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(In)segurança

É gravíssimo estado de estudante espancado por ladrões na volta da escola

Por celular e pasta com material escolar, ladrões provocaram traumatismo craniano em jovem de 18 anos em Estância Velha
16/04/2018 17:19 16/04/2018 17:20

A criminalidade que aterroriza o Vale do Sinos também provoca revolta pela covardia dos assaltantes. O estudante Matheus Leonardo Carvalho da Silva, 18 anos, agredido na cabeça durante roubo quando voltava da escola, na noite de quinta-feira, em Estância Velha, está em estado gravíssimo na UTI do Hospital Municipal de Novo Hamburgo. Familiares e amigos tentam entender o porquê de tamanha violência para roubar um celular e uma pasta com material escolar.

Eram aproximadamente 23 horas. Matheus fazia sozinho o trajeto diário de 1,5 quilômetro do Colégio Estadual 8 de Setembro, no bairro União, até a casa, no Lira. Quase no meio do caminho, na Avenida Brasil, foi atacado por dois ladrões. As circunstâncias do assalto, que resultou em traumatismo craniano, ainda não estão esclarecidas. O clima é de medo e revolta. Familiares, amigos e colegas temem falar por receio de represálias de bandidos.

IMAGENS
Na sexta-feira, policiais civis foram atrás de câmeras no percurso feito pela vítima, mas não teriam conseguido imagens do momento do ataque. Parentes acabaram obtendo vídeo com Matheus antes do roubo. O delegado de Estância Velha, Luiz Fernando Nunes da Silva, não foi localizado para falar sobre a investigação.


"É um guri querido por todos", diz pai

Estudante do 3o ano do ensino médio, Matheus tem habilidade com desenho. “É um dom que Deus deu para ele. Ele sempre falou em fazer faculdade, mas nunca detalhou o curso. Acho que teria relação com desenho”, comenta o pai, Miguel Ângelo Lima da Silva, 51, dono de uma pequena empreiteira de obras. Emocionado, Miguel conta que o filho começaria, nos próximos dias, a trabalhar na firma da família. “Até pouco meses atrás, ele era jovem aprendiz em uma empresa em São Leopoldo.” Miguel diz não conseguir entender o motivo da agressão, pois, segundo ele, o filho não reagiria a um assalto. “É um guri querido por todos.”

O Matheus reagiria a um assalto?
Miguel Ângelo Lima da Silva - Não, porque eu sempre orientei meu filho a entregar o que tinha em caso de roubo. A vida vale mais. Mas pode ter se assustado, porque ali é escuro.

Sabe se ele tinha inimigos ou atritos?
Miguel - Meu filho é muito tranquilo. Não é de briga. É um guri querido por todos.

Fazia esse trajeto todos os dias para a escola?
Miguel - Às vezes eu levava ou buscava ele de carro. Quando ia a pé, era muito de andar sozinho. Colegas às vezes passavam em casa para irem juntos.

Ele falou algo sobre o assalto?
Miguel - Ele conseguiu caminhar até em casa, todo ensanguentado, e pedir socorro. Não conseguia falar, mas não pensei que fosse tão grave. Eu perguntei e fez gesto que foram dois. Não sei se vai voltar a falar. Houve perfuração no crânio, que atingiu o cérebro e deixou o lado direito paralisado.

Foi apurado o objeto usado na agressão?
Miguel - A gente pensa que foi uma coronhada, uma barra de ferro ou uma dessas soqueiras. Tudo por um celular e uma pasta de couro que só tinha cadernos. Vai ver acharam que era um notebook. É difícil aceitar uma violência dessas. Já chorei tudo o que podia chorar. O médico nos disse que o estado é gravíssimo. Ele mora comigo desde os 7 anos de idade. Estamos arrasados. A mãe dele e irmã vieram de Santa Rosa para acompanhar o tratamento.

Como é o trecho onde foi atacado?
Miguel - Fica a uns 800 metros de casa. Tem pouca iluminação e muito mato. Nunca vimos tanta violência na cidade.


Violência assusta comunidade escolar

Assaltos a alunos, professores e funcionários assustam a comunidade escolar em Estância. Na tarde de 27 de março, uma professora de 32 anos foi atacada na frente da Escola Municipal Walter Jacob Bauermann, no bairro Nova Estância, e obrigada a entregar o carro e a bolsa. Quatro colegas, que saíam com ela no fim do expediente, testemunharam o roubo. O crime ainda não foi esclarecido pela Polícia. “A gente se sente à mercê dessa violência. É terrível a sensação de uma arma apontada para sua cabeça. É medo mesmo. Estamos sem o direito de ir e vir”, declarou a professora, que pediu para não ser identificada. O carro dela, um HB20 vermelho, foi abandonado no mesmo dia no bairro Rincão, em Novo Hamburgo.


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