Olá leitor, tudo bem?

Use os í­cones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, ví­deos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.
VOLTAR
FECHAR

Rua Jornal NH, 99 - Bairro Ideal - Novo Hamburgo/RS - CEP: 93334-350
Fones: (51) 3065.4000 (51) 3594.0444 - Fax: (51) 3594.0448

PUBLICIDADE
Mundo

Cientista australiano de 104 anos morre na Suíça por suicídio assistido

Goodall não tinha nenhuma doença terminal, mas considerava que sua qualidade de vida havia piorado
10/05/2018 15:19 10/05/2018 15:20

David Goodall, o cientista australiano de 104 anos que viajou à Suíça para recorrer à eutanásia, morreu nesta quinta-feira (10) na Basileia, ao cometer suicídio assistido, uma possibilidade negada em seu país.

"Às 12h30 de hoje, o professor David Goodall, de 104 anos, morreu em paz na Basileia, com uma injeção de Nembutal", um barbitúrico, escreveu no Twitter o médico Philip Nitschke, da Fundação Exit International.

Goodall não tinha nenhuma doença terminal, mas considerava que sua qualidade de vida havia piorado e desejava morrer.

No início, ele solicitou, sem sucesso, às autoridades australianas que permitissem o suicídio assistido. Então decidiu viajar à Suíça, onde várias fundações oferecem o serviço.

"Preferia morrer na Austrália e lamento muito que a Austrália esteja atrasada em relação à Suíça nesta questão", afirmou à imprensa na quarta-feira em um hotel.


O suicídio assistido, com a ajuda de outra fundação suíça, a Eternal Spirit, aconteceu em um apartamento. Goodall faleceu ao lado dos netos e de um amigo.

Goodall, pesquisador honorário da Universidade Edith Cowan de Perth, pediu que seu corpo seja entregue à ciência ou que, em caso de rejeição, as cinzas sejam espalhadas na Suíça. Também pediu que nenhuma cerimônia seja organizada em sua memória.

Para demonstrar que não estava triste, Goodall não hesitou em cantar, durante a coletiva, um trecho em alemão da Ode à Alegria da nona sinfonia de Beethoven, a sua preferida, e foi aplaudido.

Na Suíça, a lei permite a Morte Voluntária Assistida (MVA) a qualquer pessoa com boa saúde mental e que tenha expressado de maneira reiterada o desejo de morrer. As fundações Exit International e Eternal Spirit defendem que outros países sigam o exemplo da Suíça para permitir a "morte digna".



Jornal NH
PUBLICIDADE

WEBTV

PUBLICIDADE
Capa do dia

FOLHEIE O SEU JORNAL PREFERIDO NA TELA DO SEU COMPUTADOR.

ACESSE ASSINE AGORA
51 3600.3636
CENTRAL DO ASSINANTE

51 3591.2020
CENTRAL DE VENDAS DE ASSINATURAS