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Andrologia

Disfunção erétil atinge mais da metade dos homens acima dos 50 anos

Viagra, que revolucionou a Medicina, é só uma das opções aos pacientes
16/04/2018 13:27 16/04/2018 13:27

Acervo pessoal
Elton Sanchotene, urologista e andrologista
Vinte anos após a criação do Viagra, a pílula azul que revolucionou o tratamento da disfunção erétil, o problema de saúde ainda tem sido tabu nos consultórios médicos. A questão está entre as principais queixas nas clínicas de Andrologia, área da Medicina voltada à saúde do homem, diz o urologista e andrologista Elton Sanchotene. Ele explica que o distúrbio inclui qualquer alteração na ereção que atrapalhe a penetração durante a relação sexual. As causas podem ser tanto físicas quanto psicológicas.

Afetando mais de 50% dos homens acima dos 50 anos, a disfunção tem grande ligação com a andropausa, hoje chamada de Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino (Daem). “Os níveis baixos do hormônio testosterona, encontrados no Daem, afetam direta e negativamente na boa qualidade da ereção peniana, além de diminuírem significativamente o desejo sexual”, revela o especialista.

Embora seja um distúrbio que afeta, em sua maioria, os homens de idade avançada, os jovens também podem apresentar o problema. Neles, a disfunção erétil é causada, normalmente, pela ansiedade.

Todas as idades

“Disfunção erétil é mais comumente apresentada pelo paciente de mais de 50 anos, mas também há homens maduros que passam por períodos de ansiedade, refletindo em uma ejaculação precoce”, diz.

Causas

Problemas psicológicos, como insegurança com o desempenho sexual e ansiedade, podem desencadear a disfunção erétil. Também pode estar relacionada com causas orgânicas (físicas), como obesidade, alterações hormonais, tabagismo, diabete, problemas cardiovasculares, hipertensão arterial, níveis elevados de colesterol e triglicerídeos e o uso de anabolizantes. Sanchotene destaca que apesar de haver uma distinção entre as causas psicológicas e físicas, muitas vezes elas coexistem em um mesmo paciente.

Autoestima e relacionamento

A disfunção erétil pode ainda afetar negativamente os relacionamentos, já que a atividade sexual regular é saudável para os casais. “A disfunção erétil repercute na autoestima do homem, impactando inclusive em sua vida laboral. E por mais que exista harmonia sentimental, a insatisfação sexual acaba deteriorando o relacionamento e não raras vezes ocasiona o rompimento.” Entretanto, o médico diz que o tratamento ajuda a restaurar a vida sexual e, com isso, a manter o relacionamento.

Tratamento

O tratamento clínico se baseia na psicoterapia, uso de medicações orais com os inibidores de fosfodiesterase tipo 5, uso de drogas vasodilatadoras injetadas diretamente no pênis e o uso de bombas de vácuo. Já a ação cirúrgica consiste no implante de prótese peniana, semirrígida ou inflável, e é indicado para pacientes que não tiveram respostas satisfatórias com os medicamentos ou injeções intracavernosas (quando é inserido um dispositivo dentro dos canais de ereção peniana) ou que não toleram as injeções.

20 anos do Viagra

A pílula azul foi lançada nos Estados Unidos no início dos anos 1990 para tratar uma doença cardíaca, a angina de peito. Os testes com o citrato de sildenafila, porém, tiveram um efeito inesperado: a ereção. A FDA (agência americana fiscalizadora de remédios) aprovou o novo medicamento em 27 de março de 1998, tornando-se uma revolução no tratamento da disfunção. “O uso dele e de outros inibidores da fosfodiesterase tipo 5 desde então mudaram radicalmente para melhor os resultados dos tratamentos orais da disfunção”, confirma o médico.

Sobre algum perigo no uso da droga, Sanchotene explica que “a medicação tem um efeito inclusive cardioprotetor e as únicas contraindicações específicas são o uso concomitante de medicações à base de nitrato e aqueles pacientes com infarto recente ou doença cardiovascular grave - não pela medicação, mas pelo esforço físico durante a atividade sexual.”


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