaço garantido durante o lançamento do Viva a Música. Renato e Mauro cantaram e tocaram clássicos do nativismo e grande parte do público cantou junto entre um gole e outro de chimarrão. O show foi no jardim da Fundação Scheffel e contou com a presença de muitas famílias.

Música brasileira da BanDuo

A BanDuo levou ao Coreto o melhor da música brasileira. Entre as versões instrumentais, os músicos apresentaram ao público as canções A Felicidade, de Tom Jobim, e Vera Cruz, de Milton Nascimento. “Achei excelente, a arte também é uma forma de educação”, salientou o músico Renê de Oliveira.

OSNH lotou o jardim da Scheffel

A Orquestra de Sopros de Novo Hamburgo foi uma das atrações mais aguardadas pelo público, que antes mesmo do início da apresentação já lotava o jardim da Fundação Scheffel. Além do maestro da orquestra, Lincoln da Gama Lobo, a apresentação teve a participação especial da pianista Olinda Allessandrini.

Camerata Ivoti com repertório variado

A Camerata Ivoti apresentou um repertório variado, que foi do erudito ao popular. Kanon, de Johann Pachelbel, Viva La Vida, de Coldplay, e My Girl, de The Temptations, estiveram na lista. O público lotou o interior da Fundação Scheffel, que foi preenchida, nota por nota, pelo ritmo dos instrumentos.

Royal Blend Trio com rock e pop

Sunday Bloody Sunday, do U2, deu início à apresentação da Royal Blend Trio. O grupo encerrou com Californication, do Red Hot Chili Peppers, e Uptown Funk, do Bruno Mars. Na garupa de Calvin Moraes, 21, Isadora Morbach, de 9 anos, dançava e cantava. “Muito legal”, disse a menina, sorrindo.

Barlavento de Mozart a Tom Jobim

De Mozart a Tom Jobim. Assim conquistou o público o quarteto de Saxofone Barlavento, que se apresentou no Coreto. A empresária Cecília Mosmann, 56 anos, e a psicóloga Bárbara Berwanger, 44, acharam maravilhoso. “É uma proposta diferenciada”, disse Bárbara. “É quase uma viagem no tempo”, afirmou Cecília.

Caxias Ensemble Orchestra 

A canção Epitáfio, da banda Titãs abriu o repertório da Caxias Ensemble Orchestra. A versão tocada no espetáculo Tangos & Tragédias agradou ao público. Ana Karina Gallas, 44 anos, e Vera Costa Fagundes, 57, amigas e colegas do coral da Feevale, cantaram do início ao fim.

Movimento Viva a Música em Hamburgo Velho Blues com os clássicos da Uranius

No teclado, no saxofone e na voz, a Uranius Blues trouxe clássicos do blues ao palco da rua. As amigas Iaioi Tao, 53 anos, Helena Fukoka, 54, e Iara Dilly, 50, gostaram da apresentação e elogiaram o evento. “A proposta é maravilhosa”, disse Iaioi. “Temos uma cultura rica, e mesclar diferentes estilos neste lugar é maravilhoso”, completou Iara.

Samba na passarela da Cruzeirinho

Para fechar a noite de atrações, muito samba no pé para o público que permaneceu até o fim do evento. A Sociedade Cruzeiro do Sul iniciou o repertório com o samba enredo África Berço da Humanidade, passando por clássicos de Tim Maia, como Não Quero Dinheiro e do Roupa Nova, Whisky a Go Go.


Momento para desfrutar em família e amigos

Aproveitando a vida em comunidade, pessoas deixaram suas casas para desfrutar dos espaços do entorno da Scheffel. Famílias e amigos levaram seu chimarrão, suas cadeiras e seus cães e curtiram os mais variados estilos musicais sob o conceito arquitetônico único do bairro histórico de Novo Hamburgo.

Um momento especial para a Fundação

O evento foi um momento especial para a Fundação Scheffel. “Fazemos parte deste projeto, que é um grande momento para a música e no ano em que a Fundação Scheffel completa 40 anos. Tivemos um concerto no jardim e foi a primeira vez que isso aconteceu. O evento fez história e já promete muitas coisas para o futuro”, observa o curador da Fundação Scheffel, Angelo Reinheimer. A ocupação dos espaços da Scheffel foi um dos atrativos do evento. “Não conhecia o jardim da Fundação e é maravilhoso”, disse a assistente administrativa Jaqueline Backes Dietrich, 32.

“A cultura vem da educação”, diz cineasta

O modo de fazer cultura e o reconhecimento do púbico quanto ao trabalho de artistas dizem muito sobre a indústria cultural da região. O assunto é comentado pela cineasta Andrey Dy e pela artista plástica Ariadne Decker, que participaram do evento. “A cultura vem da educação. É preciso inserir na criança o hábito de consumi-la.

A fusão artística deste evento faz com que a nossa cultura seja valorizada, um evento em um bairro histórico de Novo Hamburgo”, destaca Audrey, enquanto seu filho, Jay Laksman, de 5 anos, observava a apresentação da Camerata Ivoti. Para Ariadne, a criatividade é o DNA do artista. “Eu amei o evento. O bairro precisa, cada vez mais, ter esse tipo de atividade, pois a ideia cultural é muito importante.”

A Camerata Ivoti apresentou um repertório variado, que foi do erudito ao popular. Kanon, de Johann Pachelbel, Viva La Vida, de Coldplay, e My Girl, de The Temptations, estiveram na lista. O público lotou o interior da Fundação Scheffel, que foi preenchida, nota por nota, pelo ritmo dos instrumentos.


*reportagem de Juliana Nunes e Carolina Zeni


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